segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Coronel da PM preso foi escolhido para investigar esquema no qual é acusado de fazer parte.

Segundo a denúncia, o ex-chefe do Estado-Maior Geral Administrativo da PM coronel Ricardo Pacheco, apontado como chefe do esquema, determinou a abertura de uma Comissão de Auditoria Administrativa “sob o pretexto de demonstrar uma aparente preocupação em apurar as irregularidades e responsabilizar os supostos envolvidos nas fraudes”, após desconfiança de oficiais médicos. Pacheco, então, nomeou o coronel Kleber Martins, ex-diretor de Finanças da PM, para conduzir as investigações. No entanto, ele também é, segundo a denúncia do MP, “um dos principais líderes da malta e envolvido nas fraudes aquisitivas”. Os dois coronéis estão entre os 11 oficiais presos no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói.

A investigação que levou à prisão dos oficiais, além de 11 empresários, uma ex-funcionária civil da PM e um funcionário da Secretaria estadual de Governo, foi realizada pelo Gaeco em parceria com a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança. Segundo a denúncia, o grupo fez do “Quartel General da PM um verdadeiro ‘balcão de negócios’ e a sede administrativa da organização criminosa, um QG de tratativas criminosas”.


Coronel Ricardo Pacheco é apontado pelo Ministério Público como o chefe do esquema 

Deputado quer CPI

Dez dias antes da operação Carcinoma ser deflagrada pelo Ministério Público, o deputado Iranildo Campos (PSD) já havia enviado um requerimento de informação ao comando da Polícia Militar pedindo dados sobre os valores creditados no Fuspom de janeiro até agora.
Por causa de suspeitas de irregularidades, o parlamentar pediu ainda informações sobre processos licitatórios e também quais produtos foram entregues.

Quando acabar o recesso, Iranildo vai propor que a Assembleia Legislativa instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Saúde da PM e também do Corpo do Bombeiros. Ele acredita que os militares estão sendo tratados de forma desumana.

— Os policiais militares têm me procurado para relatar o caos na saúde. Precisamos investigar para que os recursos tenham a destinação correta e para darmos condições de atendimento adequadas aos policiais e também a seus familiares — disse o deputado estadual, que é sargento aposentado da Polícia Militar.

3 comentários:

  1. POLICIAIS MILITARES ARRISCAM A PRÓPRIA VIDA POR MUITO POUCO

    A Polícia Militar precisa ser valorizada e fortalecida, pois POLICIAIS MILITARES DESMOTIVADOS significa SEGURANÇA PÚBLICA AMEAÇADA. Vale lembrar que o Rio de Janeiro sediará os Jogos Olímpicos de 2016, sendo o reconhecimento pecuniário indispensável, imprescindível para melhorar a qualidade do serviço policial-militar.

    Nas sociedades capitalistas é comum que o valor de um indivíduo seja aferido através do seu poder de compra, e isso tem muito a ver com seus rendimentos – a quantidade de dinheiro que ele consegue adquirir em determinado espaço de tempo. O salário do Policial Militar do Rio de Janeiro é incapaz de atender às suas necessidades vitais básicas (previstas no inciso IV do artigo 7º da Constituição Federal de 1988).

    Não é à toa que, falando de valorização dos policiais brasileiros, sempre se remete à questão salarial como um problema sério, pois além de garantir elementos essenciais para a sobrevivência, “ganhar bem” concede ao profissional um posicionamento social de relevância. Todo mundo quer maior qualidade na segurança pública, mas para melhorar a qualidade será imprescindível melhorar a questão salarial, ou seja, valorizar o Policial Militar com uma remuneração digna.

    A PMERJ pode reclamar bastante dos seus vencimentos, pois são inadequados para as funções exercidas. Os baixos salários desmotivam a tropa e criam desinteresse pela profissão. Um Soldado de Polícia Militar em início de carreira deveria receber vencimentos iniciais de R$ 8.712,50 (oito mil, setecentos e doze reais e cinquenta centavos) mensais, para uma jornada de trabalho de até 144 horas mensais. A questão salarial impacta diretamente na autoestima dos Policiais e na valorização das Polícias.

    Os baixos salários fazem a PMERJ perder oficiais e praças. O idealismo vai esmorecendo, pois já não encontra-se mais comandantes com "C" maiúsculo, dignos de orgulho de seus comandados e os vencimentos não são suficientes para dar uma vida digna à família. A tropa da PMERJ está desmotivada, insatisfeita e tem VERGONHA DO SALÁRIO! Não há justificativa para os BAIXOS SALÁRIOS.

    "QUEM VIVE PARA PROTEGER, MERECE RESPEITO PARA VIVER." O Policial Militar precisa ser valorizado como herói! Em contrapartida, a Polícia Militar deveria acabar definitivamente com a Promoção de Praças por Tempo de Serviço! As Promoções devem ser conquistadas mediante aprovação em concursos internos para o CFC, o CFS e o CAS, bem como a conclusão de um Curso de Ensino Superior. Os Policiais Militares que já concluíram o 3º Grau deveriam receber um acréscimo no salário, como é feito na Guarda Municipal do Rio de Janeiro. Quem se qualificou tem que ser premiado. É a única forma de incentivar o estudo, a qualificação.

    “POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA SÓ É FEITA COM POLICIAIS BEM PAGOS” foi o que disse o então candidato ao Governo do Rio, Sérgio Cabral Filho.

    “O GOVERNANTE QUE DIZ QUE O ESTADO DO RIO NÃO TEM DINHEIRO PARA PAGAR MELHOR SEUS POLICIAIS ESTÁ MENTINDO!” (palavras de Sérgio Cabral em 2006)

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  2. Cadê o Proeis SEEDUC? Outubro e Novembro atrasados!

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  3. Tá de sacanagem Iranildo,agora quer CPI.

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