quarta-feira, 2 de março de 2016

Em crise, estado fixa cota de abastecimento para viaturas das polícias Civil e Militar

A crise que levou o governo estadual a atrasar o pagamento dos fornecedores atingiu, nesta quarta-feira, o policiamento no Rio. Por medida de economia, carros das polícias Civil e Militar não podem mais encher os tanques de combustível até o limite máximo. Por conta disto, cada patrulha da Polícia Civil pode abastecer com a cota diária de apenas 20 litros. Já os veículos da PM têm cota de 30 litros por dia.

O sistema de cotas teria sido adotado por conta de uma suposta dívida do governo com a BR Distribuidora. O valor do débito não foi divulgado pela empresa e pelas duas corporações. O que se sabe é que, em 2015, há registro no site Transparência RJ, de empenhos de pagamento de um total de R$ 52,3 milhões. O dinheiro é referente a aquisição de combustível pela PM entre maio e dezembro .

Já a Polícia Civil fez pagamentos de R$ 6 milhões pela aquisição de combustível, entre março e novembro.

A Polícia Militar confirmou que a limitação é de 30 litros por veículos, mas que, havendo necessidade, “autoriza-se uma cota maior”. Em nota, a corporação ainda declarou que “não teve seu serviço afetado por conta da economicidade de recursos”. A instituição afirmou ainda que a iniciativa de limitar o abastecimento partiu da própria corporação.


Já a Secretaria de estado de Fazenda, responsável pelos pagamentos do governo, afirmou que “desconhece esses relatos ou reclamações”. A pasta ainda declarou que “a informação é de que o abastecimento foi normalizado segundo acordo firmado na segunda-feira com a BR Distribuidora. Nenhuma secretaria ou órgão do governo de Estado relatou este problema à Fazenda”. A secretaria ainda alegou que, “por questões de sigilo fiscal”, o governo não informa valores devidos a uma determinada empresa e que a informação sobre o débito deve ser obtido junto a empresa.

Encarregada de fazer os pagamentos à BR Distribuidora, a Secretaria de Fazenda alegou ter informado a empresa que enviará a Assembleia Legislativa do Rio projeto de Lei que permitirá a quitação dos débitos com a distribuidora, através de créditos tributários.

A BR Distribuidora disse que não houve suspensão ou restrição no abastecimento a ambulâncias, viaturas e serviços essenciais à população do Rio de Janeiro, seja nos postos credenciados ou no abastecimento interno. A companhia está em tratativas com o governo para parcelamento de débito, e por isso houve uma redução de fornecimento, restrita a serviços administrativos

Já a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) informa que desconhece a implantação de cotas de abastecimento na Polícia Militar e na Polícia Civil e reitera que o abastecimento de combustível para ambas as corporações não teve qualquer restrição por parte da BR Distribuidora, com quem o Estado tem contratos de fornecimento de combustíveis.

A Seplag esclarece também que a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros têm contratos próprios com a BR Distribuidora, enquanto o abastecimento da frota dos demais órgãos é feito com base no contrato que a Seplag tem com a BR Distribuidora.




3 comentários:

  1. POLICIAIS MILITARES DO RIO DE JANEIRO ARRISCAM A PRÓPRIA VIDA POR MUITO POUCO!

    A Polícia Militar precisa ser valorizada e fortalecida, pois POLICIAIS MILITARES DESMOTIVADOS significa SEGURANÇA PÚBLICA AMEAÇADA. Vale lembrar que o Rio de Janeiro sediará os Jogos Olímpicos de 2016, sendo o reconhecimento pecuniário indispensável, imprescindível para melhorar a qualidade do serviço policial-militar.

    Nas sociedades capitalistas é comum que o valor de um indivíduo seja aferido através do seu poder de compra, e isso tem muito a ver com seus rendimentos – a quantidade de dinheiro que ele consegue adquirir em determinado espaço de tempo. O salário do Policial Militar do Rio de Janeiro é incapaz de atender às suas necessidades vitais básicas (previstas no inciso IV do artigo 7º da Constituição Federal de 1988).

    Não é à toa que, falando de valorização dos policiais brasileiros, sempre se remete à questão salarial como um problema sério, pois além de garantir elementos essenciais para a sobrevivência, “ganhar bem” concede ao profissional um posicionamento social de relevância. Todo mundo quer maior qualidade na segurança pública, mas para melhorar a qualidade será imprescindível melhorar a questão salarial, ou seja, valorizar o Policial Militar com uma remuneração digna.

    A PMERJ pode reclamar bastante dos seus vencimentos, pois são inadequados para as funções exercidas. Os baixos salários desmotivam a tropa e criam desinteresse pela profissão. Um Soldado de Polícia Militar em início de carreira deveria receber vencimentos iniciais de no mínimo R$ 7.190,98 (sete mil, cento e noventa reais e noventa e oito centavos) mensais, para uma jornada de trabalho de até 144 horas mensais. A questão salarial impacta diretamente na autoestima dos Policiais e na valorização das Polícias.

    Os baixos salários fazem a PMERJ perder oficiais e praças. O idealismo vai esmorecendo, pois já não encontra-se mais comandantes com "C" maiúsculo, dignos de orgulho de seus comandados e os vencimentos não são suficientes para dar uma vida digna à família. A tropa da PMERJ está desmotivada, insatisfeita e tem VERGONHA DO SALÁRIO! Não há justificativa para os BAIXOS SALÁRIOS.

    "QUEM VIVE PARA PROTEGER, MERECE RESPEITO PARA VIVER." O Policial Militar precisa ser valorizado como herói! Em contrapartida, a Polícia Militar deveria acabar definitivamente com a Promoção de Praças por Tempo de Serviço! As Promoções devem ser conquistadas mediante aprovação em concursos internos para o CFC, o CFS e o CAS, bem como a conclusão de um Curso de Ensino Superior. Os Policiais Militares que já concluíram o 3º Grau deveriam receber um acréscimo no salário, como é feito na Guarda Municipal do Rio de Janeiro. Quem se qualificou tem que ser premiado. É a única forma de incentivar o estudo, a qualificação.

    “POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA SÓ É FEITA COM POLICIAIS BEM PAGOS” foi o que disse o então candidato ao Governo do Rio, Sérgio Cabral Filho.

    “O GOVERNANTE QUE DIZ QUE O ESTADO DO RIO NÃO TEM DINHEIRO PARA PAGAR MELHOR SEUS POLICIAIS ESTÁ MENTINDO!” (palavras de Sérgio Cabral em 2006).

    "Somos um dos piores SALÁRIOS do Brasil, mas temos um coração ENORME."

    O Soldado da PMERJ tem um Vencimento abaixo do Salário Mínimo Necessário, que foi estimado no valor de R$ 3.795,24. O servidor que ganha abaixo deste valor está tendo os seus direitos constitucionais desrespeitados!

    http://www.dieese.org.br/analisecestabasica/salarioMinimo.html

    DIGNIDADE JÁ!

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  2. A cota de abastecimento não se aplica às viaturas de Supervisão!

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  3. E com tudo isso vcs PMs naobse agrupam!!!
    Até qdo os senhores vão ficar na inércia?
    Vcs não sabem o poder que tem!!!
    Acordaaa senhores!!

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