quinta-feira, 17 de março de 2016

DESAFIO DA SEGURANÇA PÚBLICA

Após reunião nesta terça-feira no Palácio Guanabara, e em declarações à imprensa, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, anunciou que os batalhões de Choque e de Policiamento de Grandes Eventos vão passar a fazer parte do esquema de patrulhamento diário das ruas do Rio, informando que a medida, a ser implementada dentro de alguns dias, é motivada por uma análise prévia dos índices de criminalidade em fevereiro, os quais, conforme admitiu, subiram em todo o estado. 
Como também não há sinais de redução da violência nas primeiras estatísticas deste mês, ele optou, em face das circunstâncias, pela colocação de mais PMs no policiamento ostensivo, incluindo aqueles que realizam trabalhos administrativos. 
Ainda que as estatísticas de fevereiro não tenham sido divulgadas pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), e sem mencionar os respectivos números, o secretário declarou, ao ser questionado sobre o assunto, estar sendo implantado um sistema de policiamento ostensivo para reduzir os índices de criminalidade e proporcionar sentimento de segurança à população: "É algo de que nunca antes tínhamos lançado mão, mas há esta necessidade Vamos convocar policiais que estão no setor administrativo, os quais irão para a rua num sistema intercalado com o trabalho que executam, reforçando o patrulhamento às segundas e quartas ou terças e quintas-feiras, por exemplo. Agora, eles também terão de cumprir uma cota de policiamento de rua". 
O titular da Secretaria de Segurança afirmou ainda que a Polícia Civil "também dará sua cota de contribuição" e seu foco será o combate à receptação de carros, jóias e celulares roubados. "Percebemos que - assinalou - mesmo com um aumento substancial de prisões e um número muito grande de armas apreendidas, assim como de menores recolhidos, a violência, infelizmente, não deu sinais de recuo. Isso nos obriga, sem dúvida alguma, a tomar medidas para minimizar a situação. Mas é importante que se diga não se combate a violência só com a polícia. Estamos tomando medidas extremas, e a polícia está praticamente no seu limite". 
Em nota, a Polícia Militar informou que, com a convocação feita pelo secretário, a Região Metropolitana contará com 700 homens a mais no patrulhamento, não informando contudo qual o efetivo total a ser utilizado. 
Não foi a primeira vez, aliás, que Beltrame se queixou de uma suposta falta de apoio de outras instituições ao combate à violência no estado. Segundo ele, em janeiro e fevereiro, 89 adolescentes e crianças foram recolhidos após serem flagrados praticando delitos na Avenida Rio Branco, 64 dos quais foram apreendidos novamente nos mesmos locais. 
"São coisas - reconheceu -que fazem a polícia trabalhar mais. As pessoas devem cobrar patrulhamento, a polícia tem que fazer seu trabalho, mas ela não pode ficar sozinha nessa história, até porque a corporação vem fazendo sua parte, principalmente em relação aos adolescentes". 
No ano passado, 26 policiais foram mortos em serviço, aumentando entre membros das forças de segurança a cobrança por melhores condições de trabalho. 
De qualquer modo, e graças a diferentes fatores, inclusive em relação à necessária consolidação e aprimoramento do projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a questão da segurança pública assume ainda agora e cada vez mais importância irrecusável, a merecer as novas providências que ora se anunciam em relação ao reforço do patrulhamento das vias públicas e melhoria dos esquemas que a diferentes níveis contribuam para a redução dos delitos contra a pessoa e contra o patrimônio a patamares socialmente aceitáveis, como o interesse público e o bem-estar da população, por todas as razões, o exigem. 
Ainda que as estatísticas de fevereiro não tenham sido divulgadas pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), e sem mencionar os respectivos números, o secretário declarou, ao ser questionado sobre o assunto, estar sendo implantado um sistema de policiamento ostensivo para reduzir os índices de criminalidade e proporcionar sentimento de segurança à população. 
No ano passado, 26 policiais foram mortos em serviço, aumentando entre membros das forças de segurança a cobrança por melhores condições de trabalho.

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