sábado, 31 de janeiro de 2015

Mulher é abordada pela PM, se descontrola, e é autuada por desacato.

Uma motorista foi autuada por desacato após discutir com um policial militar do 31º BPM (Barra da Tijuca) na Rua Newton Fontoura Reis, no Recreio. A ação foi toda filmada pelo PM, que apresentou o vídeo na 42ª DP (Recreio). Segundo o policial, ele estava em patrulhamento pelo bairro quando suspeitou de um carro com os vidros cobertos por insulfilm. Ele afirmou que, mesmo após ligar a sirene, a mulher não parou.
— Percorremos 2km até emparelharmos com ela. Quando conseguimos que ela parasse o carro, ela começou a discutir com a gente, dizendo que era arquiteta e que nós deveríamos estar atrás de bandidos — afirmou o PM. 
No vídeo, a mulher, identificada na delegacia como Ana Maria Lucas de Souza, de 50 anos, tenta pegar a câmera da mão do policial. — Eu sou arquiteta, eu estou fazendo obra em várias UPPs, você quer saber? — afirma a mulher. Ela negou, em depoimento, ter desacatado os militares. Procurada, Ana Maria não quis falar sobre o assunto.
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RÁDIOS DAS VIATURAS FORA DE SERVIÇO

Roberta Trindade

Os rádios de todas as viaturas da Polícia Militar permaneceram mudos durante toda a noite desta sexta-feira, dia 30 de janeiro. Os PMs de serviço não tiveram como receber ocorrências ou informações sobre casos em andamento e a comuniação só pôde ser feita através dos telefones celulares particulares.

Licitação de compra de coletes à prova de bala é suspensa



A secretaria de segurança do Rio suspendeu uma licitação para comprar quase 4 mil coletes à prova de balas para as polícias Civil e Militar. Somente na última semana, seis policiais militares foram baleados em serviço no Rio. 
O pregão eletrônico deveria ter sido realizado em novembro do ano passado, mas ainda não há previsão de quando a licitação vai acontecer. A estimativa da secretaria era gastar até R$ 12,2 milhões com a compra dos 3.722 coletes balísticos.

Sogra de PM morto por traficantes questiona o secretário: ‘Você sabe a dor da minha filha?’


O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, esteve ontem à tarde no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, para acompanhar o enterro do corpo do soldado Bruno Guimarães Miguez, morte por bandidos da Cidade de Deus, na noite de quarta-feira. O ‘xerife' do Rio foi alvo de protestos dos familiares do PM, e a sogra do militar chegou a colocar o dedo em riste para ele, culpando-o pela morte. "O culpado disso talvez seja o senhor. 
O culpado disso que nós estamos passando hoje, que a minha filha está passando, o senhor é culpado. Você sabe a dor da minha filha?", desabafou a sogra de Miguez, cara a cara com Beltrame e dois oficiais da PM, em cena que foi flagrada por uma cinegrafista. Depois da bronca, Beltrame saiu de fininho. Em entrevista, o secretário lamentou a morte de Miguez: "Infelizmente, mais uma vez, perdemos mais um policial em uma emboscada. Em um lugar que está, na nossa avaliação, relativamente tranquilo, em função de outros acontecimentos. 
Mas eu não tenho como promover uma cidade totalmente limpa, sem homicídios, onde não se tenha arma de fogo e onde policiais e pessoas não percam sua vida por atos irresponsáveis". 
A viúva passou mal durante o velório do soldado Miguez. Mais de 200 pessoas compareceram ao cemitério, muitas delas vestiam usando uma camisa em homenagem ao policial.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Policial Militar é morto na Cidade de Deus

O soldado Miguez da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus, morreu e outro ficou ferido, na noite desta quarta-feira. Segundo colegas de farda, o soldado  estaria fazendo uma abordagem numa escadaria, na localidade conhecida como Apartamentos, quando levou um tiro na cabeça. O agente foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da comunidade e depois transferido para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul da cidade, mas não resistiu ao ferimento. Há informações, ainda não confirmadas, de que outro PM teria sido baleado no ombro.

PM deve R$ 19 milhões em contas de água e luz, que estão atrasadas desde setembro de 2014

Não bastasse o governo estadual anunciar um corte de R$ 1,37 bilhão no orçamento de 2015 para a segurança pública, a Polícia Militar se vê mergulhada numa grave crise financeira. Somente para as concessionárias Cedae, Light e Ampla, a corporação deve R$ 19 milhões, referentes às contas dos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro do ano passado. A inadimplência foi descoberta em um levantamento feito pelo novo comando da PM, que tomou posse no início deste mês. 
E as dívidas não se restringem às contas de luz e água. Embora ainda não tenha sido concluído, um levantamento da situação financeira da corporação revela outros problemas. A PM também deve pagamentos à empresa CNS Nacional de Serviços, responsável pela limpeza de batalhões e por tarefas administrativas. A conta chega a R$ 9,5 milhões. 
Na próxima semana, haverá uma reunião do comitê criado pela PM para detalhar os problemas financeiros da corporação. No encontro, serão apresentados dados de uma dívida com a empresa de telefonia Oi. A PM vem negociando pagamentos com as concessionárias e prestadores de serviços e, para honrar compromissos não cumpridos pela gestão anterior, planeja cortar a locação de veículos usados por seus setores administrativos. 

