sábado, 7 de junho de 2014

Alerj vai comprar armas de baixa letalidade para manifestações

AGÊNCIA BRASIL
Para dispersar situações de conflito e impedir depredações, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro  (Alerj) investirá R$ 9,5 mil em armas de baixa letalidade. Até outubro, serão comprados balas de borracha, granadas de gás lacrimogêneo, de efeito moral e de pimenta.  O equipamento é produzido pela Condor S. A. Indústria Química, a mesma fornecedora da Polícia Militar.
De acordo com informações do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, o produto mais caro é a granada aerosol de pimenta, que custará R$ 2,5 mil, seguida da de gás lacrimogêneo, R$ 2,2 mil e das balas de borracha, R$ 2,1 mil. A bomba de efeito moral custará R$ 1 mil. Segundo a Alerj, os seguranças que manusearão os equipamentos receberão treinamento.
A Casa informou que as armas de baixa letalidade serão utilizados em situações extremas, para proteger o prédio histórico de depredações, como as que ocorreram nas manifestações de junho de 2013. Na ocasião, manifestantes entraram no prédio, retiraram móveis como cadeiras e armários, e fizeram uma fogueira em frente o edifício, que também foi pichado.
O anúncio da compra dos equipamentos às vésperas da Copa do Mundo preocupou o Comitê Popular da Copa do Rio de Janeiro. O representante Gustavo Mehl disse que o investimento de R$ 9,5 mil em armas  reflete o aumento da “militarização das forças de segurança” contra as pessoas, que, por vezes, se juntam para protestar legitimamente contra o poder público.
Os comitês populares da Copa, organizações não governamentais e sem fins lucrativos que reúnem movimentos sociais, vêm denunciando altos investimentos de governos em armas de qualquer tipo e questionam se os recursos não poderiam ser destinados a outros fins.

2 comentários:

  1. Se não compram e deixam quebrar tudo, reclamam, se compram para impedir de quebrar as coisas, também reclamam, brasileiro é difícil.

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  2. Para defender a Copa, os estádios, o Governo faz de tudo. Sempre joga a polícia contra seu próprio povo. Isso foi até matéria num jornal, se não me engano, da França.

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