segunda-feira, 27 de junho de 2016

Policiais Civis e delegados do Rio fazem paralisação


Policiais Civis e delegados do Rio de Janeiro começaram uma paralisação na manhã desta segunda-feira (27). De acordo com o representante do Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindelpol-RJ), o movimento acontecerá das 8h às 16h e tem como principal motivo reivindicar as péssimas condições de trabalho enfrentada pelos policiais. Durante esse período, estarão suspensos os serviços de investigação.
Os policiais também reivindicam os salários que não foram pagos integralmente; o corte do orçamento; a falta de água, papel, impressora e faxina nas delegacias e no Instituto Médico Legal (IML).
Um comunicado emitido pelo Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindelpol-RJ) foi feito para ser distribuído nas delegacias do estado e explicar à população os motivos da paralisação. Até as 8h55, segundo o Sindelpol, quase todas as delegacias do estado apoiavam o movimento.

domingo, 26 de junho de 2016

O GOVERNO DO ESTADO ESTÁ DETERMINADO A ACABAR COM A REDE DE SAÚDE DOS PMS E BMS

PM que trabalhava na segurança de Paes é baleado em assalto e morre


O policial militar Denilson Theodoro de Souza, de 48 anos, que trabalhava na equipe que fazia a segurança do Prefeito do Rio, Eduardo Paes, foi baleado neste sábado (26) após sofrer uma tentativa de assalto na Pavuna, Zona Norte do Rio. Ele estava de folga e foi ferido durante troca de tiros com criminosos que tentavam levar seu carro na Rua Sargento Antonio Ernesto. Ele não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo. 
O tenente foi socorrido por um cunhado que o acompanhava para o Hospital Central da corporação, no Estácio, Zona Norte do Rio, onde acabou morrendo. Ele estava na PM há 29 anos, segundo a corporação. Na fuga, os criminosos abandonaram um veículo nas proximidades do crime. Agentes do 41° BPM realizam buscas na manhã deste domingo (27) para tentar prender os suspeitos.
O prefeito Eduardo Paes emitiu nota lamentando a morte de Denilson. "É muito ruim, muito triste. Quero me solidarizar com a família dele. Lamento imensamente a perda de uma pessoa da nossa equipe e que até ontem era responsável pela minha segurança", afirmou o prefeito. Denilson era tenente da PM e fazia parte da equipe de segurança do prefeito há quatro anos. O tenente era casado e deixa dois filhos, um menino de 16 anos e uma menina de 9 anos.

sábado, 25 de junho de 2016

Servidores públicos dão entrada em impeachment de Dornelles

Servidores públicos acusam o governo do estado do Rio de cometer crime de apropriação indébita: a informação consta do pedido de impeachment do governador em exercício Francisco Dornelles, protocolado quinta-feira (23) na Assembleia Legislativa (Alerj).
No documento, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) afirma que há quatro meses o governo desconta dos salários de funcionários as parcelas referentes a empréstimos consignados, mas não repassa o dinheiro aos bancos, num montante que já chegaria a R$ 500 milhões.
"Colegas que trabalham na Secretaria Estadual de Fazenda nos informaram que, nos últimos quatro meses, o governo fez os descontos em folha de pagamento, mas não pagou aos bancos que emprestaram aos servidores. As pessoas ficam inadimplentes e podem ter seu nome negativado, e o estado terá ainda mais despesas para regularizar esses repasses, já que os bancos cobrarão juros", explicou Alzimar Andrade, diretor geral do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário estadual (Sind Justiça), acrescentando que o procedimento é crime:
"Esse dinheiro não é do estado, e sim do servidor que tomou o empréstimo. O estado apenas realiza o desconto em folha, que é parte do compromisso firmado com o banco para conceder taxas de juros mais baixas. Se o estado retém dinheiro que não lhe pertence, fica configurado o crime de apropriação indébita".
Os servidores pedem o impedimento do governador por outros motivos, além da questão dos empréstimos consignados: o descumprimento de artigos da Constituição que fixam percentuais da receita que devem ser aplicados em saúde (12%) e educação (25%) e os atrasos nos pagamentos de salários e pensões. Andrade lembra ainda que, ao assumir o cargo, Dornelles prometeu cortar gastos da máquina pública com cargos comissionados, carros oficiais e outras despesas correntes, mas em vez disso nomeou 153 funcionários para cargos em comissão.
O pedido de impeachment foi entregue ao deputado Waldeck Carneiro (PT) e, na segunda-feira, um grupo de funcionários públicos irá à Alerj para entregar cópias do documento aos demais 69 parlamentares. "Para que nenhum deles alegue desconhecimento do tema", disse Andrade.
Agora o pedido deverá ser analisado pela Procuradoria Geral da Alerj, que vai apresentar um parecer ao presidente da Casa, Jorge Picciani, a quem caberá a decisão de admitir ou rejeitar o pedido. Em caso de admissão, o processo seguirá para uma comissão especial formada por deputados estaduais.
Procurada, a assessoria do governador em exercício não comentou o pedido de impeachment até a publicação desta reportagem.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Atendimento médico de presos apenas em hospitais penitenciários

