quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Policial Militar é baleado por traficantes durante patrulhamento na Vila Cruzeiro

Mais um policial militar a serviço das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) foi atacado a tiros nesta quinta-feira no Rio de Janeiro. O PM Alessandro Assumpção, lotado na UPP da Vila Cruzeiro, favela do Complexo da Penha, Zona Norte da cidade, foi baleado por traficantes durante patrulhamento na localidade conhecida como Vila Oito. Após Assumpção ser atingido, os policiais de sua equipe reagiram e houve troca de tiros. Não há informações sobre feridos, além do PM, que foi encaminhado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, onde passa por cirurgia. A polícia faz buscas na comunidade para localizar e prender os bandidos que atacaram a equipe da UPP.

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Polícia poderá usar armas pesadas apreendidas com traficantes


Rio - O ministro da Justiça, Alexandre Moraes, anunciou nesta terça-feira ter redigido dois decretos para ajudar as polícias estaduais no combate ao crime organizado. O primeiro autoriza o uso, por policiais, de armas de alto poder de fogo apreendidas com bandidos. O decreto suspende o envio dessas armas para o Exército destruí-las. O anúncio foi feito durante coletiva sobre a operação para prender criminosos que atacaram policiais da Força Nacional de Segurança e mataram um soldado.

"Conversei com os chefes militares e eles concordaram com a ideia. As armas não precisarão mais ser destruídas, elas poderão ser usadas por policiais. O decreto será assinado até o fim do mês e já entrará em vigor" afirmou o ministro.

O segundo decreto será para facilitar a compra de armas pelas polícias. Moraes, quando foi secretário de Segurança Pública de São Paulo, disse que a burocracia dificultava a aquisição de armas. "Tivemos de esperar nove meses para comprar 740 fuzis. As polícias necessitam de armamento sofisticado para combater o tráfico de armas e de entorpecentes" revelou o ministro.

Alexandre Moraes disse ainda ter solicitado uma reunião com a Polícia Civil do Rio. Ele quer que o Ministério dê apoio logístico, financeiro e operacional aos agentes. "Criaremos cinco núcleos permanentes de inteligência e operação para combater traficantes de armas e de drogas. Estes núcleos serão instalados no Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul porque estes estados fazem fronteira com Bolívia e Paraguai (países que têm tráfico de drogas e armas). E no Rio e em São Paulo porque são os principais estados consumidores de drogas e entrada de armas pesadas".


domingo, 14 de agosto de 2016

POLÍCIA CIVIL, SEM PREVISÃO DE PAGAMENTO DE HORA EXTRA


Cumprindo horas extras obrigatórias durante a Olimpíada, os policiais civis continuam sem previsão de pagamento da jornada adicional deste mês. Além disso, a categoria aguarda o crédito do Regime Adicional de Serviço (RAS) de maio Junho e julho, que não foi depositado. Já o salário de julho foi pago no dia 1º  (primeiro dia útil de agosto). Atualmente, são mais de 10 mil servidores ativos na instituição. 
Apesar de o governo estadual ter recebido R$2,9 bilhões da União para serem aplicados na Segurança Pública, as verbas destinadas ao pagamento das gratificações pendentes ainda não foram totalmente aplicadas. Em 6 de julho, o estado pagou R$ 218 milhões relativos ao Regime Adicional de Serviço (RAS), Programa Estadual de Interação na Segurança (Proeis) e premiações do Sistema de Metas Integrado (SIM) das polícias Civil e Militar. No entanto, o RAS de maio, junho e julho dos policiais civis ainda não tem data prevista. 
O Presidente da Coligação dos Policiais Civis (Colpol), Fábio Neira critica a falta de informação pelo estado, bem como a obrigatoriedade do cumprimento do RAS. Para ele, a hora extra deveria ser voluntária, principalmente para os plantonistas. ''Não temos sequer uma previsão de pagamento das horas extras. E os servidores têm que cumprir uma determinação sem nem saber quando serão pagos, diz Neira. 

