sábado, 14 de maio de 2016

Juiz é convidado a participar de CPI que investiga os Autos de Resistência

 O juiz Fábio Uchôa, da 25º  Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), vai participar de uma reunião na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), na próxima quinta-feira, dia 19, sobre mortes decorrentes de ações policiais. O tema será abordado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga os chamados autos de resistência. O convite ao magistrado foi feito pelo deputado estadual Rogério Lisboa, presidente da CPI. "Imagino, de alguma forma, poder contribuir para melhorar as intervenções policiais, que quase sistematicamente produzem mortes e, consequentemente, a lavratura dos respectivos autos de resistência, que, não raras as vezes, têm por finalidade encobrir crimes de homicídios praticados justamente por agentes do Estado, que têm por missão maior prevenir e reprimir a prática de crimes", destacou Uchôa. A reunião da CPI ocorrerá a partir das 9h, na sala 311 do Palácio Tiradentes, sede da Alerj. 

5 comentários:

  1. O JUDICIÁRIO DEVERIA ESTAR PRESENTE NAS INTERVENÇÕES POLICIAIS, POIS ASSIM ELES PERCEBERIAM QUE É IMPOSSÍVEL A POLÍCIA ADENTRAR CERTAS ÁREAS SEM SER RECEBIDA A TIROS DE FUZIL! COMO SE DEFENDER DE TIROS DE FUZIL? A POLÍCIA TEM QUE FAZER O SEU TRABALHO, NÃO PODE SE OMITIR! OS BANDIDOS ATIRAM PARA MATAR OS POLICIAIS, MAS OS POLICIAIS NÃO PODEM SE DEFENDER DA INJUSTA AGRESSÃO? É COMPLICADO! FALAR DE LONGE DOS TIROS É FÁCIL, DIFÍCIL É ENFRENTAR ESSA "GUERRA" COM A FARDA DA POLÍCIA!

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  2. O crime organizado está matando nossos policiais

    Por: Victor Poubel

    Os recentes ataques a policiais no Rio de Janeiro tem como pano de fundo a ofensiva que o crime organizado faz para sedimentar a venda de drogas e se expandir pela cidade. Aquela história de mocinho e bandido ficou nos filmes. Não há escrúpulos. Esses bandidos são assassinos, desonrados e encaram os policiais como ferozes inimigos, não importando o local e em que situação estejam.
    A sociedade não pode ser indiferente a isso, assim como atribuir simplesmente ao crime organizado a morte de policiais não é explicação que se basta. Há de se aprofundar na análise da política de segurança pública, da efetividade das ações, do planejamento, da liderança corporativa, e da gestão. Senão, os casos se seguirão, ampliando a sensação vigente de insegurança.
    A constatação desalentadora é que a criminalidade organizada cresce no país. Porém, no cotidiano das pessoas a preocupação maior é a criminalidade de massa, que compreende furtos, estelionatos, roubos, sequestros-relâmpago e outros tipos de violência que teimam afetar a tranquilidade das ruas.
    Os ataques contra policiais apresentam um potencial de ameaça e imenso perigo à toda sociedade, pois mostra a personalidade de um grupo cruel, descontrolado e sem limite, que poderá produzir consequências imprevisíveis e incontroláveis num futuro próximo. Se matam um policial, estão atingindo um representante do Estado; imaginem o que podem fazer com um cidadão comum.
    Portanto, a resposta legal deve ser dada, não como um mero antigripal que, possivelmente, algum tempo depois a pessoa tornará a se resfriar, mas sim adotando medidas firmes e exemplares de combate a uma bandidagem que achou divertido ceifar a vida alheia para propagar o medo.
    A inércia, a perplexidade ou reações pontuais do organismo policial servirá somente de estímulo para o crime organizado continuar ditando as regras do jogo, mediante a realização de seguidas ofensivas contra os policiais, pois não se observa uma postura institucional inteligente e dissuasória capaz de estancar essa estratégia de difusão do pânico do crime organizado, unido umbilicalmente com o tráfico de drogas e armas.
    A TV nos mostrou traficantes portando fuzis e pistolas, ostensivamente, em clara associação criminosa, desfilando nas vielas de uma favela com soberba e sem qualquer incomodo, demonstrando um inacreditável domínio territorial e desprezo pela lei. Notadamente, a afronta deles começa a emitir um sinal de fraqueza e inoperância do Estado que jamais poderia existir.
    Enfim, há de se instituir uma mudança de ambiente na cidade e no país, onde o cidadão e policial passassem a ser respeitados e não assassinados covardemente pelas mãos de uma bandidagem torpe. O receio de morrer tem que estar do lado deles, que escolheram conscientemente o caminho errado da ilicitude e reativo à civilidade, nunca do nosso lado. A sociedade precisa de uma polícia que a proteja e de um Estado forte.

    Fonte: http://www.sospmerj.com/2016/05/o-crime-organizado-esta-matando-nossos.html

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  3. O JUDICIÁRIO ESTÁ CERTO, ERRADO É O PM QUE QUER TRABALHAR AINDA, COM TODA ESSA PRESSÃO E COVARDIA EX: O PM NÃO TEM MUNIÇÃO E COLETE, NÃO TEM ARMA PARTICULAR, NÃO TEM ESCALA, NÃO TEM ALIMENTAÇÃO, NÃO TEM UM PLANO DE SAÚDE, NÃO TEM VALE TRANPORTE E AINDA QUER DAR TIRO EM ALGUEM? SÓ LOUCO.

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    1. Concordo, não há condições de trabalho suficientes para que o PM cumpra a sua missão!

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  4. Eu tenho uma proposta para a excelentíssimo senhora Juíza de Direito e para o honestíssimo e competente Deputado: marquem um dia e hora e vamos embarcar juntos numa VTR da PMERJ e incursionar em qualquer favela da Capital, bem como da Região Metropolitana do RJ, para que Vossas Excelências possam fazer um estudo de caso e, de fato constatarem que nós, policiais militares, cometemos de fato homicídios no decorrer de nossos serviços, que matamos pobres inocentes, pessoas excluidas, pobres coitados.
    Vamos Doutores! vamos fazer um estudo de caso na prática.

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