O secretário estadual de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, quer apresentar ao governo fluminense uma proposta para que presos tenham o atendimento médico feito apenas em hospitais penitenciários. A ideia foi apresentada durante reunião do Gabinete de Gestão de Crise, realizada neste domingo (19) para discutir o resgate de Nicolas Labre Pereira de Jesus, conhecido como Fat Family, por homens armados dentro do Hospital Souza Aguiar.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança, a proposta foi debatida pelos participantes do encontro e ficou de ser levada para discussão com outro representantes do governo estadual. Responsável pelo Hospital Municipal Souza Aguiar, onde ocorreu no domingo, a Secretaria Municipal de Saúde preferiu não se posicionar por ainda não ter sido comunicada sobre uma possível mudança ou de uma reunião para estudar a troca, mas se colocou à disposição para ouvir as ideias do secretário.

O sistema penitenciário fluminense tem dois hospitais penais, a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Dr. Hamilton Agostinho Vieira de Castro, em Bangu, zona oeste do Rio, e o Hospital Penal de Niterói. Além disso, há o Hospital Psiquiátrico Roberto Medeiros, em Bangu.

Quanto às informações de que os policiais já sabiam que haveria uma tentativa de resgate do criminoso, a Secretaria Estadual de Segurança afirmou que “todo o fluxo de informações funcionou”. Segundo o órgão, na noite de quinta-feira (16), os primeiros informes chegaram à Coordenadoria de Comunicações e Operações Policiais da Polícia Civil (Cecopol), aos setores de Inteligência da secretaria e das polícias. A comunicação foi imediatamente repassada ao setor operacional responsável, o 5º Batalhão de Polícia Militar da Praça da Harmonia, para as devidas providências.

Questionada sobre isso e por qual motivo não aumentou o número de policiais, a Polícia Militar apenas disse que havia reforçado o local com quatro militares, mas que, ainda no pátio externo, os criminosos renderam um ambulante e o fizeram refém.

O grupo estava armado de fuzis, pistola e explosivos. Um artefato foi arremessado contra a viatura policial e, no momento da chegada dos criminosos, um soldado do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM) que estava socorrendo um amigo também foi atacado. Os dois foram feridos e o amigo do policial morreu.

Posteriormente, os criminosos renderam e fizeram uma funcionária refém e a obrigaram a mostrar onde estava Fat Family. Ele teve sua algema cortada por um alicate, que foi abandonado no local. Após a saída do grupo de criminosos, policiais militares do 5º Batalhão fizeram varredura por todo o hospital e áreas próximas, para verificar se havia algum criminoso.

A polícia também informou que está fazendo operações na região metropolitana do Rio para tentar os prender criminosos que participaram do resgate de Fat Family. A polícia pede que quem tiver informações sobre os suspeitos ligue para o Disque-Denúncia, no telefone (21) 2253-1177 ou 190.

