sexta-feira, 18 de março de 2016

Coronel admite em CPI que controle de armas é falho

O coronel da Polícia Militar André Silva de Mendonça disse, ontem, na CPI das Armas na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), que não havia monitoramento das câmeras de segurança instaladas no Batalhão de Choque (BPChoque), alvo de um roubo de armamento. Segundo ele, nenhum policial era designado para observar as imagens da circulação de pessoas na unidade. O depoimento foi classificado de "estarrecedor" pelo presidente da comissão, o deputado Carlos Mine (sem partido). 
O coronel foi responsável pelo Inquérito Policial Militar (IPM) que investigou o sumiço de 29 armas do BPChoque em outubro de 2014. Desde 29 de fevereiro, Mendonça é o comandante das Unidades de Polícia Pacifícadora (UPPs). 
As câmeras de segurança do batalhão, lembrou o deputado, gravaram a entrada de um carro particular na unidade, que permaneceu por seis horas no local. A movimentação de pessoas perto do veículo também foi registrada e consta no inquérito. 
— O depoimento dele foi muito esclarecedor, aliás estarrece- 
dor. O Batalhão de Choque é uma das principais unidades da Polícia Militar. Há centenas de policiais lotados lá. Como pode ninguém ser designado para tal função? — questionou Mine. 
Segundo Mendonça, a má "cjüáliàádè dos equipamentos de controle contribuiu para o roubo das armas: "O Batalhão de Choque é um condomínio^ com unidades independentes. Na época, não tinhajima reserva de material bélico com câmeras e pessoal instruído para fazer à guarda das armas" ressaltou o oficial, de acordo com os registros da audiência feitos pela própria Alerj. 
Entre as medidas tomadas pelo batalhão após o caso, estão a abertura do inquérito e a intensificação da vigilância dos armamentos. 

ALTA ROTATIVIDADE 
Para a CPI, os comandantes permanecem períodos curtos à frente dos batalhões, e freqüentemente são transferidos para outra unidade antes de completar um ano. O coronel e os integrantes da comissão observam que o fato prejudica a criação de um sistema de monitoramento. Uma das sugestões que constará no relatório final da CPI será a de prorrogação do prazo para â permanência dos comandantes nas unidades. O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, deverá prestar depoimento no mês que vem. •

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