SEM DATA DEFINIDA: A Secretaria de Fazenda informou que o RAS de maio, junho e julho "será pago o mais breve possível, de acordo com a disponibilidade de recursos". Em relação à previsão de pagamento do RAS olímpico, a pasta disse que o governo está estudando. Já a Polícia Civil disse que "está envidando esforços junto à Secretaria de Segurança para regularizar o crédito. 

CRÉDITO VALORES:  O RAS que está sendo implementado é na modalidade Grandes Eventos, além da modalidade 'extensão', como determina o decreto estadual 43.538 de 2012. Segundo a Colpol, o valor bruto da hora extra (12 horas) pago a cerca de 90% da categoria (inspetores e oficiais de cartório) é de R$300, e líquido, esse valor chega a R$ 220. 

JUSTIÇA PROCESSO PARADO:  A Coligação dos Policiais Civis (Colpol) entrou na Justiça, em julho, contra o RAS compulsório nos Jogos. No entanto, o TJ determinou a apreciação do pedido pelo Ministério Público (MP-RJ). Com o recesso do Judiciário, a ação não deve ser analisada a tempo. Agora, a coligação fará outra ação autônoma cobrando o pagamento do RAS dos meses pendentes.

MINISTÉRIOS COMUNICADO:  A Colpol enviou telegramas a 8 ministérios, entre eles o da Defesa e da Casa Civil, comunicando que o estado não aplicou "corretamente" as verbas da União na Segurança. Apenas as duas pastas citadas comunicaram o recebimento. No documento, a entidade afirma que os R$ 2,9 bilhões doados ao estado não foram utilizados integralmente para pagar servidores.

Após morte do soldado da Força Nacional, placa " MÓVEL " luminosa indica a Linha Vermelha


Depois da morte do soldado da Força Nacional Hélio Vieira de Andrade baleado ao entrar quarta-feira por engano na Vila do João, na Maré, a prefeitura tomou uma providência para evitar novas vítimas. Instalou ontem no acesso à Linha Vermelha, na altura da comunidade, uma estrutura móvel de sinalização indicando o caminho para a via expressa, ao lado de uma fixa apontando a entrada da favela. 
Bandidos já fizeram várias vítimas que, tentando chegar à Linha Vermelha, entraram na comunidade. Com a morte no período olímpico, os holofotes se voltaram para o problema. A pacificação do Complexo da Maré, formado pela Vila do João e outras 16 favelas, foi um dos maiores fracassos do estado. 
Essa era uma das promessas de campanha em 2014 de Luiz Fernando Pezão, que chegou a pedir apoio do Exército para a ação. A ocupação, que durou dois anos, ao custo de R$ 600 milhões ao cofres da União, terminou com 27 militares feridos e um morto: o soldado Michel Augusto Mikami, 21, atingido por um tiro na cabeça em novembro de 2014. O caso, porém, não entrou nas estatísticas do Exército como "morte em guerra". Desde 1972, quando ocorreu a guerrilha do Araguaia, o Exército não perdia um combatente em confronto. Com a triste experiência, o Ministério da Defesa se recusou a ocupar novamente a Maré durante a Rio 2016. 
"São traficantes sanguinários, que gostam de torturar. Há relatos de surras em moradores que dificultam as denúncias", afirmou o delegado da 21º DP (Bonsucesso), Wellington Vieira. Em áudio, um policial descreve a outro como deve se portar ao trabalhar no local. "Você tem que pedir permissão a um moto-taxista. Ele vai lá dentro dizer que você vai entrar. Em um beco, o traficante vai te 'palmear' e permitir sua entrada", diz a gravação.
Segundo um oficial da PM, moradores são revistados. "Carros têm que piscar e os porta-malas são abertos. Se o Exército não resolveu, os poucos policiais lá não têm condição nenhuma de agir." 



