quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Tráfico expulsa PMs de casa em Duque de Caxias

JORNAL O DIA
Armados para defender a sociedade, mas sem o apoio do estado para garantir a segurança de suas famílias, policiais ficaram vulneráveis diante de bandidos do Comando Vermelho (CV). No sábado, pelo menos 30 traficantes portando fuzis e granadas expulsaram seis PMs e um policial civil de suas casas, que precisaram sair às pressas da comunidade Parque Cristóvão Colombo, em Parada Angélica, Duque de Caxias. Segundo os agentes, seus nomes figuravam numa lista feita pelos bandidos de pessoas marcadas para morrer na região. “Saímos só com a roupa do corpo. 
Desde então, dormimos na casa de amigos e parentes, que abrem espaço para nós até conseguirmos alugar um imóvel. Minha mulher está com a pressão alta, e a minha filha, desesperada. Como PM, me sinto ‘um nada’. Estamos de mãos atadas. Será que o governo vai se mobilizar para ajudar alguns policiais?”, indaga uma das vítimas, nascida e criada no Parque Cristóvão Colombo. A invasão — supostamente comandada pelo traficante conhecido como Zidane — foi feita porque o bando queria estender a venda de drogas de favelas vizinhas para o local. Os bandidos chegaram à comunidade por volta das 19h, dando ordens: “Se tiver polícia (sic) ou ‘alemão’ (apelido dado a rivais), vai morrer”. Segundo as vítimas, até moradores que eram seus amigos foram ameaçados.
Até o dia da invasão, o lugar era bucólico e nunca havia sido alvo de traficantes, segundo os PMs. “As crianças brincavam nas ruas e todos se conheciam. É desesperador não ter para onde ir e muito triste ver as minhas filhas pequenas traumatizadas. Elas não podem nem ouvir barulhos de fogos que acham que o tiroteio recomeçou”, contou outro policial, que conversava com um amigo na rua e, ao perceber a invasão, foi levado para fora da comunidade pelo conhecido numa moto. A agonia deles foi registrada na 62ª DP (Imbariê).
A ajuda oferecida até agora pela PM foi o reforço de policiamento no local e apoio para que os policiais hoje ‘sem teto’ buscassem documentos e roupas. Os móveis e objetos continuam nas casas, construídas com uma vida inteira de sacrifícios e economias. “Minha vida inteira está ali, onde nasci. Não sei o que vai ser daqui para frente”, desabafou um PM.
Policiais do 15º BPM (Caxias) fizeram operação após a invasão, e houve intenso confronto, mas não conseguiram expulsar os traficantes, que se refugiaram na mata que cerca a região. O coronel Oliveira, que está à frente do 3º Comando de Policiamento de Área (CPA) da Baixada, disse que hoje haverá blindados no local.

PMs recebem ordens para deixar viaturas desligadas

A Polícia Militar confirmou, através de nota divulgada nesta terça-feira, que a corporação está enfrentando problemas no fornecimento de combustível. Na segunda-feira, uma ordem repassada via rádio determinava que as viaturas em patrulhamento nas ruas parassem, desligando o motor e a sinaleira, com o intuito de economizar gasolina.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Policiais militares são baleados na Baixada Fluminense


Dois policiais militares, identificados como Subtenente Ivan Souza e Subtenente Oliveira foram baleados na noite desta segunda-feira(29). Os casos aconteceram na Baixada Fluminense. 
Em Nilópolis, o Subtenente Ivan Souza, foi atingido por estilhaços durante uma abordagem policial.Ele foi encaminhado à UPA de Cabuis e transferido para o Hospital Central da PM- HCPM, no Estácio, Zona Norte. 
Já em Mesquita, no interior da Favela da Chatuba, o Subtenente Oliveira foi baleado no braço, durante troca de tiros com suspeitos de tráfico de drogas. O policial também encaminhado para o HCPM.

Indignado, sargento protesta em batalhão de Macaé e acaba na cadeia

JORNAL O DIA
Militar não gostou da escala de Réveillon

Revoltado com a escala de serviço para o fim do ano, afixada nesta segunda-feira no mural do 32º BPM (Macaé), um policial militar resolveu fazer protesto inusitado: ele se algemou a uma pilastra do batalhão. A foto do sargento com os braços presos ao redor da coluna foi divulgada nas redes sociais, e a manifestação solitária acabou mal para ele: o policial foi preso, assim como o subtenente que fez as imagens. 
Na tarde desta segunda, ambos foram levados para o Batalhão Especial Prisional (BEP). Foi aberto procedimento para apurar a conduta do sargento, já que o ato configurou crime militar. No entanto, a assessoria da PM não informou em qual crime do Código Penal Militar o policial foi enquadrado. Segundo agentes do batalhão, a punição seria porque o sargento teria ferido o decoro militar. 
A reclamação do sargento era contra a escala de serviço para o Réveillon, já que todas as folgas e férias foram canceladas devido ao reforço no policiamento do estado. Ele teria que trabalhar numa escala com intervalo de 12 horas entre um serviço e outro. Ele teria se algemado para demonstrar que estava sendo ‘torturado’ pela escala, segundo contaram colegas de farda. 
De acordo com informações de oficiais, o sargento teria participado das manifestações grevistas em 2012. Na época, ele estava lotado no 8º BPM (Campos). Nesta segunda, as redes sociais também foram a ferramenta para outras reclamações dos policiais sobre as condições de trabalho. Uma delas foi a incorporação aos salários dos PMs da gratificação temporária, no valor mensal de R$ 350, a partir de janeiro, como O DIA mostrou em junho. No primeiro mês de cada ano, uma parcela será absorvida pelo salário, mas a diferença continuará sendo paga como resíduo até 2021. Policiais publicaram foto de um policial baleado, com o texto: “Essa é a polícia que não mereceu a cesta de Natal e vai perder a gratificação de R$ 350 a partir de janeiro de 2015”.

domingo, 28 de dezembro de 2014

PM é baleado durante tentativa de assalto em Rocha Miranda

Um policial militar foi baleado por volta das 7h deste domingo em uma tentativa de assalto na Rua Doutor Luís Bicalho, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio. O sargento lotado no 9º BPM (Rocha Miranda), que estava sozinho em um veículo, foi surpreendido por homens armados que anunciaram o roubo. O policial militar reagiu ao assalto e foi baleado. Ele foi atingido por um tiro no ombro e ferido de raspão por outros dois disparos, de acordo com as informações preliminares do batalhão. 
Ainda segundo os policiais do 9º BPM (Rocha Miranda), os ladrões não levaram o carro e fugiram do local.

PM é encontrado morto em Maricá

Em Maricá, o soldado Ivo Leandro Zanu, de 34 anos, foi encontrado morto, ao lado de sua motocicleta.  Equipe do Corpo de Bombeiros avistou o corpo do PM  que estava caído na margem da Rodovia RJ 114, no Km 13, em Ubatiba, município de Maricá, nesta manhã. O soldado estava indo trabalhar no 12º BPM (Niterói), quando foi assassinado. O capacete ainda estava na cabeça da vítima. A sua pistola estava próxima à mão direita. A motocicleta do policial foi encontrada a pouca distância do corpo. A ocorrência foi levada para a 82ª DP (Maricá) e deve ser investigada pela Delegacia de Homicídios da área. 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Protesto na Vila Aliança após a prisão de dois homens na comunidade.

Manifestantes bloquearam o viaduto de Bangu, na zona oeste do Rio, na tarde desta sexta-feira (26). Segundo informações do Batalhão de Bangu (14º BPM), o grupo ateou fogo em pneus e montou barricadas. Além disso, alguns tentaram fechar a estrada do Engenho e a avenida Santa Cruz. O Batalhão de Choque foi chamado para liberar as vias. O Corpo de Bombeiros também foi acionado para conter o fogo. 
De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, o protesto aconteceu em retaliação a uma operação policial realizada nesta manhã na Vila Aliança, em Bangu. Dois criminosos em fuga, numa moto, atropelaram uma mulher e uma criança. As vítimas foram levadas pelos policiais para o hospital Albert Schweitzer, na mesma região, e passam bem. Durante a operação, duas pessoas foram detidas e drogas foram apreendidas. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Bangu (34ª DP).





Pacientes de hospital da PM enfrentam fila de madrugada para ser atendidos

Além da falta de segurança denunciada na edição de segunda-feira do DIA , nos hospitais da Polícia Militar no Rio e em Niterói também há carência de componentes básicos para o atendimento à saúde dos pacientes policiais e seus parentes. Na unidade do Estácio, três elevadores não funcionavam semana passada, falta água em banheiros, roupa de cama, médicos e enfermeiros, segundo PMs e funcionários. “Tive que trazer lençóis de casa”, comentou a acompanhante de um policial internado na enfermaria. Em Niterói, é necessário ficar na fila durante a madrugada para conseguir senha. De acordo com pacientes, a máquina de Raio-X está com problema e também não existe aparelho para tomografia computadorizada. “O hospital está sucateado em Niterói. Mandam a gente para o Rio. Mas lá só é possível fazer determinados exames depois de um ou dois meses tentando”, disse uma paciente. 

