domingo, 23 de novembro de 2014

Traficante tinha telefone de coronel preso


Preso há mais de um mês acusado de receber propina para liberar traficante detidos, o coronel Dayzer Corpas, ex-comandante do 17º BPM (Ilha do Governador) tenta, na Justiça, provar sua inocência. Entretanto, essa não é a primeira vez que Corpas é acusado de envolvimento com o tráfico. Em 2006, quando comandava o Grupamento Especial de Policiamento do Complexo Penitenciário de Bangu, o oficial foi investigado depois que seu nome e o número de seu telefone foram encontrados na agenda do celular de um traficante preso na Vila Kennedy. Na ocasião, foram presos os ex-soldados Ednaldo Souza Costa e Michel de Menezes, que integravam o Serviço Reservado da unidade. Os dois foram flagrados em escutas telefônicas passando informações para José Givaldo Marques dos Santos, o Piu, integrante do tráfico da Vila Kennedy. 
Em 24 de março de 2005, Piu foi preso e seu celular, com o número de Corpas, apreendido. Os praças foram expulsos da corporação e, em 2009, condenados por associação para o tráfico. Já o então major Corpas foi alvo do Inquérito Policial Militar (IPM) 10836/06. Intimado a depor no procedimento, Michel de Menezes afirmou que “o major Corpas conhecia pessoalmente Piu” e que o traficante “fora apresentado a Corpas durante uma atividade esportiva da unidade em um Clube Campestre de Campo Grande”. 
Em depoimento, Corpas alegou que “não se recordava de ter sido apresentado pessoalmente a Piu” e que “não sabe como o ID de seu Nextel fora incluído no celular de Piu”. O relatório do IPM conclui que “além do fato do número do ID do Nextel do major Corpas, nenhum outro fato compromete o oficial”. O procedimento foi arquivado a pedido do Comando-Geral. Procurado, o advogado do coronel, Michel Asseff Filho, afirmou que não tinha conhecimento do caso. 
Corpas foi preso no dia 9 de outubro em casa, no Jardim Guanabara, bairro nobre da Ilha do Governador. Ele e outros 15 PMs do batalhão respondem por extorsão mediante sequestro e roubo majorado. Os PMs são acusados de terem aceitado R$ 300 mil para liberarem dois traficantes durante abordagem no dia 16 de março. Três fuzis também foram roubados e revendidos aos bandidos. Segundo a denúncia do MP, Corpas foi beneficiado com R$ 40 mil da quantia conseguida com o sequestro dos traficantes Atileno Marques da Silva, o Palermo, e Rogério Vale Mendonça, o Belo, no dia 16 de março. O depoimento de um policial delator também revelou que o batalhão recebia pagamentos regulares do tráfico de drogas do Morro do Dendê, na Ilha. Segundo o relato, o policial “ouviu dizer no interior do 17º BPM que o coronel Corpas recebe aproximadamente de R$ 120 mil a R$ 150 mil, sendo que esta receita seria exclusivamente proveniente do tráfico de drogas do Dendê”.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Fotos encontradas no celular do traficante Palermo do TCP da Serrinha

No dia 16/11, o  9° BPM fez incursão no Morro da Serrinha em Madureira prendendo quatro suspeitos de tráfico de drogas, sendo dois menores e apreendendo dois fuzis AR-15. Um dos maiores é o traficante Palermo  apontado pela polícia como braço direito do traficante Lacoste, outro palerma que vem a ser chefe da venda de drogas na Serrinha. No celular do bandido foram encontradas fotos que foram anexadas ao seu processo, Abaixo algumas delas.





Policiais militares que fazem hora extra na Supervia reclamam de atraso na gratificação


PMs que fazem hora extra em estações da SuperVia, pelo Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis), estão na bronca com o atraso no pagamento das gratificações. A última vez em que eles viram o dinheiro foi, segundo a PM, em 27 de outubro, quando saiu a bonificação referente a agosto. A corporação alegou que a SuperVia não repassou os recursos de setembro e outubro. 
 A SuperVia informou que o pagamento das gratificações relativas a setembro e outubro será feito até o fim deste mês. Em setembro, segundo a Polícia Militar, 135 PMs fizeram horas extras para a empresa. Em outubro, esse número foi de 93. Desde setembro, o policial pode escolher onde quer trabalhar pelo Proeis.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Depoimentos revelam que dois tenentes forjavam recebimento de produtos no Hospital da PM

