sexta-feira, 8 de março de 2013

Profissionais de segurança pública têm dificuldade de conciliar dupla jornada

AGÊNCIA BRASIL
 
As profissionais de segurança pública têm dificuldade de conciliar a dupla jornada de trabalho - no quartel e em casa – em função da falta de rotina nas escalas e os turnos à noite. A constatação é da pesquisa Mulheres na Segurança, do Ministério da Justiça, divulgada em fevereiro. Segundo a pesquisa, as mulheres policiais e as do Corpo de Bombeiros também sofrem com a falta de condições adequadas de trabalho.
“Como uma mulher trabalha 12 horas, menstruada, sem um banheiro? (Se) não temos um armário para deixar nosso uniforme (como) não correr risco (de ser identificada) com a farda na mochila? Como eu, [que tenho 1,60 metro de altura], tenho que decidir entre usar um colete (tamanho) extra G - que deixa as costas destruídas – ou [correr o risco de morrer porque não o estou usando]?”, questionou uma das entrevistadas.
As denúncias se estendem à Polícia Civil do Rio, comandada pela delegada-chefe Martha Rocha. A corporação, que não forneceu dados sobre o percentual de mulheres em seus quadros, é denunciada por policiais e escrivãs de cortar gratificações salariais quando as funcionárias entram de licença-maternidade. “Isso beira a covardia, (justo) quando mais precisamos”, disse outra agente.
Segundo o levantamento, a discriminação também faz parte da realidade dessas mulheres, seja na Polícia Militar, seja no Corpo de Bombeiros. Piadas ou constrangimentos de colegas ou do público são os sinais mais frequentes do problema. Uma inspetora da Polícia Civil conta que ouviu de um superior a seguinte frase: “Mulher policial ou é piranha ou é sapatão”.
A pesquisa constatou que essas profissionais acabam assumindo postura mais rígida para se defender, “o que no limite é uma contradição com a proposta da entrada de mulheres nas instituições policiais, na década de 1980, que era humanizar as relações”, disse a socióloga Wania Pasinato, coordenadora do levantamento.
Ela disse que ouviu o seguinte relato de uma das entrevistadas: “Eu sorrio muito menos. Sorrir seria só expressar simpatia, mas pode gerar um constrangimento porque pode ser mal interpretado”. Segundo Wania, as mulheres foram incorporadas à segurança pública, mas com a condição de se adaptar. “As instituições não lhes deram nenhum recurso para que sejam mulheres policiais”, completou.

2 comentários:

  1. POLICIAL MILITAR DO RIO DE JANEIRO, O "HERÓI SEM DIREITOS"!

    AINDA NÃO HOUVE MELHORIA SALARIAL NA PMERJ.

    O salário do Policial Militar ficou praticamente na mesma situação após o pequeno reajuste salarial concedido. Para um salário muito defasado, 23,3% é muito pouco!

    Salário do Soldado após o próximo reajuste salarial (23,3% para a PMERJ e o CBMERJ): R$ 2.077,27 (dois mil e setenta e sete reais e vinte e sete centavos);

    Mesmo após o referido reajuste salarial, os Bombeiros e Policiais Militares do Estado do Rio de Janeiro não receberão uma remuneração suficiente para suprir as necessidades vitais básicas previstas no artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal de 1988. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o Salário Mínimo Necessário referente ao mês de Janeiro de 2013 foi estimado em R$ 2.674,88 (dois mil, seiscentos e setenta e quatro reais e oitenta e oito centavos).

    http://trovatore.dieese.org.br/analisecestabasica/salarioMinimo.html

    Infelizmente, o reajuste salarial de militares do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar foi insuficiente. SOLDOS dos CABOS e SOLDADOS da PMERJ e do CBMERJ permaneceram ABAIXO DO SALÁRIO MÍNIMO vigente (R$ 678,00). Um Estado que possui a 2ª MAIOR ARRECADAÇÃO de impostos do país não pode pagar o PIOR SALÁRIO DO BRASIL!

    O salário básico do PM é o SOLDO, e este encontra-se abaixo do salário mínimo vigente no país. Mesmo após a reposição, os Cabos e Soldados da PMERJ e do CBMERJ continuarão com seus soldos bem abaixo do salário mínimo em vigor.

    AINDA FALTA MUITO PARA ALCANÇAR A TÃO SONHADA DIGNIDADE!

    SALÁRIO MÍNIMO: R$ 678,00

    SOLDO do CABO: R$ 590,77

    SOLDO do SOLDADO: R$ 512,91

    Como vamos sediar a COPA DO MUNDO de 2014 e os JOGOS OLÍMPICOS de 2016 se não conseguimos nem pagar um SALÁRIO DIGNO aos funcionários públicos que prestam SERVIÇOS ESSENCIAIS à população (Bombeiros e Policiais Militares)???

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  2. SOLDOS DE CB E SD CONTINUAM ABAIXO DO SALÁRIO MÍNIMO

    UM 1º SGT PMERJ GANHA MENOS DO QUE UM SD PMDF, QUE VERGONHA! PORTANTO, AINDA FALTA MUITO PARA O POLICIAL MILITAR DO RIO DE JANEIRO TER UM SALÁRIO RAZOÁVEL. O REFERIDO PROFISSIONAL COLOCA SUA INTEGRIDADE FÍSICA EM RISCO POR QUASE NADA!

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