Pacientes fazem fila de madrugada na unidade de Niterói para conseguir senha de atendimento às 6h 
Por rede social sem restrição de acesso, o policial Fábio Nogueira deu uma sugestão: “Plano de Saúde para a tropa já!” Ele diz que vai tentar tirar o desconto hospitalar do contracheque (os policiais são descontados em folha para ter direito ao hospital). “A última vez que fui, fiquei duas horas esperando. Quando procurei a médica, ela estava numa rodinha conversando e rindo”, escreveu. 
O presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Vanderlei Ribeiro, conta que os oficiais têm tratamento diferente. “Vê se você encontra algum coronel nas filas, tendo que esperar semanas para fazer exames... Eles ligam e passam na frente de todo mundo. Prejudica o atendimento dos outros. Todo mundo sabe e ninguém faz nada. Estamos esperando que em janeiro o novo comando coloque a casa em ordem”, disse. 
Também pelas redes sociais, uma policial identificada como Adriana Alves desabafou: “O que esperar desse hospital? Estou com uma fratura grave no braço desde abril devido a um acidente de carro quando ia assumir o serviço. Fizeram uma cirurgia horrorosa e meu braço ficou todo torto, a fratura está pior do que antes”. 
Em outubro, O DIA ( LEIA )denunciou fraude em compras hospitalares e esquema de corrupção no setor de Saúde da corporação, principalmente no que tange aos hospitais de Niterói e do Estácio. O rombo seria de mais de R$ 16 milhões, incluindo compra de 75 mil litros de ácido peracético — usado para esterilizar material cirúrgico —, que nunca foram entregues, como revelou o blog ‘Justiça e Cidadania’. Quatro coronéis que estavam à frente das unidades e da Diretoria Geral de Saúde foram afastados. 

"Dei meu sangue à toa pela PMERJ. Abandonado depois de 20 anos"
Há 19 anos na Polícia Militar, o sargento Dário Alberto de Melo Etchart, lotado no 24ºBPM é um dos muitos exemplos do mau atendimento. Com suspeita de inflamação do nervo ciático e hérnia de disco, ele conseguiu internação no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, no dia 11 de dezembro. No entanto, contou que aguardou por 48 horas pelo atendimento médico. Desesperado, saiu do quarto e foi para a parte de baixo do hospital à espera de alguém que se sensibilizasse com o seu caso.
       Sargento Dário deitou em um banco do hospital para tentar socorro

Sargento Dário deitou em um banco do hospital para tentar socorro Foto: arquivo pessoal “O que adiantou ser um dos mais condecorados policiais, se na hora da doença me tratam como um cachorro? Tô sozinho nessa luta, morrendo de dor há um mês”, desabafou. Morador de Seropédica, com muitas dores e dificuldade para dirigir, ele não conseguiu sequer que fosse autorizado que um carro da corporação o conduzisse ao HCPM, no Estácio. “Dei meu sangue à toa pela PMERJ. Tô com dor e deprimido. Me sentindo abandonado depois de 20 anos de puro combate”, relatou. Agora ele aguarda a consulta com o neurocirurgião, que foi marcada apenas para janeiro.

Morre PM baleado durante assalto em São Gonçalo


O policial militar que foi baleado na cabeça no sábado (21) durante um assalto em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, morreu nesta sexta-feira. Ele estava internado em estado grave no Hospital Estadual Alberto Torres, no município.
Rodrigo Costa da Silva estava de folga no último sábado (21) quando foi abordado por bandidos na Rua João da Madeira, no bairro Santa Luzia. Na ocasião, ele tentou acelerar o veículo e os bandidos efetuaram os disparos. O corpo do PM já foi encaminhado ao Instituto médico Legal (IML). Pedestres o encontraram e levaram o PM para o Hospital Estadual Alberto Torres. Desde então, ele ficou internado em estado gravíssimo grave. A ocorrência foi registrada na 74ª DP (Alcântara).

Policial militar é baleado em Niterói

Um policial militar foi baleado na manhã desta sexta-feira (26), durante uma tentativa de assalto na Avenida do Contorno, no Barreto, em Niterói. Segundo informações da PM, ele seguia na garupa de uma moto guiada por outro policial e seguiam para o trabalho quando dois homens em outra moto tentaram fazer a abordagem e efetuaram os disparos contra eles. O soldado Herbert da Silva Souza, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Alemão, foi atingido com um tiro nas costa que atingiu os pulmãos e os rins e levado por homens do Corpo de Bombeiros de Niterói, para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca. Ele se encontra internado e em estado gravíssimo. O caso está sendo registrado na 78ª DP (Fonseca). 

Obs: Amigos no facebook pedem ajuda
Quem puder doar sangue no HEMORIO direcionado ao SD Hebert a Silva Souza RG 100741 que  foi operado no Hospital Azevedo Lima em Niterói, pode ser qualquer tipo de sangue, de preferência O+

PMs do Rio vão receber abono de R$ 100 em lugar de cesta de Natal


O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, determinou dia 24 o pagamento de um abono de R$ 100 para os policiais militares do Rio de Janeiro, como compensação por não receberem cesta de Natal neste ano, conforme informou, em vídeo divulgado na última terça-feira (23), o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Íbis Silva Pereira, que disse que não ter conseguido comprar as cestas para a tropa. 
“Eu fiz um esforço muito grande para que o Natal da família azul fosse um pouco mais rico, um pouco mais alegre. Mas não tive tempo nem orçamento para proporcionar a cesta de Natal que eu gostaria que meus policiais e seus dependentes tivessem. Eu peço desculpas por isso”, disse o comandante, no vídeo. Em nota, a assessoria de imprensa do governo do estado informou que o pagamento será feito pela Polícia Militar, em folha suplementar, nos próximos dias.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

PMs ficam sem cesta de Natal

"Eu fiz um esforço muito grande para que o Natal da família azul fosse um pouco mais rico, um pouco mais alegre. Mas não tive tempo nem orçamento para proporcionar a cesta de Natal que eu gostaria que meus policiais e seus dependentes tivessem. Eu peço desculpas por isso"
coronel Íbis Silva Pereira


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

PMs são baleados no Morro da Formiga

Dois policiais militares da UPP do Morro da Formiga, na Tijuca, foram baleados na manhã desta quarta-feira. Segundo a polícia, os militares realizavam patrulhamento na localidade conhecida como 'Raia', na parte alta da comunidade, quando se depararam com criminosos armados, que atiraram. Houve revide e os bandidos fugiram. Os PMs feridos foram encaminhados para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio. Um policial sofreu um ferimento na perna e o outro foi atingido de raspão na cabeça. Ambos passam bem e seguem em observação no hospital da corporação.

Uso de armas não letais por policiais é prioridade no país

Agência Brasil

Armas não letais, de menor potencial ofensivo, como gás lacrimogêneo, balas e cassetetes de borracha, spray de pimenta e arma de eletrochoque, também conhecida como taser, terão prioridade na ação policial em todo o país, desde que essa opção não coloque em risco a vida dos policiais . É o que determina a Lei 13.060/14 publicada na edição desta terça-feira (23/12) do Diário Oficial da União. De acordo com o texto – de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), aprovado pelo plenário do Senado no fim de novembro – armas não letais têm baixa probabilidade de causar mortes ou lesões permanentes e são projetadas para conter, debilitar ou incapacitar pessoas temporariamente. 
A lei proíbe o uso de armas de fogo nos casos de abordagem a pessoa desarmada em fuga ou contra veículo que desrespeite bloqueio policial, desde que o uso do armamento de menor poder ofensivo não coloque em risco a vida do agente de segurança ou de terceiros.
“Sempre que do uso da força praticada pelos agentes de segurança pública decorrerem ferimentos em pessoas, deverá ser assegurada a imediata prestação de assistência e socorro médico aos feridos, bem como a comunicação do ocorrido à família ou à pessoa por eles indicada”, diz um trecho da lei que entra em vigor hoje. 
Debatida por nove anos no Congresso, no dia da aprovação vários parlamentares destacaram a importância da lei tendo em vista o crescimento da violência na ação policial que, todos os anos, resulta em grande número de mortes, especialmente de jovens. A expectativa é adequar o uso da força por parte do Poder Público para reduzir as ocorrências graves.

