sexta-feira, 21 de agosto de 2015

PM investiga oficiais por rombo mensal de R$ 450 mil em conta-fantasma

A Corregedoria da Polícia Militar do Rio investiga um esquema de corrupção em contas da corporação que não são fiscalizadas por auditores da Secretaria estadual de Fazenda. O Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto na semana passada com base numa informação anônima recebida pelo Ministério Público. Segundo a denúncia,  três oficiais lotados no QG — um coronel, um tenente-coronel e uma major, todos lotados na diretoria de finanças da corporação — embolsariam pelo menos R$ 450 mil por mês. A quantia é referente aos rendimentos da conta do Fundo de Saúde da PM (Fuspom), onde o governo federal deposita cerca de R$ 30 milhões por mês.
O esquema só é possível porque a conta não está adequada ao Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem) e, por isso, nenhuma movimentação bancária passa pelo crivo de auditores fiscais. Assim, os juros gerados pelos rendimentos feitos automaticamente pelo banco não são detectados pela Secretaria de Fazenda nem aparecem nos balanços de entradas e saídas de dinheiro do fundo. O Siafem foi regulamentado no Rio em 2001.

Os investigadores, agora, deverão apurar como a quantia é retirada da conta e se há a participação no esquema de funcionários da Secretaria de Fazenda e do Bradesco, onde a conta foi aberta. Outro objetivo do IPM é identificar se outras contas da corporação também ficam de fora da fiscalização.
O Fuspom, que recebe contribuições mensais de toda a tropa e repasses dos governos estadual e federal, já é alvo de uma investigação da Corregedoria e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. Os investigadores detectaram fraudes em compras, sem licitação, de produtos hospitalares. A aquisição que motivou a abertura da investigação foi a de 75 mil litros de ácido peracético para o Hospital Central da PM. O produto nunca foi entregue, mas custou mais de R$ 4 milhões à corporação. Em 2014, o Fuspom recebeu o total de R$ 77.362.008,85 de repasses dos governos estadual e federal e da contribuição da tropa.

As investigações sobre o esquema, que também passa pelo Hospital da PM de Niterói, estão em fase final. Em breve, o MP vai enviar a denúncia à Justiça. Estão na mira uma série de oficiais da cúpula da corporação.

7 comentários:

  1. por isso que cancelei o meu ,nunca usei nenhum consultorio medico da pm,ainda quero retroativo 5anos...

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    1. "O PERFEITO OFICIAL NÃO DEVE TEMER NADA , NEM MESMO UMA IDEIA NOVA" (WILTON SOARES RIBEIRO – CEL PMERJ)

      Diante desses escândalos, a contribuição da tropa para o Fundo de Saúde da PMERJ (Fuspom) deveria ser cancelada automaticamente, sendo retirado o desconto de todos os Contracheques.

      A alimentação da tropa também deveria ser paga diretamente nos Contracheques, acabando com os Ranchos da corporação, que oferecem comidas de péssima qualidade.

      PORTA ÚNICA DE ENTRADA NA PMERJ e exigência de curso superior para o ingresso são fundamentais...

      Os oficiais da PMERJ estão decepcionando, que vergonha! É por isso que não podemos ter duas portas de entrada na Polícia Militar. Todos os candidatos ao oficialato devem seguir carreira como praças primeiro!

      Só poderiam se tornar Oficiais de Polícia pessoas de conduta ilibada, que já tivessem no mínimo 15 (quinze) anos de carreira, pois 3 (três) anos é muito pouco tempo para se avaliar o comportamento de um Militar.

      A “entrada única” não garante que o soldado seja oficial, como estão propalando. Isto é mentira! Enganação! Fraude! Dolo! Quem alega isso está mentindo! Para se tornar oficial, o soldado teria que estudar da mesma forma que estudaria sem a “entrada única”.

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  2. Estamos precisando de Sérgio Moro urgente.

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    1. PMERJ - ENTRADA ÚNICA NA CORPORAÇÃO

      IDEIA DO COMANDO SEGUE O MODELO AMERICANO, QUE É MAIS EFICIENTE!
      A carreira fica mais atrativa e a Polícia aproveitará seus melhores quadros. O concurso para oficial da PM deve ser aberto somente para praças, ou seja, só para quem já ingressou na carreira como soldado.

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  3. Confio mais nos Praças! Enquanto o Coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, o Major Carlos Alexandre de Jesus Lucas, o Major Edson Alexandre Pinto de Góes e o Capitão Walter Colchone Netto (3 Oficiais Superiores e 1 Intermediário) foram denunciados pelo Ministério Público na terça-feira passada (4 de agosto de 2015) pelos crimes de lavagem de dinheiro e improbidade administrativa por incompatibilidade patrimonial, DENEGRINDO A IMAGEM DA CORPORAÇÃO, o Subtenente Rezende Lima, da Polícia Rodoviária Estadual (PMERJ), recusou suborno de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) defendendo sua honra e dever!

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