quinta-feira, 14 de março de 2013

Ação da PM investigada


A Polícia Civil instaurou ontem um inquérito para investigar um relatório feito pela inteligência da Polícia Militar que apontou dez homens como traficantes do Complexo do Caju, na Zona Norte. O documento foi usado pelo Ministério Público para pedir a prisão temporária deles, mas tinha erros em pelo menos dois casos.
Anteontem, a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, entrou com uma representação na Corregedoria Geral Unificada (CGU), contra os PMs responsáveis pelo relatório.
Ela alega que houve usurpação de função, porque, sendo PMs, eles não estavam aptos a desempenhar um trabalho que cabe à Polícia Civil.
Dois oficiais do Serviço de Inteligência da PM prestaram depoimento ontem sobre o caso na 17a DP (São Cristóvão). O tenente-coronel Antônio Jorge Goulart de Mattos, coordenador de inteligência da Polícia Militar, e o tenente Carlos Augusto Goulart do Amaral, que assinou o documento, estiveram na delegacia. O relatório tem data de 25 de fevereiro de 2013. Com base no documento da PM, o Ministério Público pediu a prisão temporária de dez pessoas, que foi concedida pela Justiça.
A Defensoria Pública estadual conseguiu a revogação da prisão temporária de Jonathan Jailton Vilela. Ele se apresentou à polícia quando viu seu nome e sua foto identificados como sendo de um traficante do Caju.
A Defensoria alegou que a PM não tem competência para investigar infrações penais, e que não há provas contra ele. Jonathan ficou uma semana preso.
Outro erro foi a identificação de Rodrigo Marcelino da Silva como  um dos criminosos foragidos do Caju.  A foto no relatório era de outra pessoa. Na semana passada, o jovem, que trabalha como motoboy compareceu à delegacia para dizer que era inocente. Ele ficou preso por nove horas e foi solto após o Ministério Público reconhecer o erro.
O relatório tinha mais uma falha. Mostrava a foto de um menor de idade, que era identificado como o traficante Odilon Fernandes Ripardo. Ao tomar conhecimento do caso, a 2ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude se manifestou, já que o jovem trabalha no projeto Menor Aprendiz, do MP, e é morador do Caju.
*Em nota, a Polícia Militar informou que está analisando o relatório, e afirmou que toda atividade técnica é passível de erros.

11 comentários:

  1. a pm nao pode investigar, mas a civil pode subir morro, fazer varredura operacional....

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  2. policial militar não pode investigar,mais civil pode andar fardado indentificado com viaturas e camisas,BRASIL.

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    1. É isso aí companheiro, estão usurpando as funções da PM, e ninguem se manifesta conta?

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  3. Acho que essa discussão é bobagem. Melhor uma polícia ÚNICA e bem REMUNERADA.

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  4. A PM tem q subir morro porra nenhuma. repressão ao tráfico de drogas é competência da Polícia Federal.

    A ridícula PCERJ não sabe nem o q tem q fazer ...

    BURROS

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  5. Acho correta a colocação que não cabe a Policia Militar fazer investigações, realmente esse não é seu papel constitucional, agora perguntemos a quem cabe essa investigação? Sabemos que a policia Civil não investiga nada, não são capazes de chegar a uma autoria de um crime confessado. A policia Civil só trabalha em caso de grande repercussão e que envolvem artistas e autoridades na mídia. No Rio de Janeiro há uma inversão de valores, a policia civil anda fardada, carro caracterizado, não investiga nada e imita a PM, Policia Militar fica se enchendo com Corregedorias, Coordenadorias de Inteligências que não tem nada de inteligência, todos andam sem farda e vivem brincando de fazer investigação, até dar nessa merda toda aí da reportagem. Viva o Brasil!

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  6. muito engraçado,a pm pode investigar,a civil pode ser ostensiva,fardada,vamos acabar com isso policia unica já,chega de divisão,se a policia civil investiga a militar,quem investiga a policia civil?

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  7. Uma mensagem para a chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Martha Rocha: QUEM TEM TETO DE VIDRO NÃO JOGA PEDRA NO TELHADO DOS OUTROS. A Polícia Federal tem investigado a polícia civil. A Corregedoria Geral Unificada tem coisas mais sérias para se preocupar (corrupção de policiais civis, por exemplo). A Polícia Militar pune e exclui de seus quadros quem comete desvios de conduta! A civil não tem punido seus integrantes. Antes de falar da casa dos outros, ela deve arrumar a própria casa, que está uma bagunça!