Polícia Militar ainda está à espera da cesta de Natal

JORNAL O DIA
Cesta de Natal da Polícia Civil, que foi entregue entre segunda e terça-feira, tem tender, peru e até bacalhau

Prometidas há nove dias, as cestas natalinas da Polícia Militar ainda não foram distribuídas entre os mais de 48 mil PMs do Rio — que veem de longe a farta mesa de agentes civis e do Corpo de Bombeiros. Sem o kit natalino, por falta do repasse de verbas, policiais ficaram indignados. A assessoria da Polícia Militar informou que o Comando solicitou à Secretaria de Segurança que viabilizasse os recursos necessários junto à Secretaria de Planejamento e Gestão para a definição dos bônus de fim de ano. Ainda em nota, afirmou que aguarda um posicionamento.
A Secretaria de Segurança Pública disse, através de sua assessoria, que não há ‘novas’ informações sobre a polêmica da cesta e também não respondeu se o kit será entregue, nem o motivo do possível atraso na distribuição. De acordo com o presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (Aspra), Vanderlei Ribeiro, se as cestas não forem entregues até esta quarta-feira, poderá haver um desconforto entre PMs, civis e militares dos bombeiros. “Estão no atraso. Se a cesta não sair, será uma falha gravíssima. Vamos protestar. Soube que houve atraso na liberação de recursos, e isso prejudicou. O atraso é lamentável. Vai gerar um clima ruim”, afirmou Wanderley, que acredita no empenho do comando-geral da PM. “Ainda tenho esperança de que paguem a cesta até amanhã (quarta)”, completou. No dia 16, o governador Luiz Fernando Pezão confirmou a distribuição das cestas, após publicação de reportagem sobre o assunto no DIA, durante premiação de policiais militares e civis que atingiram metas para conter a violência, estipulada pela Secretaria de Segurança Pública. O kit, segundo ele, seria entregue na mesma semana. A assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros garantiu que a corporação realizou a entrega de cartões correspondentes às cestas, no valor de R$ 120, entre os dias 1º e 12 de dezembro. 

Fartura na Polícia Civil 
Enquanto a Polícia Civil distribuiu entre segunda e terça-feira uma cesta farta com duas embalagens (uma de frios, com peru, tender e bacalhau, e outra com alimentos não perecíveis) para 11 mil policiais da ativa e a aposentados, policiais militares se mostram indignados com a PM. “Não é pela comida. É pela falta de reconhecimento ao nosso trabalho”, comentou um sargento de 38 anos, 14 deles na corporação. “Enquanto a Polícia Civil ganha até postas de bacalhau, e os bombeiros, um vale de R$ 120, ficamos sem nada. Não há bom senso. Não acredito que a cesta seja entregue antes do Natal”, contou desanimado um militar, que sugeriu: “Já que não dá para pagar para todos, que distribuam aos mais necessitados.”

Traficante Marreta é preso no Paraguai


A Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) da Secretaria de Estado de Segurança e a Polícia Federal prenderam na manhã desta terça-feira, com o apoio da Secretaria Nacional Anti Drogas do Paraguai (SENAD/PY), o traficante foragido Luís Cláudio Machado, vulgo Marreta, chefe da maior facção criminosa do Rio, o Comando Vermelho (CV). O traficante coordenava do Paraguai a atuação da facção e a distribuição de armas e drogas para as comunidades dominadas pelo CV. Marreta é apontado como o responsável por ordenar confrontos contra policiais e ataques às sedes de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O criminoso foi preso em uma casa de luxo no bairro de Ykua Sati, na cidade de Assunção, no Paraguai, após quatro dias de diligências. Ao perceber a ação policial, o traficante tentou fugir e pulou o segundo andar da residência e o muro divisório de mais de 2 metros de altura dos fundos do imóvel. Ele foi preso enquanto tentava se esconder em uma casa vizinha. Durante a fuga, Marreta feriu seus pés e recebeu atendimento médico no local. Além do foragido, estavam na residência duas mulheres e uma criança que estão identificadas pelo Setor de Imigração Paraguaio. Na casa foi encontrado um cofre com dólares, reais e guaranis (moeda paraguaia). Cumpridos os procedimentos para sua expulsão do país, o traficante será transferido para o Rio de Janeiro. Somente em 2014, a SSINTE com apoio da Polícia Federal prenderam os chefes do tráfico dos complexos do Alemão e Penha, conhecidos respectivamente como Piná e 2D; o chefe do tráfico na Mangueira, o Russão e o chefe do tráfico na Região dos Lagos, Kadu Playboy. Marreta é o quinto chefe do tráfico preso este ano.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Reunião da Comissão de DH discute condições de trabalho de PMs e bombeiros

Nesta segunda-feira, 22 de dezembro, a Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) realizou uma reunião extraordinária, com a presença bombeiros e policiais militares do Rio de Janeiro, para discutir as condições de trabalho dos policiais. A iniciativa da Comissão foi a de promover uma “ponte” entre a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e os agentes. O encontro, coordenado pelo jornalista Daniel Mazola, presidente da Comissão de Direitos Humanos da ABI, contou com a participação do diretor do Departamento Nacional de Direitos Humanos Bruno Renato Nascimento Teixeira, do deputado estadual eleito pelo Rio de Janeiro cabo Daciolo, do diretor administrativo da ABI Orpheu dos Santos Salles, além de oficiais e coronéis do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. 
Entre a pauta de reivindicações, esteve a redução da escala de trabalho, considerada excessiva pelos agentes, e mais condições de segurança para os policiais militares que atuam nas ruas.
Fonte: ABI


Escalas, pedidos de reforma, distâncias absurdas do lar, lotações perigosas, sem falar da política de gratificações. O Ouvidor dos Direitos Humanos da Presidência da República Dr. Bruno Renato anota os problemas e buscará as soluções.

O Diretor do Departamento de Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (centro), Bruno Renato Nascimento Teixeira conversando e ouvindo os depoimentos dos policiais da UPP Nova Brasília, no Complexo do Alemão. O Ouvidor de Direitos Humanos da Presidência da República, Dr Bruno Renato, pôde sair do Complexo do Alemão com depoimentos reais sobre a escala de serviço, a questão da saúde da Corporação e as lutas por licenças, reformas por invalidez, além de outros direitos e demandas, treinamentos inadequados e áreas de lotação (a centenas de quilômetros da sua residência, ou na sua própria comunidade). Leia a reportagem toda na TRIBUNA DA IMPRENSA

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Traficante Playboy é dado como morto após confronto na Pedreira

MANCHETEONLINE


Apesar da morte não ter sido confirmado pelas autoridades até às 21h20, imagens do suposto bandido morto circulam pela internet.

O traficante Celso Pinheiro Pimenta, conhecido como “Playboy”, teria morrido durante um tiroteio na noite desta segunda-feira (22), na comunidade da Pedreira, em Costa Barros, Zona Norte do Rio. 
Ele é um dos principais criminosos do Rio de Janeiro e liderava a venda de drogas na região. O Disque-Denúncia oferecia uma recompensa de R$ 20 mil para quem fornecesse informações que levassem à Playboy. 
Apesar dar morte não ter sido confirmado pelas autoridades, imagens do suposto bandido morto circulam pela internet. A morte teria acontecido durante um confronto com homens da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil. Os agentes realizavam uma operação na comunidade para prender o traficante que estava foragido da Justiça.De acordo com o assistente da Core, Fabrício Oliveira, as equipes encontraram diversos pontos de resistência. Os marginais tentaram derrubar o helicóptero da polícia. Explosivos, carregadores e munição, em quantidade não contabilizada, foram apreendidos na operação. Em ação simultânea, manifestantes botaram fogo em um ônibus da região e a Avenida Pastor Martin Luther King foi bloqueada pelo grupo e liberada por agentes do 41º BPM (Irajá). Por medida de segurança, a estação de metrô Engenheiro Rubens Paiva, na Pavuna, ficou fechada por cerca de 40 minutos e não afetou a circulação das composições. Já homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) ocupam o Complexo do Chapadão, que fica localizado nas proximidades da Pedreira.