Agência Brasil

segunda-feira, 20 de junho de 2016

ATO em prol do Servidor Público Estadual

Estamos vivenciando um momento sem precedentes em nosso Estado. Como pode o Governador decretar Calamidade Pública, relativizando serviços essenciais, para garantir os Jogos Olímpicos?
Onde está o compromisso com a sociedade em promover a Saúde, Educação e Segurança Pública?
Onde está o compromisso com os Servidores do Estado em pagar em dia seus vencimentos, garantindo a subsistência de suas famílias? Definitivamente a prioridade deste Governo não somos nós!
Desta forma, agora mais do que nunca, temos motivos suficientes para irmos as ruas, ecoar nossas vozes, cobrar providências! Não é possível servidores sem vencimentos. Sem contar com atrasos que chegam a mais de uma quinzena, ou sem perspectiva de pagamento da parcela restante deste mês, além da ameaça de quiçá, não haver dinheiro para o próximo vencimento. Enquanto isto, o Governo utiliza recursos com tudo, menos com que constitucionalmente foram destinados.
Assim, não fiquemos na inércia! Vamos à Luta!

'Toda a população está desprotegida', diz policial que fazia guarda de traficante


O sargento Fábio Melo, encarregado com outro PM da custódia no Hospital Municipal Souza Aguiar do traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family, desabafou na manhã de domingo, 19, ao relatar os momentos de terror vividos no local. "Graças a Deus sai ileso e ajudei meu amigo, que trabalha comigo, mas a gente está desprotegido. Eu estou, vocês estão, toda a população está. Enquanto estiver com essa política, infelizmente a gente está na m... Desculpe o linguajar, mas é isso o que está acontecendo", disse Melo a jornalistas na portaria do hospital.

O sargento contou que os invasores fizeram uma recepcionista refém e a obrigaram a subir até a enfermaria onde estava o traficante, para distrair a segurança, mas ela não foi e implorou para ser solta. "Estava na frente da porta da enfermaria. Como não tem lugar para sentar, meu colega estava na escada, na frente. Por isso consegui vê-los chegando", disse o PM.

Segundo ele, "eram uns seis (bandidos), de fuzil e pistola". "Vieram gritando 'perdeu, perdeu', apontando a arma. A gente entrou na escada e ficou encurralado. Lá debaixo, eles miravam para nós enquanto outro grupo arrebentou a algema."

Após o resgate, Melo seguiu para o térreo, onde encontrou o policial de folga e um homem feridos. "Um enfermeiro se assustou e foi baleado. Foram três feridos e infelizmente um morreu." Embora Melo tenha mencionado apenas mais um colega na custódia, a PM sustentou que havia cinco policiais na escolta durante a madrugada.

Em nota, o secretário da Segurança, José Mariano Beltrame, informou que pedirá ao governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles, que restrinja a internação de presos no Estado ao hospital penitenciário. Mais cedo, Dornelles havia cobrado de Beltrame "rigor nas investigações".

Morte

No tiroteio entre bandidos e um policial militar, Ronaldo Luiz Marriel de Souza, que buscava atendimento, foi baleado e morreu. Pelo menos 25 homens armados de fuzis, pistolas e explosivos invadiram o Hospital Municipal Souza Aguiar para resgatar o traficante. O PM e um funcionário foram atingidos e estão internados.

Os invasores chegaram ao hospital às 3h15 e se dividiram: um grupo ficou no pátio na frente da emergência e outro subiu para o Setor de Ortopedia, pelas escadas. Dois PMs que faziam a escolta do traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family, de 28 anos, foram rendidos. Os bandidos quebraram a algema que prendia o criminoso à cama com um alicate. Na enfermaria, havia mais três pacientes, que não têm envolvimento criminal.

Olimpíada

Maior hospital público do Rio, o Souza Aguiar foi escolhido como referência para emergências na zona norte e no centro durante a Olimpíada.

Os hospitais de referência são indicados para os espectadores das competições. Em abril, o auditório do Souza Aguiar foi usado pela prefeitura para apresentar a profissionais de saúde e representantes de 21 consulados o plano operacional da Secretaria Municipal da Saúde para os Jogos.

