segunda-feira, 23 de maio de 2016

Grupo reivindica convocação de 284 Oficiais de Cartório que passaram na prova em 2013

Cerca de 20 aprovados no concurso para Oficiais de Cartório da Polícia Civil acampam, desde a noite deste domingo, em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no Centro. Pelo menos 284 pessoas aguardam a convocação para os cargos desde maio do ano passado, quando terminaram o treinamento de seis meses na Academia de Polícia (Acadepol). Devido à crise financeira, que levou o estado a situação de penúria, a polícia convocou 450 agentes de um total de 750 vagas abertas para a seleção.

O grupo montou as barracas no fim da noite e espalhou faixas e cartazes na escadaria da Alerj, com os dizeres: “Ladrões nas ruas e policiais civis em casa”. Eles reclamam que estão em casa sem receber a bolsa-auxílio de 80% do salário (R$ 4.222) que ganhavam durante o curso.

Uma das lideranças do movimento, Leandro Thomé, de 33 anos, disse que o grupo fará uma vigília em frente à Casa até a tarde de terça-feira, quando haverá uma reunião com o líder do governo Edson Albertassi (PMDB). Segundo Thomé, a expectativa é que Albertassi chegue a um consenso com o governo para que os agentes sejam nomeados até julho.

— A maioria dos aprovados no concurso abandonou seus empregos para se formar e passam por dificuldades. O treinamento está sendo desperdiçado, assim como o dinheiro público. Queremos reforçar o efetivo policial nas Olimpíadas — afirma Thomé.

Também aprovada na seleção, Livia Agrelli disse que o estado descumpriu um acordo firmado em outubro, entre o legislativo e o executivo, para que os aprovados fossem convocados em 13 de maio.

— Essa situação é humilhante. Nós temos um concurso com previsão na lei orçamentária. Fizemos a prova em 2013 e até hoje não temos o posicionamento sobre a data em que seremos chamados.

6 comentários:

  1. Devido à crise financeira, é quase impossível convocar mais servidores! Como vão pagar se não conseguem pagar o efetivo que já está no serviço público estadual?

    GANHA-SE MUITO POUCO PARA ARRISCAR A VIDA VESTINDO A FARDA DA POLÍCIA MILITAR NO RIO DE JANEIRO

    Garçom desligado do Palácio do Planalto, onde trabalhava há nove anos, José da Silva Catalão, de 52 anos, recebia um salário líquido de R$ 3.870,00, segundo o Transparência Brasil. Seu salário supria todas as suas necessidades vitais básicas, previstas no Inciso IV do Artigo 7º da Constituição Federal, ou seja, estava acima do Salário Mínimo Necessário estimado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos ("despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência"), que corresponde a R$ 3.795,24.

    Soldado da PMERJ recebe um salário bruto de apenas R$ 2.382,89. DEFASAGEM: O salário bruto do SD PM está R$ 1.412,35 abaixo do Salário Mínimo Necessário, o que demonstra o DESCASO do Governo do Estado do Rio de Janeiro com profissionais que prestam SERVIÇOS ESSENCIAIS à sociedade fluminense. Com os descontos do Imposto de Renda e do Rio Previdência o salário fica ainda mais defasado. É deprimente, impossível não haver esse quadro de desmotivação dos Policiais Militares! Um Soldado da PMCE, que também não ganha bem, tem salário inicial de R$ 3.135,08.

    Como e quando a sociedade fluminense irá ter um bom aparato policial-militar com o salário de fome que os Policiais Militares recebem? Um Policial Militar, a nível de Soldado iniciante, tinha que ter um salário líquido de no mínimo R$ 5.000,00 (cinco mil reais) mensais. Não sei como ainda tem gente disposta a ser Policial Militar com o salário de fome que o Governo do Estado do Rio de Janeiro paga. Se pagassem bem, a PMERJ poderia exigir Nível Superior completo para Soldado e Bacharelado em Direito para Oficial.

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  2. Major Lázaro, da PMMG, falando em nome do Comandante Geral da PMMG:

    https://www.youtube.com/watch?v=QZkQHFv-PHI

    Conclusão: O POLICIAL MILITAR É VÍTIMA DE UMA SOCIEDADE HIPÓCRITA E COM OS VALORES INVERTIDOS!!

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  3. Infelizmente, em virtude das isenções fiscais concedidas por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, que são alvo de uma auditoria por parte do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, o Governo do Estado do Rio de Janeiro não terá dinheiro para pagar o salário dos 284 Oficiais de Cartório que passaram na prova em 2013. Favor aguardar!

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  4. Como e quando a sociedade fluminense irá ter um bom aparato policial-militar com o salário de fome que os Policiais Militares recebem? Um Policial Militar, a nível de Soldado iniciante, tinha que ter um salário líquido de no mínimo R$ 5.000,00 (cinco mil reais) mensais. Não sei como ainda tem gente disposta a ser Policial Militar com o salário de fome que o Governo do Estado do Rio de Janeiro paga. Se pagassem bem, a PMERJ poderia exigir Nível Superior completo para Soldado e Bacharelado em Direito para Oficial.

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  5. Deveriam ter prestado o Concurso para a PMERJ!

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  6. Reajustes salariais são obrigatórios, conforme determina o Inciso IV do Artigo 7º da Constituição Federal de 1988 ("São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo..."). O Salário Mínimo Necessário, de acordo com o referido dispositivo constitucional, é de R$ 3.795,24, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. O cálculo é feito mensalmente desde 1994 pelo DIEESE com base em valores da cesta básica. Um Soldado da PMERJ ganha apenas R$ 2.382,89. DEFASAGEM: Salário do SD PM está R$ 1.412,35 abaixo do Salário Mínimo Necessário. Garçom desligado do Palácio do Planalto, onde trabalhava há nove anos, José da Silva Catalão, de 52 anos, recebia um salário líquido de R$ 3.870,00, segundo o Transparência Brasil. Isso explica o quadro de desmotivação dos Policiais Militares do Estado do Rio de Janeiro.

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