quinta-feira, 21 de março de 2013

Acusado de receber propinas, capitão da PM alega que era 'telha'

Três anos depois de ter sido promovido a capitão, por antiguidade, o oficial Ricardo Sant'anna Loureiro foi submetido a Conselho de Justificação da PM, suspeito de receber propina de criminosos. A instauração do Conselho foi feita pela Corregedoria Geral Unificada.
O capitão Loureiro foi pego na escuta telefônica da Operação Lobão, da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco) e das corregedorias Geral Unificada (CGU), da Polícia Civil (Coinpol) e da Polícia Militar, em dezembro do ano passado. Nas gravações, o oficial aparecia conversando com um sargento suspeito de intermediar a arrecadação do suborno. 
A CGU considera que o teor da conversa tem "solicitações de vantagens ilícitas". Num dos trechos, o capitão se dirige ao sargento dizendo "aquele amigo que tinha lá esse mês tem despedida? Vê logo isso pois estou no maior Ceará. Não esqueça daquela parada com o amigo lá se não aqueles pelas irão pegar primeiro". Como justificativa, o capitão alegou que "como o sargento trabalha na rua, e conhece muitos comerciantes", ele tinha o hábito de recorrer ao colega "para que conseguisse coisas do tipo: telhas, tijolos etc".
A CGU conclui que o capitão cometeu transgressão disciplinar grave porque adotou, "em tese", "condutas irregulares e praticou atos que afetam a honra pessoal e o decoro da classe".

Um comentário:

  1. A declaração de indignidade e incompatibilidade para com o oficialato e a perda do posto e da patente são necessárias! Uma vez declarado indigno do oficialato, ou com ele incompativel, perderá o militar seu posto e respectiva patente.

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