PREOCUPAÇÃO COM GASTOS 
A descoberta da dimensão da inadimplência da PM vem num momento em que a Secretaria de Planejamento e Gestão reduz em 16,5% o orçamento para a corporação e a Polícia Civil. Foi publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial que, dos R$ 3,2 bilhões de restos a pagar do governo do estado (dívidas que foram contraídas, mas não quitadas, ao longo de 2014 e em anos anteriores), R$ 153,1 milhões são referentes à Polícia Militar. A Polícia Civil e a Secretaria estadual de Segurança também devem R$ 87 milhões e R$ 6,6 milhões, respectivamente. 
Se depender do comando da PM, não haverá calote. Embora tenha se recusado a dar informações sobre as dívidas da corporação, o setor de relações públicas informou que, no último dia 15, uma comissão extraordinária foi criada ‘‘para tratar da racionalização dos recursos’’. O grupo é presidido pelo subchefe do Estado-Maior Geral e Administrativo, coronel Paulo Augusto de Souza Teixeira. Além dele, quatro oficiais de áreas estratégicas vêm fazendo cálculos para tentar reduzir gastos. Segundo o chefe do Estado-Maior da PM, coronel Robson Rodrigues, que também integra a equipe, todos os contratos em vigor estão sendo revistos. Ele afirmou que serão encontradas soluções para adequar a corporação ao ajuste estipulado pelo governo:
 — O estado determinou o contingenciamento e faremos a nossa parte. Estamos estudando cada item com o objetivo de reduzir despesas, mesmo que seja necessário tomar medidas drásticas. O governador Luiz Fernando Pezão já disse que o projeto de pacificação e a nomeação de 6 mil policiais aprovados no concurso de 2014 estão mantidos. Vamos pagar nossas dívidas e reduzir despesas sem diminuir a qualidade do serviço prestado à sociedade. Talvez seja necessário frear projetos de modernização da corporação, mas tudo vem sendo avaliado com cuidado. 
A Polícia Militar tem 90 dias para concluir as reavaliações e reduções. Dentro do levantamento que está sendo feito, a corporação também estuda o impacto causado por desvios de verbas, como o ocorrido na compra de material superfaturado para hospitais. O prejuízo, nesse caso, foi calculado em R$ 1,6 milhão, de acordo com um exame preliminar. Em um Inquérito Policial-Militar (IPM) sobre o caso, 11 oficiais foram indiciados. Outros 15 IPMs foram instaurados para apurar furtos de combustível, que teriam sido praticados por cinco oficiais e seis praças.
Marcus Salvador, dono da CNS Nacional de Serviços, não quis confirmar o valor da dívida da PM com sua empresa: — Não há nada em definitivo. O estado está propondo a redução dos contratos, o que é previsto em lei. Atualmente, tenho 450 funcionários trabalhando para a corporação. 
Lembrando que não têm autorização para fornecer informações sobre seus consumidores, a Cedae, a Light e a Ampla não quiseram comentar o assunto.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ministério Público diz que policial teve a intenção de matar Haíssa

JORNAL EXTRA
A 9ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal do Ministério Público (MP) concluiu que os 10 tiros de fuzil disparados pelo soldado Márcio José Watterlor Alves, de 32 anos, contra o carro onde estava a atendente de telemarketing Haíssa Vargas Motta, 22, apontam a intenção de matar. Ele vai ser denunciado nesta terça-feira pelo crime de homicídio doloso contra a moça, que foi atingida nas costas por um dos disparos. O crime ocorreu há cinco meses, durante perseguição desastrada ao Hyundai HB20, ocupado pela vítima e três amigos em Nilópolis, na Baixada Fluminense. 
Da janela de uma viatura do 41º BPM (Irajá), Márcio, que confessou ter confundido o automóvel com carro de bandidos, atirou antes de dar ordem para o motorista do veículo parar. O caso foi divulgado pela revista Veja.
Ele e o cabo Delviro Anderson Moreira Ferreira, que dirigia a viatura, podem ser expulsos da corporação. Nesta terça-feira a PM conclui o Inquérito Policial Militar (IPM) aberto para investigar a conduta dos agentes no caso.

Caso Amarildo: major Edson dos Santos promete apresentar provas que comprovam inocência

Em entrevista a jornal de São Paulo, o major Edson dos Santos, acusado de liderar a morte do ajudante de pedreiro Amarildo, promete apresentar provas que compravam sua inocência. Segundo ele, o tráfico armou o desaparecimento de Amarildo para desestabilizar a política de pacificação.
 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Homem morre após atacar equipe da Polícia Civil no Centro do Rio

Policiais civis que estavam em uma viatura da 6ª DP (Cidade Nova) foram atacados, na manhã desta quarta-feira (21), por criminosos nas proximidades do Morro da Providência, na Gamboa, bairro do Centro do Rio. Os agentes realizavam uma diligência na região para chegar uma denúncia de venda de drogas na Rua Santo Cristo. 
Segundo a Polícia Civil, três criminosos realizaram diversos disparos contra o carro. No momento da ação, os policiais reagiram e um homem identificado como Wellington Alves da Silva, de 22 anos, foi atingido. Ele estava com uma pistola Encaminhado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, o ferido não resistiu aos ferimentos e morreu. Os seus comparsas conseguiram fugir.Com os marginais. No local, foram encontrados drogas e radiotransmissores. 
A perícia foi realizada no local e as armas dos policiais apreendidas para o confronto balístico.

Assaltantes em fuga erram caminho e são espancados em favela


Policiais Militares do 9º BPM (Rocha Miranda) resgataram um casal de assaltantes que entrou por engano na Comunidade da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio. 
Segundo a polícia, os dois são moradores da comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, e roubaram um carro na Rua Joviano, em Madureira. Na fuga, a dupla errou o caminho e acabou entrando na Serrinha. Os dois foram agredidos por traficantes da região e possivelmente seriam executados por morar em uma comunidade dominada por facção rival à da favela de Madureira. 
Os assaltantes foram socorridos para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, medicados, em seguida levados para a 29ª DP (Madureira), onde foi feito o registro do caso. Com eles foi apreendida uma réplica de fuzil utilizada para cometer o assalto.