CV

Apontado pela polícia como chefe do tráfico na Favela Santo Amaro, no Catete, zona sul, Fat Family, ao ser preso há uma semana, foi ferido no rosto em tiroteio. Ele é irmão de Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, e um dos líderes do Comando Vermelho (CV).

A ação criminosa era de conhecimento da cúpula da Secretaria da Segurança desde quinta-feira, 16, quando investigadores da Delegacia de Combate às Drogas captaram em interceptações telefônicas o plano. Segundo a Polícia Civil, a pasta e a PM foram avisadas. A PM informou que não o transferiu porque o hospital alegou que o traficante seria operado nesta segunda-feira, 20. A Secretaria Municipal de Saúde nega. Informou à noite que jamais foi pedida a transferência.

No Souza Aguiar, o tiroteio aconteceu no estacionamento, quando o PM Fábio Ferreira da Silva, de folga, socorria o amigo Ronaldo de Souza, acidentado em uma festa. Silva e os bandidos trocaram tiros. Souza foi atingido no tórax e o PM, em um ombro. Na troca de tiros, foi baleado o técnico em enfermagem Júlio Cesar Basílio. Os bandidos também fizeram disparos dentro do hospital.

Ação

Testemunhas e policiais disseram que os criminosos usavam toucas ninjas e chegaram ao hospital em quatro motocicletas e cinco carros. Eles renderam o vendedor de uma barraca de doces, conhecido como Índio, e uma recepcionista, levada ao sexto andar.

"Índio estava muito nervoso. Quando cheguei, ele só me entregou a barraquinha e foi para a delegacia. Não é a primeira vez que resgatam bandido em hospital. Botam bandido perigoso internado com inocente. Bandido tem mais valor que trabalhador", disse Ronaldo Batista, de 54 anos, que há dez divide a barraca de doces com Índio.

O técnico em eletricidade Jorge Ferreira, de 59 anos, que estava de madrugada no hospital para acompanhar um amigo acidentado, disse que, ao perceber a chegada da quadrilha, se escondeu na emergência. "Eles diziam: 'viemos pegar um parceiro'. Chegaram com um objetivo definido", contou.

Segundo a polícia, a custódia do traficante era feita por quatro PMs, mais um quinto no pátio, já como reforço, pois o normal são no máximo dois agentes por preso em hospital. Em nota, a PM informou que a enfermaria foi isolada. No local, havia várias cápsulas de balas, recolhidas para perícia. No pátio, a polícia encontrou um carro roubado. Mais tarde, o bando comemorou o resgate, mostra áudio que circulou pelas redes sociais, divulgado pelo Fantástico, da Rede Globo: "Trouxemos, mané, trouxemos o mano, p... O mano tá na rua com nóis. Nós fomos lá e buscamos".

Honra

Coordenador das Delegacias de Homicídio do Rio, Rivaldo Barbosa disse que os policiais responsáveis pela escolta seguiram o protocolo para ocorrências em hospitais, ao não reagir. "Se reagissem, um mal maior poderia acontecer", afirmou Barbosa, para quem a apuração da "ação ousada e covarde" é "questão de honra".

Os investigadores pretendem interrogar parentes e um advogado que visitaram o traficante. A suspeita é de que tenham indicado o local exato onde ele estava. "O que causou perplexidade é que os traficantes que aqui estiveram sabiam exatamente onde ele estava."

O prefeito Eduardo Paes (PMDB) criticou a falta de policiamento e considerou a invasão "assustadora e inaceitável". "Não dá. Temos as unidades de saúde funcionando e a obrigação de atender todos os doentes, criminosos ou não. Mas há limites. Precisamos das forças de segurança ajudando. Há uma certa perda de controle da situação. Tem de ser mais firme."

