quarta-feira, 1 de abril de 2015

DELEGADO E PERITO CRIMINAL SÃO PRESOS ACUSADOS DE EXTORSÃO


O delegado Fernando Cesar Magalhães Reis e o perito criminal José Afonso Garcia Alvernaz foram presos na manhã desta quarta-feira (1°) por suspeita de integrarem uma organização criminosa que extorquia empresários desde, pelo menos, 2012. Além deles, a Justiça também expediu mandado de prisão preventiva contra o policial civil José Luiz Fernandes Alves, que está sendo procurado.
A operação foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro e pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança para cumprir mandados de prisão preventiva expedidos contra os três suspeitos. Segundo as investigações, algumas extorsões chegavam a R$ 300 mil. Os vão responder pelos crimes de organização criminosa, extorsão, extorsão mediante sequestro e concussão.

Outras sete pessoas, sendo cinco policiais civis, também foram denunciadas pelos mesmos crimes, mas já se encontram presas. Também estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos acusados. A ação é um desdobramento das investigações conduzidas durante a Operação Hiena.

De acordo com a denúncia, a quadrilha era chefiada por Fernando Reis e por José Luiz, considerado o homem de confiança do delegado. Reis era o chefe maior de todo o esquema, comandando-o, inicialmente, do Departamento Geral de Polícia Especializada da Polícia Civil e, posteriormente, como delegado titular da Delegacia de Proteção do Meio Ambiente (DPMA), e José Luiz era o chefe das equipes de investigação da mesma DPMA. Os dois mantinham uma relação de subordinação, proximidade e confiança na Polícia Civil há 19 anos, o que ajudou na estruturação do bando e na coordenação dos agentes a eles obedientes.

Segundo o Ministério Público, José Luiz era o responsável pela administração operacional da arrecadação de propina realizada diretamente por seus comparsas, integrantes das equipes de investigação da DPMA, intituladas Fênix. Já José Afonso forjava laudos periciais, que apontavam crimes ambientais inexistentes. As vítimas eram ameaçadas de prisão em flagrante ou de instauração de investigação.


4 comentários:

  1. Considerando que o Inciso XIII do Artigo 7º da Constituição Federal de 1988 fixa a carga horária máxima de quarenta e quatro horas semanais, quem trabalha 24 horas tem que obrigatoriamente folgar 72 horas.

    O Bol da PM nº 046, de 11 de Março de 2002, publicou a Resolução da Secretaria de Estado de Segurança Pública nº 510, de 26 de Fevereiro de 2002, que no Artigo 1º determina aos Comandantes, Chefes e Diretores das OPM que adotem todas as medidas necessárias ao fiel cumprimento do disposto no Parágrafo Segundo do Artigo 1º do Decreto nº 25.538, de 25 de agosto de 1999, que fixa a carga horária mínima semanal de trinta horas e máxima semanal de quarenta e quatro horas.

    Portanto, de acordo com o disposto no Parágrafo Segundo do Artigo 1º do Decreto nº 25.538, de 25 de agosto de 1999, bem como na Resolução SESP n.º 510, de 26 de fevereiro de 2002, a jornada dos policiais militares (todos) deve oscilar entre 30 e 44 horas semanais.

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  2. Está explicado o motivo pelo qual todo e qualquer policial civil é contrário do MP realizar investigações. Alguém pode imaginar a PC investigando casos como esses, ou seja, fatos que envolvam crimes cometidos por seus integrantes? Claro que não, não é mesmo!

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  3. ÉÉÉÉ Tá na hora do ministerio publico fazer uma fiscalização juntamente com politicos nos Batalhões da PMERJ

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  4. QUE DEUS OS AJUDE,FICAR PRESO E FODDDDD,PRINCIPALMENTE PARA POLICIAIS.POLICIA TINHA QUE SER QUE NEM JUIZ,SER REFORMADO OU AFASTADODA DA CARREIRA,ENCOSTADO.OU PERDA DE FUNÇAO FICAR PRESO NAO.

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