Convocações para Polícia Civil sem previsão


Um grupo de 96 papiloscopistas está ansioso para saber se haverá ou não uma convocação publicada pelo governo do estado no Diário Oficial. Os policiais do Rio concluíram, há poucos dias, um treinamento intenso, de mais de seis meses, na Academia de Polícia Civil (Acadepol). No início de julho, o governo havia prometido chamar mais de 80 profissionais, mas isso, até agora, não aconteceu. 
— A polícia técnica passa por uma enorme carência de efetivo e precisa urgentemente desses 96 papiloscopistas para atender à demanda de identificação criminal da Polícia Civil. O último concurso 
para o cargo foi feito há mais de dez anos, e o governo sinalizou que daria posse imediata — disse Fábio Neira, presidente da Coligação dos Policiais Civis (Colpol). 
Para saber o motivo da demora, ainda mais após a promessa da convocação, a coluna procurou a Secretaria de Segurança Pública. A pasta repassou a demanda para a Casa Civil que, por sua vez, informou já ter dado o aval para a convocação. Esta, porém, não explicou o motivo de isso não ter acontecido ainda. A Polícia Civil confirmou que a posse dos papiloscopistas será um ato contínuo à convocação.

ZONAS PROIBIDAS NA CIDADE, RISCO DE MORTE.

Não DOBRE À DIREITA, RISCO DE MORTE. Estado assume fracasso na Segurança Pública

Rio de JANEIRO assume que existem ZONAS PROIBIDAS NA CIDADE – Não DOBRE À DIREITA, RISCO DE MORTE.  


Nas ZONAS PROIBIDAS do Rio de Janeiro há muitas armas e a população é mantida acuada e forçada a colaborar com o tráfico, que permanece atento 24 horas por dia, faz as leis e acaba envolvendo toda a juventude.
Grande parte dos jovens de alguma forma tem ligações com o tráfico de drogas, seja como usuários, traficantes de menor status nas quadrilhas ou pelo menos possuem amigos ou parentes envolvidos com o tráfico, o que os faz com que todos convivam quotidianamente com pessoas portando armas e drogas.
Depois que uma guarnição da Força Nacional foi fuzilada ao entrar por engano na Favela Vila do João a informação de que o RIO tem zonas proibidas rodou o mundo.
Em Niterói e outros locais do Rio de Janeiro já se tornou bastante comum pessoas sequestradas e assassinadas por errar o caminho.





As autoridades cariocas mantém uma espécie de PACTO extra-oficial com os “donos” das comunidades. Enquanto estes permanecem dentro de seus domínios, “apenas” fornecendo drogas para os usuários locais e que chegam em carros de luxo para adquirir drogas que saciarão seus malditos vícios, nada ou muito pouco é feito contra eles. É permitido que mantenham consigo seu armamento com alto poder de destruição e que exerçam seu poder de vida e morte sobre os moradores das favelas cariocas, carinhosamente rebatizadas de comunidades.
Sugestões para que se “oficialize” a existência dessas ZONAS SEM LEI colocando placas de advertência são rechaçadas pelo governo. Para os governantes isso “pegaria mal” pois acabaria fazendo o mundo saber que no Rio de Janeiro a criminalidade venceu a batalha do BEM contra o MAL.
A segurança pública sofre uma desorganização completa. São três categorias profissionais realizando serviços semelhantes, mas recebendo remuneração completamente diferente. Policiais Militares do estado, Militares das Forças Armadas e Força Nacional, os últimos recebendo cerca de 10 vezes mais que os militares das Forças Armadas.
Ao colocar essa semana uma guarnição do Exército na “portaria” da Comunidade Vila do João para evitar que turistas entrem por engano, o ESTADO assume que dentro da FAVELA existe criminosos, drogas e armas ilegais.
Ao descumprir a lei, se negando a entrar na “comunidade” para apreender o material ilícito e prender os criminosos, o Governo assume a existência de zonas proibidas no país.

sábado, 13 de agosto de 2016

RIO 2016: VIOLÊNCIA CONTRA AGENTES DE SEGURANÇA

Subiu para 265 o número de Policiais baleados desde o início do ano no Estado. Na Rodovia Washington Luís, o agente da Polícia Rodoviária Federal, Deon Rezende, foi atingido por quatro tiros próximo ao acesso a Avenida Brasil. Ele está internado em estado grave. 
Também na Avenida Brasil, um Policial Militar foi atacado por bandidos enquanto passava de carro na via. O veículo foi atingido por cerca de 20 disparos mas o Militar não se feriu.
Na Tijuca, o Policial Civil Rubens Souza Bretas, foi ferido no peito e braço em uma tentativa de assalto. Após passar por cirurgia, o estado de saúde dele é estável.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