O coronel Luiz Henrique Pires, subchefe operacional da PM, disse que não há como "botar 20, 30 homens a cada informe". Segundo ele, Fat Família "não poderia estar" no hospital.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Em menos de 12 horas cinco PMs são baleados no Rio de Janeiro

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Parlamentares e associações divergem sobre mortes de PMs no Rio

Parlamentares e associações que tratam de interesses de militares têm explicações diferentes para o elevado número de policiais feridos e mortos no Rio. Num período de 12 horas, três PMs foram baleados e outros dois perderam a vida. Um deles foi o o tenente Márcio Ávila Rocha, morto com sete tiros, durante um assalto na Tijuca, Zona Norte do Rio. Ele foi sepultado, nesta quarta-feira, no Jardim da saudade em, Sulcap
Para o deputado estadual Marcelo Freixo(PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, o crescente número de policiais mortos e feridos está diretamente ligado a falta de uma política de enfrentamento ao tráfico d e armas.
—Fizemos uma CPI, em 2011 , para o controle das armas. Fizemos uma série de propostas e entregamos tudo aos governos estadual e federal. Nada foi feito. A falta de uma política ao enfrentamento ao tráfico de armas é o elemento central. Uma cidade armada é uma cidade mais violenta e estes policiais estão sendo mortos por arma de fogo — disse Freixo.
Já o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSC), da Comissão de Segurança, culpou o estado por não ajudar aos PMs com assistência jurídica. Ele também relacionou as mortes a burocracia que os PMs enfrentam para comprar uma arma particular.
— O mau exemplo vem de cima. O PM fica desmotivado porque sabe que se algo der errado ele só terá dois caminhos: a morte ou a prisão. Hoje o policial prefere não se arriscar, porque não há retaguarda jurídica. Sem falar da burocracia. Três mil PMs, formados há mais de um ano, só agora tiveram autorização para comprar uma arma. Só com atraso tiveram uma possibilidade de se defender — disse Bolsonaro.
O Vanderlei Ribeiro, presidente da Associação de Praças da PM e dos Bombeiros, defende que os comandantes de batalhões devem ser responsabilizados diretamente por policiais mortos e baleados.
— O Ministério Público deveria responsabilizar os comandantes. Quem faz o planejamento do policiamento são os comandantes. Se houve morte é porque o planejamento foi falho. Faltam planejamento e gestores qualificados— disse Ribeiro.
Já para Miguel Cordeiro, presidente da Associação de Policiais Militares e dos Bombeiros, relacionou o crescimento das mortes dos policiais a falta de treinamento e ao pouco de tempo para formação do policial.
— É um curso rápido. Hoje o PM se forma em seis meses. Muitas vezes, o PM só dispara cinco tiros em todo treinamento. O ideal é que o tempo de formação durasse pelo menos dois anos — disse Cordeiro.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Governo do estado do Rio vai pagar salários de maio em parcelas

O governo do estado anunciou nesta sexta-feira (10) que os servidores receberão os salários de maio em parcelas a partir da próxima terça-feira (14), décimo dia útil do mês. Apenas os funcionários da ativa da Secretaria Estadual de Educação foram excluídos do parcelamento e receberão os vencimentos integrais, graças aos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que só podem ser usados para pagar salários de servidores da ativa.
Com o parcelamento, servidores da ativa, aposentados e pensionistas receberão R$ 1 mil mais 50% da diferença entre o valor líquido do seu vencimento e a parcela de R$ 1 mil. Como exemplo, se um servidor recebe R$ 4 mil líquidos, ele terá em sua conta um depósito de R$ 2.500, que corresponde aos R$ 1 mil mais metade dos R$ 3 mil que ainda terá a receber.
O governo estadual informou que somente na próxima semana terá uma data para pagar o restante dos salários. O desembolso previsto para terça-feira é de R$ 1,1 bilhão, que corresponde a 70% da folha de pagamento de maio, que é de R$ 1,568 bilhão.
A decisão de parcelar os salários do funcionalismo é mais um capítulo da crise das finanças do estado, que em abril assumiu contornos dramáticos após a decisão do governador em exercício, Francisco Dornelles, de adiar para maio o pagamento dos inativos que recebem mais de R$ 2 mil mensais. A medida causou revolta e acabou suspensa por decisão do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), que ordenou a quitação dos vencimentos e autorizou o arresto dos recursos necessários das contas do governo estadual.