sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Deputados questionam investigação do caso de Costa Barros

Deputados saem do presídio no qual estão os PMs que atiraram nos jovens de Costa Barros (Foto: Gabriel Barreira/G1)
Deputados estaduais integrantes de CPIs de segurança pública do Rio de Janeiro ouviram, nesta sexta-feira (4), os quatro policiais que participaram da ação que resultou na morte de cinco jovens em Costa Barros, no Subúrbio do Rio, no último sábado (28). Na versão dos agentes, que estão detidos na Unidade Especial Prisional (UEP), em Niterói, na Região Metropolitana, houve confronto. Ao sair do presídio, os parlamentares apontaram possíveis falhas na investigação.
leia: Portal G1 



A pedido de um major de outro batalhão, capitão teria mandado equipe do 41º BPM recuperar carga roubada

Partiu de um major que presta serviços privados a uma indústria de bebidas a ordem para os quatro PMs checarem a ocorrência que terminou com a morte de cinco jovens fuzilados dentro de um carro, em Costa Barros, no sábado.  O capitão Daniel, do 41º BPM (Irajá), disse em depoimento que estava em casa de folga e recebeu ligação do major Moisés Pinheiro Sardemberg, do 5º BPM (Pr. da Harmonia). Pedia ajuda para recuperar caminhão roubado.

Daniel contou que fez contato com o sargento Márcio Darcy Alves dos Santos, acusado da morte dos jovens, para que ele fosse ao local. Na 39ª DP (Pavuna), o oficial afirmou que o sargento relatou ter sido recebido a tiros e que a carga estava sendo saqueada. O tiroteio foi relatado por outro policial da patrulha. Ele disse que traficantes com fuzis davam cobertura ao saque e que teriam atirado. O policial alegou que o rapaz que viajava no banco do carona do carro dos meninos botou o corpo para fora e atirou. Mas a perícia afirmou que não há indícios de tiros disparados de dentro para fora do veículo.

A Corregedoria Interna da PM instaurou procedimento apuratório e convocou o major e capitão para prestar esclarecimentos hoje. Os oficiais serão transferidos para a Diretoria Geral de Pessoal e deverão ser submetidos a Processo Administrativo Disciplinar.

3 comentários:

  1. POLICIAIS MILITARES ARRISCAM A PRÓPRIA VIDA POR MUITO POUCO

    A Polícia Militar precisa ser valorizada e fortalecida, pois POLICIAIS MILITARES DESMOTIVADOS significa SEGURANÇA PÚBLICA AMEAÇADA. Vale lembrar que o Rio de Janeiro sediará os Jogos Olímpicos de 2016, sendo o reconhecimento pecuniário indispensável, imprescindível para melhorar a qualidade do serviço policial-militar.

    Nas sociedades capitalistas é comum que o valor de um indivíduo seja aferido através do seu poder de compra, e isso tem muito a ver com seus rendimentos – a quantidade de dinheiro que ele consegue adquirir em determinado espaço de tempo. O salário do Policial Militar do Rio de Janeiro é incapaz de atender às suas necessidades vitais básicas (previstas no inciso IV do artigo 7º da Constituição Federal de 1988).

    Não é à toa que, falando de valorização dos policiais brasileiros, sempre se remete à questão salarial como um problema sério, pois além de garantir elementos essenciais para a sobrevivência, “ganhar bem” concede ao profissional um posicionamento social de relevância. Todo mundo quer maior qualidade na segurança pública, mas para melhorar a qualidade será imprescindível melhorar a questão salarial, ou seja, valorizar o Policial Militar com uma remuneração digna.

    A PMERJ pode reclamar bastante dos seus vencimentos, pois são inadequados para as funções exercidas. Os baixos salários desmotivam a tropa e criam desinteresse pela profissão. Um Soldado de Polícia Militar em início de carreira deveria receber vencimentos iniciais de R$ 8.612,50 (oito mil, seiscentos e doze reais e cinquenta centavos) mensais, para uma jornada de trabalho de até 144 horas mensais. A questão salarial impacta diretamente na autoestima dos Policiais e na valorização das Polícias.

    Os baixos salários fazem a PMERJ perder oficiais e praças. O idealismo vai esmorecendo, pois já não encontra-se mais comandantes com "C" maiúsculo, dignos de orgulho de seus comandados e os vencimentos não são suficientes para dar uma vida digna à família. A tropa da PMERJ está desmotivada, insatisfeita e tem VERGONHA DO SALÁRIO! Não há justificativa para os BAIXOS SALÁRIOS.

    "QUEM VIVE PARA PROTEGER, MERECE RESPEITO PARA VIVER." O Policial Militar precisa ser valorizado como herói! Em contrapartida, a Polícia Militar deveria acabar definitivamente com a Promoção de Praças por Tempo de Serviço! As Promoções devem ser conquistadas mediante aprovação em concursos internos para o CFC, o CFS e o CAS, bem como a conclusão de um Curso de Ensino Superior. Os Policiais Militares que já concluíram o 3º Grau deveriam receber um acréscimo no salário, como é feito na Guarda Municipal do Rio de Janeiro. Quem se qualificou tem que ser premiado. É a única forma de incentivar o estudo, a qualificação.

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  2. OS DEPUTADOS TEM QUE SE PREOCUPAR É COM OS SALÁRIOS BAIXOS E DEFASADOS QUE OS POLICIAIS MILITARES DO RJ ESTÃO RECEBENDO E COM OS POLICIAIS QUE ESTÃO MORRENDO ISTO SIM.

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  3. OS DEPUTADOS TEM QUE SE PREOCUPAR É COM OS SALÁRIOS BAIXOS E DEFASADOS QUE OS POLICIAIS MILITARES DO RJ ESTÃO RECEBENDO E COM OS POLICIAIS QUE ESTÃO MORRENDO ISTO SIM.

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