Quatro policiais são alvejados em 48 horas

Policiais militares voltaram a ser alvo de criminosos em diversos pontos do Rio. No total, quatro foram baleados em menos de 48h neste fim de semana. Um deles segue internado em estado grave, enquanto outros três tiveram ferimentos leves. Em 2014 já foram 114 policiais, civis e militares mortos no estado. O caso mais grave é do soldado PM Rodrigo Costa da Silva, que se formou na última sexta-feira e estava de folga quando foi abordado, no sábado, por bandidos na Rua João da Madeira, em Santa Luzia, bairro de São Gonçalo. Ao tentar fugir com o carro, bandidos efetuaram vários disparos, que atingiram sua cabeça. Socorrido por moradores, ele foi levado para o Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo. 
Ontem de manhã, o sargento Wagner Luís de Almeida, do Grupo de Apoio Tático (GAT), foi baleado em patrulhamento no Complexo do Chapadão, em Costa Barros. Atingido na perna esquerda, foi levado para o Hospital Estadual Albert Schweitzer e passa bem. No sábado à tarde, o sargento Wellington de Souza Oliveira, do 5º BPM (Praça da Harmonia), foi baleado na perna próximo à Rua Hermenegildo de Barros, em Santa Teresa. Já na noite de sexta, o sargento Sebastião Saraiva, do 9º BPM (Rocha Miranda), foi atingido no braço ao checar acidente de trânsito próximo à comunidade Jorge Turco, em Rocha Miranda. Ambos passam bem. 

sábado, 20 de dezembro de 2014

Vídeo: PM infiltrado recebe propina de traficante em Praça de Teresópolis


Um vídeo divulgado pelo Ministério Público mostra um dos momentos em que traficantes de Teresópolis, Região Serrana, pagavam propina a PMs infiltrados, acreditando que os militares participavam do esquema de corrupção. A imagem foi gravada no dia 4 de agosto, em plena praça no Centro do município. Os criminosos chegavam a pagar valores de até R$ 4 mil aos policiais infiltrados para agirem livremente na região. A ação dos PMs, junto ao Gaeco, ajudou a desmantelar as quadrilhas envolvidas com o tráfico de drogas no Rio e em Teresópolis. Os traficantes acreditavam na facilidade de atuar na cidade, e, segundo o promotor do Gaeco, Fábio Miguel de Oliveira, por isso eles viam Teresópolis "como uma mina de ouro". 
Nesta sexta-feira, 20 pessoas foram presas - sendo 15 em Teresópolis e cinco no Rio - durante a Operação Mandrake, coordenada pelo Gaeco e a Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar e com objetivo de desarticular as quadrilhas, que atuavam nas duas regiões. No Rio, os traficantes tinham forte atuação no Morro da Providência, no Centro. Um homem, identificado como Jefferson Faria, morreu ao tentar fugir da polícia pulando do telhado. No entanto, desde o início da investigação, que começou há oito meses, 22 prisões já haviam sido feitas.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

PM é baleado em tentativa de assalto em Madureira,

Um policial do 3º BPM (Méier) foi baleado na noite desta quinta-feira (18) em uma tentativa de assalto no Parque Madureira, na Zona Norte do Rio. Pelo menos dois criminosos abordaram Bruno Corrêa Mesquita Neves, que reagiu. Houve troca de tiros e um dos bandidos morreu. Ferido, o policial militar foi baleado e socorrido no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, no Subúrbio do RIo. O militar já foi transferido para o Hospital Central da PM, no Estácio.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

NOTA DE ESCLARECIMENTO DO DEPUTADO FEDERAL CABO DACIOLO



NOTA DACIOLO
Apesar do propósito do meu mandato ser colocar luz e mobilizar atenções em reivindicações importantes para trabalhadores e o povo do nosso Estado, não reconheci no debate de ontem a nossa pauta prioritária.
Não estou aqui para ser fustigado a falar como querem que eu fale, agir segundo comandos “de outros” interesses políticos. Não sou qualquer militar, sou reflexo de uma tropa que dos quartéis se mobiliza por Direitos, Dignidade, Democracia, Soberania, Respeito e Justiça.
Para mim, o prioritário são as condições de vida do povo pobre do nosso país; são os direitos e a dignidade dos trabalhadores, das Forças Armadas, dos Bombeiros, da PMERJ, da saúde e da nossa juventude.
Parte expressiva da população foi às ruas em 2013 reivindicando transporte de qualidade, saúde, educação, segurança, trabalho e moradia; essa é a pauta sobre a qual o mandato do Cabo Daciolo se debruçará nos próximos quatro anos.
Existem muitos debates importantes na sociedade, infelizmente não posso priorizar todos e felizmente temos outras pessoas e parlamentares que o farão.
Me reservo o direito de não trazer para minha ação política o debate que hoje mobiliza setores do meu partido, o PSOL e o Deputado Jair Bolsonaro.
Deixo claro que apoio integralmente o PSOL quando se mobiliza a defender a dignidade e os direitos das mulheres e me coloco contra toda e qualquer visão machista que desrespeite e confronte estes direitos. Nesse sentido, me separo de qualquer ação no parlamento nesta direção. Sou um homem, sou um esposo, um pai e um militar com outras convicções.
No entanto, não fui chamado pelo Psol e por nenhum outro setor a debater e preparar campanha pela cassação do mandato do Deputado Bolsonaro.
Se isso tivesse ocorrido, mesmo achando as posições deste erradas, não concordaria. Acho a tática equivocada, inclusive eleitoreira.
Repetidas vezes o deputado já foi acionado por motivos semelhantes e já sabemos como o Parlamento respondeu. Serviu unicamente para mobilizar e radicalizar em discursos de ódio a base social militar contra a da classe média e da juventude que hoje seguem o Psol.
Sou um homem cristão, quero falar de Amor, de Paz, de Solidariedade, de fraternidade. Não estou aqui para ser usado em discursos de ódio; por mais que muitas vezes precisemos buscar forças para não odiar as pessoas que debocham das necessidades do povo e usam para manter de forma medíocre seus postos no Parlamento.
Mesmo assim, me esforço para respeitar a quem acha ser esta a melhor pauta e melhor ação política. Mas para mim, exploração, opressão, machismo, racismo e preconceito são combatidos com as mudanças estruturais e não democráticas se subvertam à subjetividade moral e ética das pessoas.
Me reservo o direito de escolher as prioridades sobre as quais trabalhar.
Ontem, durante o acalorado debate estava em Brasília, na Secretaria Nacional de Segurança Pública, junto com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Pauta: Providências concretas para estancar a epidemia de mortes de PMs no Rio de Janeiro e a escala de serviço escorchantes desses trabalhadores.
Dia 22/12 traremos ao Rio os secretários dessas pastas para juntos, buscarmos o Governo do Rio de Janeiro e exigirmos providências urgentes para esses ataques aos trabalhadores da Polícia Militar. Já iniciei esse debate com o Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão.
Sentei com o Governo Dilma, em Brasília, com o governo do Rio e continuarei buscando interlocução e negociação para resolver os problemas do povo. Não tenho medo de “contágio”, já provei em minhas lutas e pelos dias que passei nos cárceres de Segurança Máxima deste Estado que não estou à venda e não negocio princípios.
Convido a todos os envolvidos no debate de ontem, partidos, parlamentares, mobilizadores de redes sociais, imprensa a girarmos nossos “canhões” para o alvo que possa abrir possibilidades para termos a Segurança Pública verdadeiramente empenhada com os interesses do povo do Rio de Janeiro e não reprimindo e criminalizando seus direitos mais básicos.
Isso é tudo que tenho a acrescentar neste debate.
Deus está no Controle
Juntos Somos Fortes

Deputado Federal
Cabo Daciolo

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Policial militar é morto é morto no Engenho de Dentro


Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Alemão, o soldado Hugo Ferreira Santos, 26 anos, morreu após ser baleado durante uma tentativa de assalto, na Rua Pernambuco, no Engenho de Dentro. 

Traficantes do Comando Vermelho atacam milicianos na comunidade Bateau Mouche/ Praça Seca

Noite de terça-feira (16)

SINPOL ESCLARECE AS ACUSAÇÕES DA ORGANIZADORA DO EVENTO DE DOMINGO EM COPACABANA

NOTA DE ESCLARECIMENTO AOS POLICIAIS E FAMILIARES DE POLICIAIS VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA URBANA
– Causa estranheza os ataques da cabo Flávia Louzada, uma das coordenadoras do movimento de familiares de policiais vítimas da violência urbana, que junto com a advogada Zoraide Vidal, mãe da policial civil Ludmila Fragoso – associada do SINPOL, morta por bandidos em 2006 – estiveram no Sindicato pedindo apoio ao movimento das mães que perderam seus filhos para à criminalidade, ato realizado neste domingo (14/12) em Copacabana. Tanto Flávia Louzada quanto Zoraide Vidal pediram o carro de som do Sindicato, alegando que não tinham condições de alugar um.
– Em sua página do Facebook (pasmem) ela afirma o péssimo tratamento dado pelo SINPOL aos familiares dos policias mortos e que o Sindicato teria monopolizado o “microfone”. Na verdade, aconteceu justamente o contrário: os familiares de policiais militares e civis que estiveram no SINPOL com a Flávia Louzada e Zoraide Vidal foram muito bem recebidos e tiveram seus pedidos atendidos, sem pagar um tostão sequer.
– Quem estava lá viu que a todo momento o presidente do SINPOL, inspetor Leonardo Motta, franqueava o microfone aos familiares de policiais militares e civis vítimas da violência. Muitas vezes levando o microfone para a pista, facilitando a mensagem de quem quisesse dar o seu recado.
– O presidente do SINPOL, Leonardo Motta, só pegou o microfone por volta das 9:30h, quando observou que o gerador do caminhão estava ligado há quase uma hora e ninguém se habilitava para conduzir os trabalhos – nem Flávia e nem Zoraide Vidal.
– O SINPOL não só ofereceu gratuitamente o carro de som solicitado, como também atendeu o pedido de ajuda financeira feito pelas coordenadoras, oferecendo em espécie cerca de R$ 1 mil para ajudar com as despesas do movimento. Além disso, fez para Zoraide e Flávia Louzada um panfleto com mil cópias intitulado “A vida do policial é sagrada!” Como toda vida é!” Outro panfleto com mil cópias, a pedido de Zoraide, foi feito mostrando as reivindicações dos policiais civis. Fora isso, o Sindicato fez a divulgação do evento na mídia contribuindo para a maciça presença de familiares e policiais. Todo apoio foi oferecido! Flávia Louzada e Zoraide Vidal, entretanto, preferiram adotar um comportamento antiético e acusações infundadas.
– Um outro policial fala no Facebook da cabo Flávia Louzada que ela caiu na “arapuca“ do diretor Bandeira. Mas que arapuca se foram os próprios familiares que procuraram o SINPOL pedindo o carro de som e recursos para tocar o ato público?
– Ela alega ainda que o ato foi transformado em ato político. Aliás, o movimento é um ato político sim, visto que entre as posições tomadas durante a manifestação, estava o abaixo assinado para incluir na Constituição crime hediondo praticado contra integrantes das forças de segurança. Esse documento será entregue ao Congresso Nacional quando atingir 1 milhão de assinaturas.
– A agressão desmedida de Flávia Louzada, pessoalmente e no Facebook, pretendeu com sua irresponsabilidade e ingratidão insuflar policiais militares contra os civis. O momento, senhoras e senhores, é de serenidade e união! E nosso inimigo em comum são os criminosos que estão caçando nossos PMs e policiais civis.
– A bem da verdade, nos despedimos desejando a toda família policial civil e militar um bom Natal e que em 2015 as esperanças se renovem!
Diretoria do Sindicato dos Policiais Civis – SINPOL


