quinta-feira, 29 de agosto de 2013

MP quer expulsão de 5 PMs da UPP da Rocinha, incluindo o comandante

O Ministério Público do Rio de Janeiro encaminhou representação para uma proposta de ação civil pública, pedindo a expulsão imediata de cinco policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, incluindo o comandante, o major Edson Raimundo dos Santos. Além dele, Rodrigo de Macedo Avelar da Silva, Douglas Roberto Vital Machado, Rafael Adriano Silva de Carvalho e Vitor Luiz Evangelista foram citados no documento, por improbidade administrativa na operação "Paz Armada", que em 14 de julho levou Amarildo de Souza para ser averiguado. Desde então, o ajudante de pedreiro nunca mais apareceu.
Major já teve saída anunciada
Antes do pedido do MP, a Polícia Militar já havia anunciado a troca do comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, nesta quarta-feira (28). O major Edson Santos, comanda a unidade desde que ela foi inaugurada, em setembro do ano passado.
A decisão foi tomada pelo coronel Frederico Caldas durante uma reunião com todos os comandantes das unidades pacificadoras. Além da UPP da Rocinha haverá mudanças em outras unidades mas ele não disse quais são elas. A assessoria da PM disse que o coronel Caldas ainda vai escolher os novos comandantes, tanto da Rocinha quanto das outras unidades.

Um comentário:

  1. Amarildo não é motivo da exclusão!

    De acordo com o documento da 15ª Promotoria de Investigação Penal, a operação "Paz Armada" foi desenvolvida pelas polícias Civil e Militar "ao arrepio da lei". "Populares foram detidos sem qualquer flagrante; diversas pessoas suspeitas foram conduzidas à sede da UPP local, e não para a Delegacia Distrital, como de costume; diversas residências foram invadidas, sem que a policia tivesse os necessários mandados de busca e apreensão expedidos pela autoridade judiciária competente", relata a promotora.

    "Adolescentes foram apreendidos sem qualquer flagrante, não obstante a hipótese configurar crime tipificado no art. 230 da Lei 8.069/90; inúmeras pessoas foram vitimas de abuso de autoridade por parte dos agentes da lei (alguns, inclusive, devidamente registrados na Delegacia da Circunscrição) e, por mais absurdo que pareça ser, moradores da comunidade foram vitimas de tortura", conclui.

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