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  8. Preso desde janeiro do ano passado, traficante FB é liberado pela Justiça

    Juíza diz que inquérito que culminou na expedição de mandados de prisão é “inconsistente e confuso”

    A Justiça revogou a prisão preventiva dos traficantes Fabiano Atanásio da Silva, o FB, ex-chefe do tráfico na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha; de Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, e de outros dez criminosos, num processo que investiga a ligação deles com o tráfico de drogas, na favela da Galinha, em Inhaúma, na Zona Norte do Rio. De acordo com a decisão da juíza Maria Tereza Donatti, da 29ª Vara Criminal, o inquérito policial que culminou na expedição de mandados de prisão é “inconsistente e confuso”. Mesmo assim, Fabiano continua preso por outros crimes. Pezão está foragido.
    Segundo a magistrada, na investigação da 44ª DP (Inhaúma) havia apenas as cópias trazidas de outros procedimentos, como informações de policiais que remetem para outros inquéritos.
    “A imputação é gravíssima, atinge doze denunciados, mas após uma análise detalhada dos oito volumes, estou convencida de que não houve efetiva investigação policial no sentido de apurar autoria e modus operandi da quadrilha”, destacou.
    A magistrada ainda cita que, em 15 de abril de 2009, escutas telefônicas que envolvia seis nomes foi representada pela polícia. Depois dessa data, porém, nada mais foi informado no inquérito. Segundo Maria Tereza, há "relatórios de vida pregressa e autos de qualificação indireta de inúmeras pessoas, sendo que boa parte delas sequer foi mencionada pela autoridade policial no seu relatório".
    Procurada pelo “Extra”, a assessoria de imprensa da Civil informou que: “A Polícia Civil não comenta decisão judicial”.
    Em novembro do ano passado, o traficante FB foi condenado a nove anos de prisão por roubo e formação de quadrilha. FB deu apoio, em 2009, a uma quadrilha que praticava assaltos, em especial a bancos, na Zona Norte do Rio, fornecendo armamentos e estrutura. Ele recebia em troca parte do dinheiro roubado.
    A condenação foi baseada num assalto que ocorreu em 1º de junho de 2009, quando três assaltantes do grupo renderam funcionários e clientes de uma agência bancária em Vicente de Carvalho, levando R$ 6 mil e três revólveres. Em seguida, o grupo fugiu para a Vila Cruzeiro. De acordo com denúncia do Ministério Público, neste roubo, o ex-chefe do tráfico na Vila Cruzeiro contribuiu "com o fornecimento de armamentos", assim como "apoio logístico, com a contrapartida de se beneficiar de parcela do produto do crime".
    O traficante Fabiano Atanásio foi preso em janeiro em Campos do Jordão, em São Paulo. O bandido era o mais procurado do Rio de Janeiro, segundo a polícia. Ele participou da ação que derrubou um helicóptero da Polícia Militar no Morro dos Macacos, em 2009, quando dois agentes morreram. E era um dos bandidos que fugiu do Alemão em novembro de 2010, durante a ocupação policial do complexo. O Disque-Denúncia oferecia R$ 10 mil por informações que levassem ao traficante.
    A polícia encontrou FB em uma casa de luxo, no bairro Alto Capivari, de classe média alta. Com ele, também foi preso Luiz Claudio Serrat Correa, conhecido Claudinho CL, ex-chefe do tráfico do Morro do Cajueiro, em Madureira, suspeito do assassinato de um diretor do presídio Bangu 3 Gabriel Ferreira Castilho. Eles estavam há uma semana na casa alugada por R$ 18 mil por um período de um mês. Na garagem, foram apreendidos um BMW e uma moto R1.

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  9. Manda a Marta Rocha pegar um IPM confeccionado pela PMERJ para utilizar como instrução aos seus investigadores talvez aí eles aprendam a fazer um processo investigatório decente.

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  10. A PM possui a 2ª Seção - P2, já a PCERJ possui a CORE. A polícia ostensiva realiza a ação de polícia judiciária e a polícia judiciária realiza ação de polícia ostensiva (administrativa). Onde já se viu a polícia judiciária realizar ARep (as famosas blits)? Desejo uma Polícia Única e de Carreira Única!!

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