quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Tenente-coronel Fábio Almeida de Souza deixa o comando do choque e passa a liderar o Bope

Um dia depois de o diretor do Departamento Geral de Polícia da Capital do Rio, delegado Ricardo Dominguez, ter feito duras críticas à atuação do Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) na manifestação em frente ao Palácio Guanabara, a corporação anunciou nesta quinta-feira mudanças no comando da tropa. O comandante do Batalhão de Choque da PM, tenente-coronel Fábio Almeida de Souza, deixa o comando da tropa, cargo que ocupa desde outubro de 2011, e passará a liderar o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), onde já serviu.
A PM negou que a troca de comando tenha a ver com as críticas à atuação do Choque nas manifestações. De acordo com a assessoria da polícia, o novo comandante da corporação, coronel José Luís Castro Menezes, tem feito mudanças nos batalhões desde que foi nomeado, há dez dias. O tenente-coronel Márcio Oliveira Rocha assumirá o Choque. Ele estava no Batalhão da Tijuca.
Desde o início dos protestos, em junho, a atuação do Batalhão de Choque tem sido alvo de críticas de manifestantes e entidades de defesa dos direitos humanos. No ato desta quarta-feira, 14, que reuniu apenas 200 manifestantes, os policiais do Choque detiveram 29. Só um foi indiciado por dano ao patrimônio. Vinte e oito foram liberados sem registro de nenhuma acusação. Entre os detidos, havia quem sequer participava do protesto.
Os policiais também lançaram bombas de efeito moral por quatro vezes em frente à 9.ª Delegacia de Polícia (Catete). Funcionários sofreram ataques de tosse após inalar o gás. Dominguez chegou a ameaçara dar voz de prisão aos PMs e determinou que quatro deles ficassem em frente à delegacia, que teve a porta de vidro quebrada, como forma de coibir que novas bombas fossem jogadas. Depois, os PMs foram substituídos pela tropa de elite da Polícia Civil, a Coordenadoria de Operações Especiais.
Por determinação de Dominguez, foi instaurado inquérito para investigar se houve excessos na atuação do Choque ao tentar conter os manifestantes. Outros quatro inquéritos foram abertos para apurar denúncias feitas por manifestantes que acusam os policiais militares de agressão. Enquanto o primeiro inquérito vai apurar a atuação dos policiais contra os manifestantes de forma geral, esses quatro investigarão abusos específicos contra os autores das denúncias. Até esta quinta-feira, segundo a Polícia Civil, os ativistas não haviam conseguido identificar os policiais autores dos supostos abusos.

2 comentários:

  1. A Segurança Pública não é prioridade no Rio de Janeiro, pois o ESTADO não investe em seus profissionais. O Policial Militar do Rio de Janeiro não tem um salário digno! É preciso PRESERVAR o PODER AQUISITIVO do PM do Rio, reajustando os soldos da Corporação e evitando que fiquem abaixo do MÍNIMO! O salário do PM do Rio continuará sendo o pior do país?

    O Governo do Estado do Rio de Janeiro, com a segunda maior arrecadação de impostos do Brasil, poderia pagar muito melhor os Bombeiros e Policiais Militares. Segundo o DIEESE, o SALÁRIO MÍNIMO NECESSÁRIO referente ao mês de Abril de 2013 foi estimado em R$2.892,47 (dois mil, oitocentos e noventa e dois reais e quarenta e sete centavos). O referido piso tem o objetivo de atender ao artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal de 1988, que visa suprir as NECESSIDADES VITAIS BÁSICAS. O vencimento bruto do soldado PM/BM no RJ está R$815,22 abaixo do supracitado valor, é de apenas R$2.077,25 (dois mil e setenta e sete reais e vinte e cinco centavos).

    O Governo do Estado do Rio de Janeiro paga um SOLDO INFERIOR AO SALÁRIO MÍNIMO vigente (R$ 678,00) aos CABOS E SOLDADOS da PMERJ e do CBMERJ. Sérgio Cabral precisa conceder apenas 39,25% de reajuste salarial para a PMERJ e o CBMERJ para cumprir o ARTIGO 7º, INCISO IV, DA CARTA MAGNA. "QUEM VIVE PARA PROTEGER, MERECE RESPEITO PARA VIVER." O SD PM RG 100.000 EVERSON INCORPOROU no dia 06 de Agosto de 2013 e ganhará muito menos do que precisa, infelizmente! Espero que ele seja honesto e honre a farda que estiver vestindo, pois ganhar mal não é motivo para cometer desvios de conduta, ou seja, se envolver em atos que possam denegrir a imagem da corporação.

    Não ao salário de fome! Por um salário mínimo vital de R$ 2.892,47 para o soldado da PMERJ e do CBMERJ. A tropa quer apenas o básico!

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  2. Os policiais não tem culpa pois os mesmo recebem ordem do comando ,este comando já esta habituado a transgredir a lei ele acha que pode tudo é só ver o histórico do mesmo no tempo que comando o batalhão da Tijuca ele só sabe perseguir os praças deveriam combater a criminalidade envies de ficar no seu gabinete dando ordens absurdas, se ele fosse tão competente não ficaria se escondendo atrás da sua patente e iria para linha de frente com ao seus subordinados. O comandante geral deveria rever a sua escolha porque este citado comandante só sabe cometer arbitrariedade o mesmo costuma levar para seu lado pessoal eu dou graças a deus de não ser comandado por este cidadão tenho pena de quem cai nas garras dele.

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