Secretário mantido em cargo é investigado por enriquecimento ilícito



Mantido no cargo de secretário de Administração Penitenciária (Seap), o coronel PM César Rubens Monteiro de Carvalho é alvo de uma investigação no Ministério Público por enriquecimento ilícito. Desde que sentou na cadeira de chefe do órgão, há oito anos, o oficial viu seu patrimônio pessoal multiplicar por dez. Chama atenção a habilidade de César Rubens em comprar e vender bens por preços abaixo do mercado.
Bem mais: a apuração da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Cidadania mostra que o secretário, apesar do compromisso de dedicação exclusiva exigido pelo cargo, divide seu tempo entre o papel de manter sob controle os 30 mil detentos do Rio de Janeiro com o de sócio de duas empresas privadas e a atividade extra remunerada de consultor no Estaleiro Mac Laren Oil. 
Os laços do secretário com a fabricante de navios são bem mais estreitos. Casado desde 2010 em regime de comunhão parcial de bens com a dona da empresa, Gisele Mac Laren, o secretário assinou um contrato de prestação de serviço entre a Maclaren Oil e a Fundação Santa Cabrini — subordinada à Seap e sem ônus para a secretaria, em 2008. No mesmo ano, César Rubens assume o cargo de consultor honorário e declara ganhar remuneração com a indústria. 
O vínculo, mantido até hoje, inclui viagens e reuniões periódicas com executivos até fora do país. O secretário não quis falar sobre o trabalho no estaleiro e a ação de enriquecimento ilícito. Só garantiu que as viagens para o exterior foram em férias e comunicadas à Secretaria da Casa Civil. Nos últimos 12 meses, somam 42 dias de licença. O contrato assinado com a Mac Laren, segundo o oficial da PM, não gerou custo ao estado. 
A apuração do Ministério Público aponta que César Rubens tem outra dor de cabeça com as séries de tarefas incompatíveis com as exigências do cargo de secretário. Em 2008, além do extra no estaleiro e o comando da chefia da Seap, ele integrava a lista de oficiais da ativa da PM — só foi para a reserva em 9 de agosto de 2010, como publicado no Diário Oficial. Ou seja: neste período, o coronel estava à disposição do comando da PM e não poderia acumular três trabalhos remunerados — o que é proibido para os oficiais e classificado como falta administrativa no Estado Militar. 
O sucesso nos multi negócios do coronel para na porta de entrada da secretaria. Na sua gestão, os preços com a alimentação disparam na mesma proporção que despencam os gastos com a Saúde e a Educação dos presos, como mostra o estudo detalhado do Tribunal de Contas do Estado, que analisou as contas da Seap em cinco dos oito anos administrados por César Rubens. 
O resultado do desequilíbrio pode ser visto na comparação do custo de cada detento nos estados das regiões Sul e Sudeste: os presos do Rio são os mais caros do sistema penitenciário brasileiro. Aqui, o estado desembolsa R$ 2,3 mil por preso, enquanto em São Paulo cada um leva dos cofres público R$ 1,4 mil. 

Patrimônio disparou em apenas dois anos 
A investigação do Ministério Público analisa a evolução patrimonial do secretário nos últimos 10 anos e descobriu um ‘boom’ nos bens entre 2009 e 2011. O antes proprietário de uma casa de posse na Ilha da Gigóia, na Barra, e um carro modesto transformou-se em um homem rico graças, em boa parte, à habilidade em comprar e vender imóveis, carros e lanchas sempre por preços abaixo do mercado. 
Entre os negócios analisados com lupa pelo MP, dois se destacam: a compra, em 2010, de apart-hotel na Avenida Lúcio Costa, Barra, por R$ 200 mil, e da quase totalidade das cotas da Intermundos Câmbio e Turismo, em Copacabana, por apenas R$ 85 mil. 
O negócio teve vida curta: as atividades da empresa foram encerradas em junho deste ano sob o argumento de falta de interesse do público em pacotes turísticos — apesar de ter rendido R$ 1,2 milhão ao oficial da PM só em 2012. César Rubens alega que a compra do apart-hotel, com 56 metros quadrados, se deu dentro do valor venal do imóvel, algo pouco comum no mercado imobiliário. O dinheiro para a compra veio da venda da casa na Ilha da Gigóia, adquirida pelo sócio e ex-dono majoritário da Intermundos por R$ 700 mil. Com a sobra de dinheiro, ajudou as três filhas na compra da cobertura de 178 metros quadrados e com duas vagas na garagem no Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca. 
Carro de R$ 290 mil foi presente da mulher, segundo o secretário

A apuração do MP aponta também para as doações recebidas pelo coronel César Rubens, como uma deslumbrante mansão em São Conrado. Gisela Mac Laren a adquiriu em uma troca com o apartamento na Avenida Atlântica, em Copacabana, e repassou 50% ao marido secretário oito meses após o casamento. O imóvel, que tem 576 metros quadrados de área construída — uma bela casa em dois andares — e ampla área verde, é avaliado hoje em R$ 15 milhões. A segunda envolve a doação, pela Mac Laren, do sofisticado BMW X5 (4.8), com 355 cavalos de potência e blindado. Segundo César Rubens, o carro, avaliado em R$ 290 mil, na verdade foi apenas um presente da esposa. O veículo era patrimônio do estaleiro. 

Lanchas, além de mansão e apart-hotel 
O secretário da Seap aparece também como dono de quatro lanchas no Cartório de Contratos Marítimos. Duas delas foram adquiridas pelo valor de R$ 2 mil. Os preços estão bem abaixo do mercado, mas o coronel assegura que os valores espelham o precário estado de conservação das embarcações. O outro barco, o militar adquiriu junto ao herdeiro de uma grande rede de loja de departamento por R$ 30 mil. Em nome de César Rubens consta ainda a compra, feita da própria mulher, de jet-ski ano 2009 e com 3,37 metros, por R$ 10 mil. O negócio foi fechado no ano passado.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Comandante da PM vai investigar carros de luxo em nome de policiais

O comandante-geral da PM, coronel Íbis Silva Pereira, informou nesta terça-feira que pediu abertura de uma sindicância interna na Polícia Militar para investigar o patrimônio de policiais militares que estariam circulando com carros que custam até 43 vezes o valor dos vencimentos. A denúncia foi feita nesta terça-feira pelo GLOBO (leia) De acordo com a matéria, soldados e sargentos da PM têm carrões de até R$ 102 mil. 
- Pedi a abertura desta sindicância, e vou convocar uma reunião com os comandantes dos batalhões apontados na matéria para verificar se os veículos já estão sendo investigados ou não. Não vejo nenhum problema em policiais terem carros caros, desde que os mesmos justifiquem como compraram estes veículos com base em seus rendimentos. Tudo vai ser investigado e esclarecido. Essa não é a primeira sindicância aberta para apurar irregularidades relacionadas ao patrimônio dos policiais. Outras estão em curso — disse o comandante. De acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), 60 das 1000 sindicâncias patrimoniais estão em fase de conclusão e os policiais que não comprovarem a legalidade dos bens acumulados poderão ser expulsos da corporação.

