quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Tenente-coronel Marcos Vinícius, afirmou que sairá do gabinete para combater a criminalidade nas ruas de Volta Redonda

 Volta Redonda


Há uma semana no cargo, o comandante do 28º Batalhão de Polícia Militar (Volta Redonda), tenente-coronel Marcos Vinícius da Silva Mello, de 43 anos, afirmou que sairá do gabinete para combater a criminalidade nas ruas. Para ele, um dos desafios será aproximar a Polícia Militar da população.

Marcos Vinícius que era comandante do 16º Batalhão, em Olaria, no Rio de Janeiro, chegou para substituir o coronel Igor Magalhães, que assumiu a chefia de Estado Maior do 5º CPA (Comando de Policiamento de Área), também em Volta Redonda. Já o subcomandante do 28º Batalhão, major Vagner Cavalcanti, foi substituído pelo tenente-coronel Marcelo Martins da Silva. A cerimônia de passagem de comando foi realizada na quarta-feira passada, durante uma reunião interna.

O novo comandante disse que as alterações das funções na PM são normais e servem para trazer rotatividade para os comandos. Segundo ele, a novidade foi recebida como uma surpresa agradável.

- Nunca tive a oportunidade de trabalhar nessa região, mas sempre ouvi falar muito bem dessa parte do interior do estado. O que mais me chamou a atenção foi a integração entre os órgãos de segurança. Tenho certeza que a participação efetiva do poder público nos problemas da população é um fator que colabora para a gestão de um comandante da Polícia Militar. A parceria é fundamental para que a criminalidade seja combatida - acrescentou.

Nos batalhões do Rio de Janeiro, de acordo com o comandante, o cenário é bem diferente: "Geralmente nós não temos contato direto com a prefeitura, mas sim com as regiões administrativas".

- Sei que essa é uma característica das cidades do interior. Ontem (segunda-feira), por exemplo, fui visitar o Ciosp (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública). Percebi que é uma iniciativa muito boa, onde todas as forças de segurança ficam centralizadas e prontas para prestarem auxílio à população. Desta forma, o ganho é destinado unicamente para a sociedade - completou.

De acordo com ele, os comandos das companhias de Barra Mansa, Pinheiral e Volta Redonda não sofrerão alterações. Marcos Vinícius disse que vai apostar no conhecimento de área dos seus oficiais.

- Eles estão aqui há mais tempo e conhecem os lugares onde trabalham. Não vou realizar nenhuma modificação, pois sei que isso pode influenciar no resultado dos nossos objetivos. Minha intenção é trabalhar para reduzir os índices de criminalidade, principalmente os homicídios, latrocínios, roubo de veículos e de rua. Vamos direcionar as atividades para combater esses crimes. É lógico que as demais ocorrências também receberão atenção, mas sabemos que algumas ainda atingem diretamente a população - enfatizou.
Sem migração
"Acredito que os criminosos do Rio de Janeiro não estão migrando para o interior do estado". Com essa frase, o comandante esclareceu que só é possível comprovar essa análise quando criminosos da capital são presos em municípios do interior.

- Essa relação de causa e efeito ainda não há como ser mensurada. Não acredito que esse fluxo migratório seja uma realidade. O cenário se altera quando analisamos a cidade do Rio de Janeiro. Na capital, por exemplo, as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) estão fazendo com que criminosos saiam de suas respectivas comunidades e migrem para outras, porém na própria cidade. O que não podemos fazer é afirmar que isto acontece em Volta Redonda - disse.

Para o comandante, o Rio de Janeiro pode ser comparado a uma caixa de ressonância. Ele explicou que as cidades do interior acabam - muitas vezes involuntariamente - copiando a realidade da capital. As brigas de bairro, segundo Marcos Vinícius, também são problemas registrados no Rio.

- As crianças acabam interiorizando as rixas entre as facções e levando isso para a escola. Onde eu trabalhava, por exemplo, existe um colégio que fica no meio de duas comunidades com facções diferentes. Elas brigam entre si e ameaçam as professoras com base na força do tráfico. Temos que combater esse tipo de problema com o auxílio da família, que tem a função de orientar e educar os jovens - relatou.

As operações de combate ao tráfico de drogas, de acordo com ele, continuarão a serem realizadas, se possível, em conjunto com as demais forças.

- Não gosto de ficar no gabinete e sempre irei para a rua com a corporação. Já estou conhecendo os lugares mais críticos na cidade. Trabalharemos para ajudar a população, mas para isso precisamos da colaboração, através das denúncias. Quero contar com a confiança, e por isso vou me aproximar dos moradores - concluiu.


6 comentários:

  1. Quero ver sai do gabinete para combater na CAPITAL? INFELIZMENTE SÓ TEMOS OFICIAS FROUXO, MARICAS,CORRUPTOS E ETC...................

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  2. alo coronel muda o comando da cia de barra mansa,porque no bairro cotiara ta havendo roubo nas residencias e trafico de drogas na cara dos pms do dpo daki e eles nao tao fazendo nada,na verdade sao tudo pms corruptos

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  3. ENGRAÇADO NÃO VEJO NENHUM CEL FALAR QUE VAI VALORIZAR O PRAÇA, QUE VAI SE JUNTAR AOS PRAÇA NO COMBATE A CRIMINALIDADE. VEJO SEMPRE A MESMA LENGA LENGA, VAMOS TRABALHAR JUNTO A POPULAÇÃO E BLÁ BLÁ BLÁ. VOCÊS CORONÉIS SÃO RIDÍCULOS !!!

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  4. O tenente-coronel Marcos Vinícius não está fazendo nada de mais, pois sair do gabinete para combater a criminalidade nas ruas é sua OBRIGAÇÃO!!! O comandante tem que conhecer a área de sua OPM...


    OFICIAIS CORRUPTOS DEVEM SER DENUNCIADOS À CORREGEDORIA, como foi feito em Resende (área do 37º BPM), onde prenderam em flagrante um 1º Tenente PM!

    http://www.youtube.com/watch?v=L8Z4QX-nIok#t=19

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    1. O CAPITÃO TOGNOC FOI DEMITIDO DA CORPORAÇÃO por ter negociado com subordinados liberação do trabalho mediante pagamento.

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  5. A PMERJ TEM QUE CRIAR A PORTA ÚNICA DE ENTRADA NA CORPORAÇÃO.

    TODOS OS POLICIAIS MILITARES DEVEM INGRESSAR COMO SOLDADO PM.

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