sábado, 7 de junho de 2014

O padrão Fifa de qualidade não vale para a Polícia Militar.

JORNAL O DIA
Os alojamentos dos 625 homens, efetivo do Batalhão de Grandes Eventos, que mantém 100 de prontidão por dia, está longe de ser, no mínimo, adequado. A tropa atua em situações de emergência, como manifestações, e recebeu reforço para o período da Copa. Fotos obtidas pelo DIA das instalações do Batalhão de Choque (BP-Choque), que acolhe os PMs, mostram a sujeira, má conservação do teto, lixo no chão, falta de camas, ventiladores e aparelhos de ar-condicionado.






Pedaços de papelão servem de colchão para os policiais do Batalhão de Grandes Eventos da PM

Para escapar do calor, os policiais forram o chão com papelão do lado de fora dos alojamentos. A pedido da reportagem, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP), vice-presidente da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), constatou, ontem à tarde, a dura realidade dos locais denunciada pelos militares. “Parece que a PM foi surpreendida com a Copa”, criticou Bolsonaro.






Parte do forro do Batalhão de Grandes Eventos, dentro do Batalhão de Choque, está desabando. Instalações da unidade estão em condições precárias de manutenção

O parlamentar anunciou que na segunda-feira vai pedir ao presidente da Alerj, Paulo Melo, do PMDB, para destinar ao BP-Choque, pelo menos, R$ 150 mil dos R$ 70 milhões transferidos da Casa para os cofres do governo, no mês passado. A verba é para a Secretaria de Segurança investir no projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e foi pedida pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).
“O policial já tem uma escala desumana e ainda fica em instalações insalubres. É preciso obras emergenciais nos alojamentos, instalar ar-condicionado e contratar pessoal de limpeza. Os próprios PMs fazem a faxina”, afirmou Bolsonaro. Segundo ele, os 100 militares ficam de prontidão de oito a dez horas por dia. Armários velhos servem como uma espécie de divisória no alojamento. Há 50 camas, mas muitas delas não têm colchões.

PM nega os problemas
A Polícia Militar garantiu ontem, em nota oficial, que os alojamentos têm quantidade suficiente de armários e beliches. No documento, a assessoria de imprensa da corporação informou que o Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos (BPGE) funciona nas antigas instalações do extinto 1º BPM (Estácio), dentro do Batalhão de Choque (BP-Choque), no Centro.







A limpeza dos vestiários e de outras instalações internas do batalhão é feita pelos próprios policiais, de acordo com as denúncias

Em outro trecho, a PM explica que, como o prédio é centenário, a maioria das obras acontece gradualmente. A corporação explicou ainda que planeja melhorias no local. O comandante da unidade, tenente-coronel Heitor Henrique Pereira, informou que a tropa dispõe de alojamentos com armários e beliches, além de colchões em quantidade satisfatória para atender às escalas de serviço. Há água potável no bebedouro na entrada do alojamento. A PM, no entanto, não deu explicações sobre a sujeira e ainda a falta de ventiladores ou aparelhos de ar-condicionado no local.

Deslocamento também é problema
Deslocamento de policiais convocados para o Comando Especial de Policiamento para a Copa (Cepcopa), que tem 1.900 homens, virou tormento para quem vive no interior do estado. Em levantamento feito pelo deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP), 145 militares moram longe do Centro.






Faltam ainda camas e colchões

Um militar que reside em Santo Antônio de Pádua, Noroeste Fluminense, a 255 quilômetros do Rio, gasta R$ 1.680 de ônibus por mês, quando a ajuda de custo é de apenas R$ 100. “O policial não tem dinheiro para isso. Então, muitos, apesar de trabalhar 12 horas e ter direito a dois dias de folga, preferem ficar no Rio”, disse Bolsonaro. Em nota, o coronel Ezequiel Oliveira de Mendonça, comandante da unidade, informou que os alojamentos têm ar-condicionado e que há beliches e armários novos suficientes para os policiais.
Rodízio para voltar para casa sentado
A Polícia Militar colocou quatro micro-ônibus para transportar o efetivo que vem de Campos e Macaé. Mas quem é do 28º BPM (Volta Redonda) e está temporariamente no Cepcopa diz que está pagando a volta para casa do próprio bolso. “Vou pedir essas informações oficialmente para saber se isso supre a necessidade”, afirmou Flávio Bolsonaro.
Somente de Volta Redonda são 58 PMs. Cada um deles vai desembolsar R$ 500 por mês, caso não sejam escalados para trabalhar na segunda folga. “O ônibus tem 46 assentos e temos que fazer rodízio para que ninguém seja obrigado a viajar em pé. Fazer esse deslocamento por conta própria é inviável, cansativo e acabamos tendo que alugar um ônibus, que cobra R$ 1.300 por viagem”, contou um dos policiais.

7 comentários:

  1. Policiais estão sendo massacrados trabalhando numa escala 12x36, bancando 12 horas full time em pé dentro de favelas que não conhecem, colocados em postos super perigosos pelos respectivos comandantes das unidades, sem direito à horário de refeição, cansados, sem conseguir laborar direito; e ainda por cima trabalhando sem colete balístico, por que a corporação tem tem colete para poder fornecer, isso é um esculacho, querem nos matar mesmo....

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  2. CADÊ OS MALDITOS DIREITOS HUMANOS.

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  3. eu acho que esta muito bom, temos mais e que se fuder todos nois, tbm sou policial militar,somos igual a o animal boi, temos força e nao sabemos uzar, enquanto ficarmos esperando para politicos e a sociedade ter pena da gente e resolver nossos problemas, vamos continuar igual cachimbo, so levando fumo,a policia civil vez greve e consegui o que queria, no brasil so se consegue ser ouvido se tiver greve, a hora e essa porra, depois que passar a porra da copa, continuaremos a tomar no rabo, vamos acordar porra, o governador fala que nao vai nos dar aumento, entao vamos parar, ai quero ver,

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  4. Que me desculpem, mas parece que esses PMs gostam disso. Ora, se não falam nada, não reclamam, não protestam, tá gostando.

    Se o povo vai para rua manifestar por melhorias, parte dos PMs estão lá para assombrar as pessoas. São pessoas que não gostam de melhorias e pronto. Tá gostoso.

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  5. Estou vendo na mídia e dentro dos canais de comunicação da PMERJ esse novo concurso para soldado,são seis mil vagas para seres humanos que a partir da convocação serão tratados pior que animais(cães e cavalos)da corporação,que tambem merecem um bom tratamento,verdadeiros escravos do século XXI.
    Eu nunca vou aconselhar um familiar ou um amigo a entrar nessa corporação que é uma verdadeira ditadura contra os praças,onde os oficiais fazem o que querem de covardia,inclusive agredir uma FEM indefesa,isto é uma vergonha.....

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  6. E o pessoal de relações públicas da PMERJ ainda tem a cara de pau de falar que tem alojamento, colchão e ar condicionado...estão de sacanagem...o responsável por essas notas mentirosas deveria ser responsabilizado criminalmente por faltar com a verdade em documento público...

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  7. TEM Q ESPALHAR NNO FACEBOOK.

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