CÂMERAS GRAVAM A EXECUÇÃO DO POLICIAL MILITAR EM OLARIA

O soldado da Polícia Militar Ari Rodrigues Pestana Junior, 35 anos, lotado no 41º BPM (Irajá) foi morto por criminosos na porta de casa na sexta-feira (12) em Olaria. O policial lavava o carro, um Chevette, na rua Eça de Queiroz, esquina com Rua Ibiapina, na Penha, quando pelo menos dois criminosos chegaram num Renault prata e atiraram contra a vítima. No local do crime foram encontradas mais de 20 cápsulas de pistola calibre 380 e 9 mm.



A bela frota dos PMs

REPORTAGEM DO JORNAL EXTRA/GLOBO


Se fosse usada como parâmetro para avaliar a remuneração na Polícia Militar, a frota particular estacionada em pátios ou nos arredores de batalhões colocaria em xeque a retórica dos baixos salários. Isso porque não faltam veículos caros — alguns de luxo, com valor de mercado em torno de R$ 100 mil — em nome de sargentos e até mesmo de soldados. O GLOBO visitou, ao longo de uma semana, unidades da PM no Centro e em bairros das zonas Sul, Norte e Oeste, e checou a propriedade de vários carros. O levantamento foi passado à Secretaria estadual de Segurança, que, este ano, abriu sindicâncias para apurar o patrimônio de cerca de cem policiais.
Com salários de R$ 2,3 mil e R$ 4 mil, respectivamente, soldados e sargentos podem ser vistos dirigindo modelos que custam até 43 vezes o valor de seus vencimentos, como os utilitários Hyundai Santa Fé e Honda CR-V EXL e as caminhonetes Amarok CD High e Nissan Frontier, com tração 4x4. Veículos assim costumam parar em frente aos batalhões de Botafogo, Bangu e, principalmente, Rocha Miranda. 

UMA MÁQUINA QUE VALE MAIS R$ 100 MIL 

É no 9º BPM (Rocha Miranda) que está lotado um sargento proprietário de um Hyundai Azera 3.0 V6 ano 2013. O carrão, de acordo com a tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) custa pelo menos R$ 102 mil. Na madrugada do último dia 20, um outro sargento do mesmo batalhão invadiu, de arma em punho, um depósito da Secretaria municipal de Ordem Pública para recuperar sua picape Toyota Hilux ano 2006, que havia sido rebocada. O veículo está avaliado em aproximadamente R$ 62 mil.
O endereço que consta no registro de propriedade do Hyundai Azera fica na Rua Tacaratu, quase em frente ao 9º BPM. A casa informada no documento, contudo, não serve de moradia. O imóvel tem finalidade comercial — nele, é possível comprar cestas básicas ou alugar mesas e cadeiras para festas. Em um telefonema para a casa, um homem que atendeu a ligação questionou se o sargento estava sendo investigado pela equipe de reportagem e desligou em seguida. 

SEM PREOCUPAÇÃO COM MULTAS 

Muitas vezes, faltam vagas na Rua Tacaratu para tantos carros de PMs. Por isso, é fácil encontrar automóveis parados em fila dupla, como aconteceu no último dia 25. Sem se preocupar com multas, um sargento do 9º BPM ocupou parte da pista para estacionar sua picape cabine dupla Mitsubishi L 200 Triton 3.2 ano 2010, avaliada em R$ 80 mil. Com um detalhe: uma carreta para transporte de motocicletas estava acoplada ao veículo. 
Como tem sido difícil estacionar em frente ao 9º BPM, alguns policiais param seus carros a aproximadamente 50 metros da entrada do batalhão, na esquina da Rua Tacaratu com a Estrada do Sapê. Ali, também no último dia 25, um soldado conseguiu parar sua SUV Hyundai Santa Fé V6, ano 2008 e com preço médio de R$ 52 mil, sob a sombra de uma amendoeira. Um colega da mesma patente não teve tanta sorte: seu Kia Cerato 2011, estimado em R$ 41 mil, ficou ao sol. 
Já um soldado do 16º BPM (Bangu) não precisa procurar vaga na rua: ele costuma parar sua Renault Duster 16 D, fabricada este ano e com valor de mercado entre R$ 49 mil e R$ 62 mil (segundo a Fipe), no estacionamento interno do batalhão. Em setembro, a unidade foi um dos alvos da Operação Amigos S.A., que, deflagrada pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e pelo Ministério Público estadual, levou à prisão 26 policiais, incluindo seis oficiais.
No 16º BPM, o gosto por carrões não parece ser algo limitado a praças e sargentos. Investigações revelaram que, poucas semanas antes da realização da Amigos S.A., um major trocou um Citröen Pallas avaliado em R$ 65 mil por uma picape Dodge Journey que custou R$ 120 mil. Hoje, três meses depois da operação, veículos caros voltaram a ocupar as vagas que ficam no interior e em frente ao batalhão. Na lista de possantes, a marca Toyota figura entre as favoritas e foi a escolhida por um sargento, que dirige pelo pátio um modelo Corolla 2013 de quase R$ 70 mil. 

AUTOMÓVEIS EM NOME DE TERCEIROS 

Dimensionar a frota de luxo dos PMs não é tarefa fácil. Os muros altos de vários batalhões dificultam a visão dos veículos parados nas áreas internas. Porém, muitos não se preocupam em esconder seu patrimônio. É o caso de um soldado do 16º BPM (Olaria), que tem vaga cativa na Rua Jorge Martins para sua SUV Honda CR-V 2008, cujo preço médio é R$ 54 mil.
Outro obstáculo para investigadores é a grande quantidade de veículos registrados em nome de parentes, principalmente mulheres dos policiais. Um sargento do Batalhão de Choque, por exemplo, é casado com a proprietária de uma caminhonete Amarok CD 4x4 High ano 2012, avaliada em R$ 102 mil. Por sua vez, um policial do 2º BPM (Botafogo) tem o hábito de dirigir a SUV Dodge Jouney SXT 2009 da companheira. O carro está cotado em R$ 56 mil.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, desde o início do ano, a Corregedoria-Geral Unificada (CGU) apura cerca de cem casos de suposta incompatibilidade entre salários e bens acumulados por PMs. O órgão informa que os sinais de riqueza mais comuns são justamente veículos, seguidos de imóveis. Ainda segundo a secretaria, o sargento do 16º BPM que dirige um Toyota Corolla já está sendo investigado pela CGU.
A Polícia Militar destaca que, em cada batalhão, há uma comissão — composta pelo subcomandante, por outros três oficiais e por integrantes do setor de inteligência — encarregada de investigar supostos casos de enriquecimento ilícito na tropa. “Essa análise é checada com os bens declarados no Imposto de Renda. Caso ocorra alguma irregularidade, os comandantes enviam a investigação para a Corregedoria da PM, que remete os documentos à CGU, para que a sindicância patrimonial seja instaurada’’, diz uma nota da corporação.
A PM informa também que o salário-base de um soldado é R$ 2.326,54 e de um cabo, R$ 2.679,74. Os vencimentos de um sargento variam de R$ 3.132,58 a R$ 4.070,85. A corporação ressalta que a renda pode aumentar de acordo com triênios, gratificações, cursos e outros benefícios. O GLOBO fez pedidos aos batalhões da Polícia Militar citados nesta reportagem para ouvir os proprietários dos veículos, mas não obteve respostas do comando dessas unidades.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Beltrame diz que apesar de ataques, blindagem de UPPs não é prioridade

Agência Brasil.