JORNAL EXTRA


Dois depoimentos de testemunhas à Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança (Ssinte) e ao MP revelaram como a entrega de material médico ao Hospital Central da PM (HCPM) era forjada. Segundo os relatos, dois tenentes lotados na unidade assinavam as notas de recebimento dos produtos, mesmo quando o material não era entregue ou quando uma quantidade menor do que a acordada em contrato chegava à unidade. 
Os dois oficiais — um deles lotado no setor de almoxarifado e o outro, no de obras e manutenção — já foram identificados no inquérito. A fraude possibilitava que, mesmo sem a entrega dos produtos, a nota fiscal chegasse à Diretoria de Administração e Finanças (DGAF), que autorizava o pagamento ao fornecedor. 
O coronel Alberto Borges, ex-chefe da Diretoria Geral de Saúde da PM (DGS), revelou, que as compras fraudulentas, alvo da investigação, “partiam do Fuspom e passavam pelo Estado-Maior Administrativo”. Segundo o oficial, o processo natural de aquisição partia da unidade de saúde, passava pela DGS e era encaminhado à área de finanças, que autorizava o pagamento pelo Fundo Único de Saúde da PM (Fuspom). Segundo o coronel Alberto Borges, os processos passavam pelo Estado-Maior Administrativo, comandado por Ricardo Pacheco.
Segundo o coronel Alberto Borges, os processos passavam pelo Estado-Maior Administrativo, comandado por Ricardo Pacheco. No esquema fraudulento, de acordo com Borges, o processo de compras partia diretamente do gestor do fundo, sem conhecimento do diretor da unidade de saúde. Por isso, seria necessário que alguém operasse dentro do hospital para fraudar a chegada dos produtos. Na época das compras investigadas, o gestor do Fuspom era o coronel Décio Almeida da Silva, exonerado em setembro. Já quem chefiava o Estado-Maior Administrativo era o coronel Ricardo Pacheco, que deixou o cargo na semana passada. — O coronel Décio reportava-se diretamente ao coronel Pacheco quase diariamente. Eu os via se relacionando de maneira muito próxima. Por isso, acredito que o Décio reportava a ele os processos que administrava — disse Borges.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Coronel Wolney Dias assume a Corregedoria da Polícia Militar


O coronel Wolney Dias, que até semana passada estava à frente do 4º Comando de Policiamento de Área (CPA), é o novo corregedor da Polícia Militar. O nome do oficial foi publicado na última quarta-feira no Boletim Interno da corporação. Ele foi convidado pelo comandante interino da PM, coronel Ibis Silva Pereira, e entre os desafios de Wolney está a sindicância que apura a fraude e o desvio de R$ 16 milhões de verbas dos hospitais da PM por quatro oficiais. Ele ainda será responsável por aproximar a Corregedoria da PM de outros órgãos, como a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança, a Corregedoria Geral Unificada (CGU) e de entidades da sociedade civil. 
 Wolney Dias e sua equipe terão carta branca para fiscalizar o trabalho dos policiais nas ruas e verificarão também se os direitos dos policiais, como a concessão de férias e de folgas, estão sendo cumpridos, conforme o regulamento da PM. 
 Wolney disse que, na última sexta-feira, deixou o comando do 4º CPA e foi para o Departamento de Gestão de Pessoal (DGP) até aceitar convite para assumir a Corregedoria. “Recebi o convite do comandante enquanto estava no DGP e resolvi assumir esse novo desafio”, disse o comandante, que está há 31 anos na Polícia Militar. O comandante deixou o 4º CPA e deu lugar ao coronel Luiz Eduardo Freire, que estava lotado no BPRv. Três dias após a saída de Wolney do 4º CPA, 15 homens armados com fuzis e pistolas invadiram o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, em Niterói, para resgatar Johnny Luís da Silva, acusado de tráfico de drogas pela polícia. A escolta do acusado era de responsabilidade do 41º BPM (Irajá). O caso também deverá ser apurado por Wolney.

QUANTOS POLICIAIS SÃO MORTOS POR DIA ?

Comentário sobre a Polícia Brasileira
Marcos Do Val conseguiu salvar o áudio da fala do comentarista da CBN e da Globo, Alexandre Garcia, onde ele faz um excelente comentário a respeito da notícia que saiu na imprensa falando que a polícia no Brasil matou em 5 anos mais que a polícia americana matou em 30 anos (LEIA A REPORTAGEM). Ele foi muito feliz em sua fala, vale a pena ouvir e compartilhar para toda a sociedade!

