segunda-feira, 25 de abril de 2016

Batalha dos aposentados

Os mais de 137 mil aposentados e pensionistas do estado terão hoje novo round na luta constrangedora e inadmissível que se transformou o direito legítimo ao recebimento dos salários. O Tribunal de Justiça decide se procede proposta de deputados da Alerj, que obriga a quitação imediata dos benefícios acima de R$ 2 mil não pagos aos servidores inativos em março. A esperança é que a decisão seja favorável aos aposentados e que haja dinheiro para liberar o pagamento. Com isso, se ganhará a batalha, mas não a guerra. 
Se nada for feito para aumentar a combalida arrecadação dos cofres públicos, não haverá dinheiro para honrar os 12 salários e mais o décimo terceiro dos 475 mil servidores este ano, incluindo os inativos. O caixa do governo, segundo técnicos do Rioprevidência, só garante pagamento de dez salários. 
Com esse cenário negro, não é difícil deduzir que a corda vá sempre arrebentar nas mãos dos aposentados e das pensionistas, que diga-se de passagem não têm nenhuma responsabilidade pela má gestão que empurrou o estado para a penúria. 


4 comentários:

  1. Considerando a crise financeira em que se encontra o Governo do Estado do Rio de janeiro, será preciso fazer algumas mudanças no Corpo de Bombeiros e na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

    É necessário por fim ao perigoso projeto de inchar a tropa da PMERJ (policiais militares sendo contratados em grande quantidade e em curto espaço de tempo), pois trata-se de um grave erro político-estratégico. Na Polícia das sociedades modernas, cada vez mais complexas e exigentes, não há mais espaço para policiais militares de baixa qualidade, o que acaba ocorrendo sempre que há pressa na contratação e formação desses profissionais, é o chamado "comprometimento de qualidade".

    Prudentemente, a PMESP (Polícia Militar paulista) passou a formar seus soldados (policiais de base) em dois anos numa academia com certificação ISO 9001. Um psiquiatra norte-americano, ao estudar o fenômeno da socialização organizacional do novo policial, concluiu que a intensidade e profundidade da formação é fundamental para gerar padrões de comprometimento ético e social necessários à essa dificílima função pública.

    No Rio de Janeiro, há um verdadeiro festival de promoções de praças por tempo de serviço, que chegou ao exagero inconseqüente, com a incrível promoção além da previsão de vagas (não podem haver promoções sem a devida previsão de vagas). Os graduados (subtenentes, 1º, 2º e 3º sargentos) precisam ser concursados. A PMERJ tem o péssimo sistema de promover automaticamente o soldado a sargento, sem fazer concurso e seleção dos mais aptos para esse importantíssimo cargo de supervisão do policiamento.

    Após os Jogos Olímpicos, a segurança do Rio de Janeiro acentuará a crise, com essa balofa estrutura policial criada entre tantas insanidades. Será fundamental reintroduzir a exigência de seleção para formar 3º sargentos, introduzir exigências de cursos para as promoções a 2º e a 1º sargentos e a subtenente, permitindo a promoção exclusivamente pelo critério de existência de vagas (QAA e QAM), como ocorre em praticamente todas as demais Polícias (atualmente, mesmo sem existência de vagas para a função, o soldado é promovido automaticamente a sargento). Seria melhor dar melhores condições de trabalho e salário aos policias militares do que promover toda a tropa, inchando a pirâmide hierárquica. SERÁ NECESSÁRIO ACABAR COM A PROMOÇÃO DE PRAÇAS POR TEMPO DE SERVIÇO NA PMERJ!

    É uma pena que uma profissão tão digna e essencial para a população seja tratada com tanto descaso por nossos governantes. Já passou do tempo do governo valorizar os policiais e bombeiros, afinal a população precisa muito deles. Eles precisam ter um salário digno, que, segundo o DIEESE, não pode ser inferior a R$3.795,24 (três mil, setecentos e noventa e cinco reais e vinte e quatro centavos), conforme determina o inciso IV do artigo 7º da Constituição Federal. A questão salarial impacta diretamente na autoestima dos Policiais e na valorização das Polícias.

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  2. Tem que acabar com a fábrica de oficiais....isso é que quebra o Estado....não o praça....que continuem as promoções....que melhorem os salários...e diminua os oficiais....uma empresa não precisa de tantos "chefes".....

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  3. Sera que vai ter pagamento para a tropa em maio ? E os inativos ? Cade o respeito ? Eles sabem cobrar

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  4. Sera que vai ter pagamento em Maio? E os inativos ? Cade o respeito ? Sera que alguem consegue arriscar a Vida sem saber se consegue alimentar a família? Se eu morrer , como fica minha família ? Eu me sacrifico pela sociedade e nao sei se o Estado ira cumprir o Seu compromisso que e alimentar minha família

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