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse que a blindagem dos contêineres das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) não é prioridade da secretaria, que, entretanto, vai adotar uma série de ações para melhorar a situação dessas unidades policiais em 2015. Depois de acompanhar  o estudo e o mapeamento que está sendo feito sobre as UPPs, no QG da Polícia Militar, o secretário disse não há como fazer um planejamento completo que atenda a todo o Rio de Janeiro, mas as UPPs que estão planejadas serão instaladas.
Beltrame explicou que o estudo vai diagnosticar o que deve ser feito nas UPPs e "se o diagnóstico mostrar que temos que fazer operação policial, a operação será feita, mas se disser que temos que reocupar, a polícia vai reocupar". As bases de UPP, têm sido alvo frequente de ataques a tiros de traficantes, nos últimos meses, com muitos policiais feridos.
Na última segunda-feira, 8, policiais da UPP que faziam patrulhamento de rotina na comunidade Nova Brasília, no Complexo de Favelas do Alemão, subúrbio do Rio, prenderam três pessoas em um ponto de drogas na localidade conhecida como Divineia. Logo depois, os traficantes trocaram tiros com policiais e quatro militares ficaram feridos.
Durante o confronto, o grupamento de operações especiais, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e o Batalhão de Choque (BPChoque), foram acionados, mas segundo relato de policiais locais, os agentes receberam ordem para não subir o morro e tiveram que recuar.
De acordo com Beltrame, a decisão é de quem está comandando no terreno: "Teria que ver com o comandante qual foi a motivação para que isso acontecesse. Mas eu duvido muito que qualquer força do grupamento de operações especiais não tenha condição de subir (o morro) e entrar em qualquer lugar do Rio de Janeiro. Temos que ver, efetivamente, o que aconteceu".
O Disque-Denúncia informou à polícia que alguns ataques poderiam acontecer às UPPs. Segundo o secretário, a polícia tinha conhecimento da informação, mas a questão é que a configuração geográfica e urbanística da favela permite que os criminosos, de uma maneira covarde, façam os disparos.
Para Beltrame, o poder público tem uma série de medidas para tomar antes da blindagem e o estudo que está sendo feito aponta para outras necessidades. "Ainda não há necessidade de partir para esse tipo de ação. O que temos que fazer é um gerenciamento de recursos humanos muito bem feito, um reestudo dessas áreas e avançar de uma maneira que não haja necessidade disso. Se chegar a um ponto em que o número de vítimas aumente ou isso não cesse, é uma coisa a se pensar. Mas, em princípio, não há essa possibilidade", afirmou.
De acordo com Beltrame, algumas comunidades que não têm UPP estão muito perigosas, como o Chapadão, a favela da Lagartixa, além de localidades de Santa Cruz e da Baixada Fluminense. Segundo o secretário, estão sendo planejadas UPPs para esses locais, mas primeiro tem que ser feita uma consolidação do programa de UPP existente, para poder adiantar o processo à frente com um pouco mais de tranquilidade.
Na zona oeste do Rio, as comunidades de Antares, Cesarão e a favela do Rola, não têm a presença da UPP e sofre frequentemente com ataques de criminosos. O secretário reconheceu o problema e disse que a polícia procura atuar na região realizando operações sistemáticas, mas essas comunidades passam por um problema antigo e crítico e o projeto de UPP tem que ir caminhando gradativamente, pois não há uma solução milagrosa.

PM é morto a tiros após reagir a assalto em Nilópolis


Um policial militar foi assassinado no domingo (14) no bairro Nova Cidade, em Nilópolis, na Baixada Fluminense. O soldado Cristiano Rodrigues de Paula trabalhava no Batalhão de Choque. Segundo PMs, ele foi rendido quando estava com colegas de trabalho em um bar. Policiais fizeram buscas logo após o crime, mas ninguém foi preso. O caso vai ser investigado pela Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
Também neste domingo, à tarde, um outro sargento da PM foi baleado durante uma operação na comunidade Recanto das Acácias, em São Gonçalo. Ele foi encaminhado ao Hospital Alberto Torres. De acordo com um policial do 7º BPM (São Gonçalo), o sargento levou um tiro de raspão na cabeça e teve uma fissura na caixa craniana. Não há risco de morte.

Movimento "Basta" protesta contra mortes de policiais

Jornalista Roberta Trindade 
Estatística de policiais mortos e baleados em 2014 acesse
http://robertatrindade.com.br/?page_id=16244

Policiais do Rio de Janeiro fizeram neste domingo (14) um protesto na orla de Copacabana, Zona Sul da cidade, para exigir medidas em relação aos ataques cometidos contra agentes. Neste ano, mais de 100 policiais foram mortos no estado, a maioria enquanto estava de folga. Familiares e colegas de trabalho fincaram cruzes pretas na areia da praia com as fotos dos policiais assassinados. Durante a manifestação, um grupo de policiais militares entregou carta à população com oito reivindicações da categoria, entre elas, a transformação em crime hediondo de qualquer ato cometido contra a integridade física de policiais e seus familiares, um amparo maior aos parentes de policiais mortos e a possibilidade de o profissional ficar com a pistola da corporação mesmo quando estiver de folga. Segundo a policial militar, o objetivo do protesto é “conscientizar a população de que o problema da mortalidade dos policiais já não é um problema da polícia. Porque se nós, que somos pagos para proteger o cidadão, não estamos conseguindo permanecer vivos, como vamos proteger se nós mesmos não estamos sendo protegidos?”. 
Além de policiais, participaram da manifestação parentes de vítimas como a mãe do soldado Anderson de Sena Freire, assassinado por criminosos durante um patrulhamento na Avenida Brasil, no subúrbio da cidade do Rio de Janeiro, no final de novembro. 
 “Como é que pode, numa madrugada, uma viatura com dois policiais enfrentar um grupo de quatro ou cinco homens bem armados? Ele não teve como se defender. Isso é uma vergonha para o país”, disse Ângela Maria de Sena Freira, mãe de Anderson, que também tem outro filho na Polícia Militar. “Ele tinha seis anos de polícia e deixou dois filhos.
” Um grupo de policiais do Espírito Santo também participou do protesto. “Nós viemos nos unir, porque hoje vemos que o problema da morte de policiais é nacional. Lá no Espírito Santo temos vários colegas sendo assassinados tanto em serviço quanto de folga. Estamos aqui para tentar comover a sociedade civil para esse problema que é tão grave”, disse o cabo Clayton Siqueira.

Policiais militares poderão portar arma fornecida pelo Governo do Estado fora do horário de trabalho.


É o que prevê o projeto de lei 3269/2014 apresentado pelo deputado estadual Geraldo Pudim (PR-RJ). A proposta inclui o inciso VIII, no artigo 48 do Estatuto da Polícia Militar do Rio de Janeiro e, caso aprovada, obrigará o governo estadual a fornecer o armamento que ficará sob responsabilidade dos policiais militares durante o horário de folga, tal como já ocorre com os policiais civis. Atualmente as armas ficam acauteladas no batalhão quando o policial deixa o serviço. "O policial militar já é extremamente sacrificado pelas péssimas condições de trabalho. Quando sai do serviço ele não deixa de ser policial e é obrigado por lei a agir se estiver diante de algum crime, mesmo de folga. Nada mais justo que ele possa ter uma arma fornecida pelo Estado proteção sua, de sua família e da sociedade. Não é preciso explicar como são óbvios os riscos inerentes a esta profissão. O policial civil já tem esse direito. Por que não estender o mesmo benefício aos policiais militares?”, argumenta o parlamentar. 
 “Não se mostra razoável que o Estado imponha aos policiais militares a obrigação legal de agir contra criminosos, mesmo quando fora do horário de serviço, mas não forneça ao menos a arma de fogo para garantir a segurança dessa atuação, obrigando-os a comprarem suas armas às suas expensas. Desta forma, considerando que o porte de arma fora de serviço já é um direito inerente à função dos policiais militares, e que este tem a obrigação legal de intervir em nome do Estado a qualquer instante quando diante de qualquer situação de risco, é apresentado o presente projeto de lei a fim de garantir o direito subjetivo de eles receberem da fazenda estadual o armamento necessário”, diz a justificativa do projeto.

domingo, 14 de dezembro de 2014

PMs não ganharão cestas de fim de ano


O Natal vai ser magro para os mais de 48 mil policiais militares do Rio. Pela primeira vez, os agentes vão ter que usar a criatividade e apertar os cintos para fazer a ceia, já que, às vésperas da data da celebração, nenhum vestígio de cesta de produtos ou vale-compras chegou à mesa dos agentes. E nem deve. Segundo informações dos policiais, não há verba para a compra do benefício, já que o orçamento da corporação com alimentação previsto para 2014 foi estourado com os gastos extras durante a Copa do Mundo.

Enquanto o problema da ceia da tropa não é solucionado, o Boletim Interno da PM de quarta-feira publicou um convite para uma confraternização natalina restrita a coronéis que ocupam cargos de comandante, subcomandante, chefe, subchefe e diretores de unidade. O almoço será realizado sexta-feira, na Academia de Polícia Militar Dom João VI, em Sulacap.