MORRE PM/RR QUE FAZIA PARTE DA FORÇA NACIONAL

Hélio Vieira Andrade, da PM de Roraima, morreu nesta quinta-feira (11), após ser baleado na cabeça durante na Vila do João


Atingido por um tiro que atravessou sua cabeça na comunidade Vila do João, no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, o soldado da Força Nacional Hélio Vieira Andrade morreu na noite desta quinta-feira (11) no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, onde estava internado desde quarta. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, emitiu um comunicado em sua página no Facebook confirmando o óbito. “Quero expressar meus sentimentos aos familiares do soldado Hélio Vieira, que sofreu um ataque covarde e, infelizmente, morreu hoje em decorrência dos ferimentos. Soldado Vieira é um verdadeiro herói do nosso País.

Nosso Presidente da República, Michel Temer, decretará luto oficial pela morte de nosso herói. Honra e Dignidade aos nossos policiais”. Hélio foi baleado quando entrou por engano, por conta de um aplicativo, junto com sua equipe, na comunidade. O disparo atingiu Hélio e os estilhaços de vidro causados pelo disparo feriram seus dois colegas. Após o ataque, na manhã de quinta-feira, 166 policiais, de equipes do comando de Operações Especiais da Polícia Militar e policiais federais do Rio e de Brasília ocuparam a Vila do João. 



quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Rio garante salários até " setembro "


Vejam a situação caótica dos estados. Nesta sexta-feira, 15/07, o governador do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles (PP), paga os salários de junho. “Algo que deveria ser obrigação rotineira, mas que hoje é preciso ser ressaltado. O estado tem como pagar os salários até setembro. Ou seja, só há grana garantida para mais dois meses. Depois, nem Deus nem Francisco Dornelles sabem o que será, pois a fonte estará seca novamente”, escreve o jornalista Lauro Jardim ( http://migre.me/uCxfG)

*Após atrasar os salários dos servidores no mês passado e só fazer o pagamento graças a um socorro de R$ 2,9 bilhões da União, o estado pagou pelo menos metade do funcionalismo entre o segundo e terceiro dia útil deste mês. Segundo peemedebistas, o estado optou por pagar o pessoal da segurança, saúde e educação para garantir o funcionamento dos serviços essenciais e evitar novos protestos na Olimpíada. Os que ficaram sem receber salários foram os inativos e pensionistas, o que fez a Fasp entrar na Justiça pedindo bloqueio das contas.

Estado paga salários com atraso de cinco dias úteis

RIO - Finalmente o drama do pagamento de julho dos servidores estaduais chegou nesta quarta-feira ao fim. Com cinco dias de atraso, o estado pagou os R$ 18 milhões que faltavam para garantir os salários de todo o funcionalismo. De acordo com a secretaria estadual de Fazenda, a entrada de receita do ICMS nos cofres permitiu que o governo quitasse a folha, num total de R$ 1,9 bilhão. Mas, nos bastidores, o que se diz é que o governo resolveu pagar para evitar um novo arresto em suas contas, o que desorganiza ainda mais as finanças fluminenses.

Na última segunda-feira, o Judiciário havia determinado o bloqueio de R$ 604,7 milhões do estado para garantir o pagamento dos servidores. Na terça-feira, foram bloqueados R$ 368 milhões, porque o total necessário não estava disponível no caixa. O arresto afetou verbas de operações de crédito, de convênios com o governo federal e até mesmo o dinheiro do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom). O bloqueio foi feito para cumprir uma determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que estabeleceu que o pagamento do estado deve acontecer até o terceiro dia útil do mês. Por conta da crise, o estado alterou o calendário e queria quitar a folha no décimo dia útil.

Os sucessivos bloqueios nas contas têm irritado o Palácio Guanabara. Segundo pessoas próximas ao governador em exercício, Francisco Dornelles, o Rio articula um movimento com outros governadores que também adiaram a data de pagamento do funcionalismo. A estratégia seria tentar convencer Lewandowski a rever sua decisão, que é monocrática. Os governadores querem que o processo seja levado para apreciação dos ministros no plenário. Diversos estados vão enviar emissários para uma reunião no STF na próxima quarta-feira.