quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Alerj pede intervenção da Polícia Federal no caso Amarildo

Líderes de bancadas partidárias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), os deputados estaduais Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) e Clarissa Garotinho (PR) e os deputados Paulo Ramos (PDT) e Geraldo Pudim (PR) solicitaram ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a intervenção da Polícia Federal nas investigações sobre o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza da comunidade da Rocinha. O conteúdo do ofício encaminhado pela Alerj nesta quinta-feira (29/08), justifica o pedido de mudanças nos rumos das investigações, pela crise instalada no Governo do Estado na área de segurança pública, geradas pelos fortes indícios de envolvimento de policiais da UPP em crimes de tortura e mortes na comunidade e pelas divergências entre delegados responsáveis pelos casos.
O documento enviado ao ministro da Justiça pelos deputados foi fundamentado no artigo 144 da Constituição e no seu complemento na lei 10.446/2002, que trata da competência da Polícia Federal em infrações com repercussão internacional. “Acredito que nosso pedido irá surtir o efeito para que a família do pedreiro Amarildo e a sociedade tenham uma resposta mais célere, o que o Governo do Estado foi incapaz de dar”, destacou o deputado Geraldo Pudim, autor da ação. O ofício cita também que o responsável pelas investigações da Operação Paz Armada, o delegado da 15ª DP (Gávea), Ruchester Marreiros, concluiu que a família de Amarildo estava envolvida com tráfico de drogas e chegou a pedir a prisão da mulher do pedreiro, Elisabeth Gomes, mas a promotora do caso, Marisa Paiva, desconsiderou a ordem. Já o atual titular do delegacia, Orlando Zaccone, contradiz a conclusão do seu antecessor de que a residência do casal servia para guardar drogas ou para a fuga de traficantes. As diferenças de opinião e as acusações que pesam contra policiais militares responsáveis pelo policiamento da comunidade justificam o pedido dos parlamentares.
O caminho apontado no ofício, da Policia Federal assumir as investigações do caso, surgiu após a audiência que o deputado Geraldo Pudim teve com a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, na semana passada. Na ocasião, o parlamentar apresentou denúncias de casos que violam os direitos humanos no estado do Rio de Janeiro, entre eles o caso Amarildo. “A Ministra relatou um precedente de intervenção federal que está em curso no estado de Goiás. A partir daí analisamos a possibilidade e vimos que há fundamento jurídico para um pedido de intervenção desta natureza”, disse Pudim.

6 comentários:

  1. CHEGA A SER RIDÍCULA A COLOCAÇÃO DA PROMOTORA MARISA DAS CONTAS, E O MAU CARATER DO DELGADO ZACCONE SOBRE O CASO AMARILDO - TODOS SABEM NA ROCINHA, MORADORES, COMERCIANTES E POLICIAIS, SOBRE O PAPEL DO AMARILDO E SUA MULHER NO TRÁFICO. É A CARA DA JUSTIÇA BRASILEIRA. É A MÍDIA MANDANDO NO MP E NA POLÍTICA. É POLÍTICO QUERENDO GANHAR VOTO.VERGONHA

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  2. Essa ministra dos direitos humanos é oportunista política a espera de algum incidente o qual possa retirar proveitos políticos , defender as pessoas de bem que morrem diariamente em estatísticas de guerra ela finge não ver , só atende o que é interessante para o partido o qual ela pertence .

    Maria do Rosário , VOCÊ NÃO ME REPRESENTA ! Fora PT !!

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  3. VAGABUNDO TEM VEZ MESMO NO RIO. PORQUE NÃO PEDE A POLICIA FEDERAL PARA INVESTIGAR OS POLICIAIS MORTOS NO RIO ELES REPRESENTAM O ESTADO. E MATAR FUNCIONARIO TERIA QUE SER UM CRIME CONTRA O ESTADO E NÃO CONTRA A PESSOA....
    BRASIL PAIS BOM, MAS COM UM MUITOS MESDAS....

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  4. O crime não é de competência da Polícia Federal. Deve, portanto, ser elucidado pela Polícia Civil do RJ.

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  5. POLÍCIA Civil demonstrou que não tem competência para resolver esse caso ,porque o que vimos é que nos foi mostrado que esse delegado zACONE parece ser mais um anti PM ,passando com isso a desvalorizar até o trabalho do próprio colega que tinha já concluído o caso.

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  6. A operação foi realizada pelas 2 polícias ,foi o que entendi,logo quem tem que apurar isso seria a PF,em vista do corporativismo que com certeza vai haver se for realizada pela civil incriminandos somente PMs.

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