LEIA A REPORTAGEM TODA AQUI

Projeto de lei cria regras mais rigorosas para investigações sobre autos de resistência

JORNAL EXTRA
Está pronto para ser votado pelo plenário da Câmara dos Deputados o projeto de lei 4.471 de 2012, que cria regras rigorosas para a apuração de mortes e lesões corporais decorrentes da ação de agentes do Estado, como policiais. O projeto acaba com a possibilidade de essas ocorrências serem justificadas por meio dos denominados autos de resistência. Pelo projeto, deverá ser instaurado um inquérito para apurar o fato, e o autor do crime poderá, inclusive, ser preso em flagrante.
No Rio, o número de registros de auto de resistência saltaram de 342 entre janeiro e outubro de 2013 para 481 casos no mesmo período deste ano — o que representa um aumento de 40,6% no total. Na capital, os números subiram de 182 para 200 — um acréscimo de 9,9%.
De acordo com o texto, o projeto surgiu a partir da comoção de operadores do sistema de Justiça, profissionais de segurança pública e da sociedade civil organizada atentos à “necessidade de correta apuração de casos envolvendo letalidade no emprego da força estatal”.
Na justificativa, os deputados afirmam ainda que, diante da análise de ações que envolvem o emprego de força letal policial, constata-se que muitos casos não são submetidos à devida apreciação do sistema de Justiça. Segundo os deputados, “consolida-se então aí a premissa de que não há que se investigar a possível ocorrência de crime doloso (com intenção) contra a vida”.detalhes do projeto de lei 4.471/2012.
Deputados
O projeto é assinado pelos deputados Paulo Teixeira (PT), Fabio Trad (PMDB), Delegado Protógenes (PCdoB) e Miro Teixeira (PDT).
Inquéritos
Os deputados afirmam também que nos inquéritos instaurados para apurar autos de resistência é comum a adoção da tese que legitima a ação policial que resulta em morte, ferindo regras internacionais de proteção aos direitos humanos.
Pressupostos
A partir da classificação de um caso como auto de resistência ou resistência seguida de morte, diversos pressupostos fundamentais de uma investigação eficaz deixam de ser adotados. São eles: depoimentos de todos os envolvidos na ação, busca por testemunhas fora das corporações policiais e perícias básicas, como a análise da cena do crime.
Responsáveis
A eficácia de uma investigação implica, segundo a justificativa, na sua imparcialidade. O projeto garante que a investigação deve ser capaz de determinar se “a força utilizada foi ou não justificada segundo as circunstâncias presentes no caso concreto e a identificar e punir os responsáveis em caso de eventual abuso”.
Ainda não há data para a votação do projeto de lei.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Dois PMs mortos por criminosos em menos de 24 horas

O soldado da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Camarista Méier, Adelson da Conceição Junior, de 32 anos, foi morto com um tiro na cabeça, na noite desta quinta-feira, no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A esposa dele, Patricia Moraes do Nascimento, que está grávida, foi baleada no ombro. O casal saía da festa de aniversário de 6 anos da filha, que nada sofreu. Um dos suspeitos também foi baleado e o outro foi apreendido. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). 
Segundo informações do 20º BPM (Mesquita), o PM, a esposa e a filha haviam deixado um parque de diversões e passavam de carro pela Avenida Governador Portela, por volta das 22h, quando foram rendidos por quatro homens em duas motos, que teriam anunciado um assalto. Adelson reagiu e trocou tiros com os suspeitos. O policial ainda foi levado para o Hospital da Posse, mas não resistiu ao ferimento.


O outro policial militar foi baleado no final da tarde desta sexta-feira, em Olaria, Zona Norte. O soldado Ari Rodrigues Pestana Junior foi assassinado na esquina das ruas Ibiapina e Eça de Queirós. O policial era lotado no 41º BPM (Irajá) e, segundo informações, estava de folga e perto de casa, quando foi atingido.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

TJ não aceita denúncia contra oficiais por maus tratos no Cfap

Há mais de um ano, recruta teve morte cerebral durante sessão de treinamento na unidade 


 O Tribunal de Justiça decidiu, nesta quarta-feira, não aceitar a denúncia do Ministério Público contra oito oficiais pela morte do recruta Paulo Aparecido Santos de Lima, 27 anos, que não resistiu a uma sessão de treinamento no Centro de Formação e Aprimoramento de Praças (Cfap) em novembro do ano passado. Na ocasião, Paulo teve morte cerebral após ter sido vítima de um suposto trote na unidade. 
Foram denunciados por maus tratos e lesão corporal os capitães Sérgio Batista Viana Filho, Renato Martins Leal da Silva, Diego Luciano de Almeida e os tenentes Slan Guimarães Procópio, Gerson Ribeiro Castelo Branco, Felipe Caetano de Aguiar, Paulo Honésimo Cardoso da Silva e Jean Carlos Silveira de Souza. O MP considerou que os oficiais cometeram os crimes militares contra os 482 alunos da turma de Paulo. As penas podem chegar a até dois mil anos de prisão. Recruta chegou desmaiado: ele morreu após 12 dias internado 
Na decisão da juíza Ana Paula Monte Figueiredo, consta que 'os bravos praças são expostos a situações que se assemelham a cenas de guerra, em enfrentamento direto com bandidos fortemente armados com fuzis, os quais normalmente nada têm a perder. Isso sem contar as condições a que serão expostos baseados em comunidades dominadas por traficantes, muitas vezes sendo hostilizados pela própria população a que estão incumbidos de proteger. Para quem trabalha nessas condições, é óbvio que seu treinamento físico e psicológico deve ser rigoroso, austero, a fim de preparar minimamente os policiais militares para parte das condições adversas que enfrentarão no exercício'. Paulo foi internado no dia 12 de novembro de 2013 em estado grave com queimaduras nas mãos e nádegas, além de insolação aguda. Os quatro oficiais responsáveis pela turma foram substituídos, de acordo com a Polícia Militar. Segundo denúncias de praças, o trote no Cfap teria se prolongado. Os oficiais teriam dado cinco minutos para alunos beberem água em seis bicas e almoçar, o que levou parte da turma a passar mal. Uma dezena dos soldados, então, teria sido obrigada a ficar sentada no asfalto e fazer flexões.
Na ocasião, o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM do Rio, Wanderley Ribeiro, classificou o episódio como ‘atos de tortura’. Segundo denúncias em redes sociais, o aspirante da 5ª Companhia Alfa teria sido obrigado por quatro oficiais a se sentar por certo tempo no asfalto, apoiado pelas mãos, por volta do meio-dia, quando a sensação térmica era de 48º C. Outros colegas dele sofreram choques térmicos, pois os oficiais teriam jogado água gelada neles, mesmo suados, sob o sol forte. 

PM isenta oficial preso por acusação de envolvimento com o tráfico

Corregedoria da corporação não vê indícios de crime. Ex-comandante do quartel da Ilha responde por roubo e extorsão

Preso e réu em processo por roubo qualificado e extorsão mediante sequestro na Justiça, onde é acusado de envolvimento com o tráfico de drogas, o tenente-coronel Dayzer Corpas Maciel, ex-comandante do 17º BPM (Ilha do Governador), teve arquivado o Inquérito Policial Militar (IPM) conduzido pela Corregedoria da corporação — o órgão investigava o envolvimento dele e de subordinados com traficantes e milicianos do bairro. Dayzer Corpas negou acusações.
A decisão de arquivar o processo administrativo, porém, poderá ser revista, segundo informou em nota a PM, pois as conclusões do IPM serão remetidas ao Ministério Público (MP), que poderá contestá-las. Corpas e mais 15 subordinados respondem na Justiça Militar após serem denunciados pelo MP tendo como base a Operação Ave de Rapina, da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. Eles foram presos em outubro e, há uma semana, a juíza do caso, Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, negou a revogação da prisão preventiva aos militares, conforme pedia a defesa deles. Na argumentação, a magistrada escreveu que: ‘...a prematura soltura dos réus, perpetradores de delitos gravíssimos, oferece sério risco à instrução processual’. 
De acordo com as investigações, os PMs participaram do sequestro de traficantes na Ilha do Governador em março, um ano depois em que o IPM arquivado agora foi instaurado. Corpas também foi acusado de improbidade administrativa, por comprar material de construção para reformas no batalhão da Ilha em loja de familiares. No momento da prisão, há dois meses, Corpas foi pego em casa com R$ 14 mil, além de joias e notas fiscais das compras suspeitas. No IPM, Corpas rechaçou as acusações. Em defesa do arquivamento, a corporação informou que os fatos que o ensejaram o IPM são diversos do que foi investigado pelo MP e pela Inteligência da Secretaria de Segurança.

Assassinos do subtenente da PM Jorge da Costa Serrão em Rocha Miranda



A Divisão de Homicídios tenta identificar dois homens responsáveis pelo assassinato do subtenente da PM Jorge da Costa Serrão, de 55 anos, no último dia 29, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio. Às imagens de uma câmera de segurança que registrou o momento do disparo e a fuga dos bandidos. Os agentes da especializada, liderados pelo delegado responsável pelo caso, Alexandre Herdy, estão analisando as imagens, ouvindo testemunhas e fazendo buscas na região para descobrir a quem são os dois criminosos. Informações que possam levar à identidade dos bandidos podem ser passados pelo telefone da DH (2333-6393) ou através do Disque-Denúncia (2253-1177).

Ato público em Copacabana recorda PMs mortos no Rio


Um ato público em homenagem à memória dos policiais militares assassinados nos últimos dois anos foi realizado na manhã desta terça-feira (9), na praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio. 
Foram fincadas 152 cruzes pretas com fotos de policiais mortos nas areias da praia. Ao Fundo foi colocada uma cruz de três metros de altura, formada com com os uniformes da Policia Militar manchados de tinta vermelha. 
Segundo Antônio Carlos Costa, presidente da Ong Rio de Paz, esta já é a oitava manifestação realizada em favor dos policiais militares mortos. O objetivo é cobrar das autoridades medidas para impedir que mais mortes aconteçam.