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Sargento da Polícia Militar é assassinado dentro de casa


O sargento da Polícia Militar Dourival Martins de Vasconcelos, de 42 anos, foi morto a tiros na madrugada desta sexta-feira (14), em Maricá. Segundo informações da PM, cerca de cinco homens, armados com pistolas e fuzis, invadiram a residência do policial, no bairro Itaipuaçu, e o assassinaram. 
 Durante a fuga dos criminosos, um vizinho da vítima acabou sendo sequestrado pelo bando e foi liberado logo em seguida. O corpo do policial foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó. O caso foi registrado na 82ª DP (Maricá), onde será investigado. Histórico - Terceiro Sargento da Polícia Militar, Vasconcellos, ou Vasquinho, como era chamado por seus companheiros de farda, era lotado no 12º BPM (Niterói). O policial trabalhava no Serviço de Inteligência (P-2), do batalhão.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Bando invade hospital e resgata traficante em Niterói

Antes do resgate, criminosos assassinaram um policial militar em São Gonçalo e em seguida roubaram seu carro


Roseli Barcelos, de 41 anos, esposa do subtenente Celso Ilício de Oliveira, morto pelos bandidos que resgataram na madrugada desta segunda-feira o traficante Jhony Luiz da Silva, o Bebezão, segue internada no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. Ela foi atingida por um tiro no abdômen e foi operada para a retirada da bala. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, seu estado é considerado estável. O policial militar de 54 anos, que era lotado no 5ºBPM (Praça da Harmonia), foi morto na Rua Expedicionário Iraci Luchina, no bairro de Santa Luzia, quando foi deixar seu cunhado após uma pescaria. Ao perceber que o subtenente estava com a arma entre as pernas, os bandidos atiraram matando Celso Ilício na hora. Segundo a Polícia Militar, ainda não há informações sobre a data do sepultamento. 
Para o resgate de Bebezão, os cerca de 15 bandidos utilizaram o carro do policial assassinado, e mais dois veículos. Os criminosos levaram 25 minutos para a realizarem toda a ação dentro do Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói. Eles foram em diversas enfermarias até localizarem o Bebezão. Na saída, os bandidos roubaram pertences de pacientes e funcionários da unidade hospitalar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Comandante da PM estuda o fim do rancho para por mais policiais nas ruas

Coronel Ibis, que assume interinamente até janeiro, vai reforçar estrutura de combate aos casos de corrupção
Na sua primeira entrevista coletiva depois de ser escolhido para assumir interinamente o comando da Polícia Militar, o coronel Ibis Silva Pereira, de 51 anos, que em janeiro passa o cargo ao coronel Alberto Pinheiro Neto, defendeu na tarde desta sexta-feira um estudo para por fim aos ranchos nos quartéis e, assim, aumentar o efetivo da corporação nas ruas. A alimentação da tropa seria substituída por tíquetes-refeição. Ibis revelou, ainda, que até janeiro tem a missão de fazer um grande diagnóstico da PM, aprimorando, principalmente, os mecanismos internos de combate aos casos de corrupção de praças e oficiais. 
O coronel anunciou também uma série de medidas internas para preparar o terreno para o novo comandante, como as revisões do estatuto e do regulamento disciplinar da PM, o reforço do trabalho da corregedoria interna e até mudanças nos conselhos de justificação e disciplina, responsáveis por julgar os policiais flagrados em desvio de conduta. A prioridade é deixar a PM mais transparente e rápida no combate às denúncias de corrupção. 
Os recentes casos de desvio de conduta no comando da PM teriam contribuído para a queda do coronel José Luís Castro, que foi exonerado na quinta-feira. — Minha missão até a chegada do coronel Alberto Pinheiro Neto será elaborar um grande diagnóstico da Polícia Militar. Precisamos modernizar a Polícia Militar, suas estruturas e instalações físicas. Internamente, notamos que os marcos regulatórios da PM são anteriores à Constituição Brasileira de 1988. A PM precisa ficar mais eficiente, prestando serviços com mais qualidade. Queremos uma corporação mais ágil e humanizada — disse o coronel Ibis, durante coletiva no QG da PM.