quarta-feira, 15 de junho de 2016

Parlamentares e associações divergem sobre mortes de PMs no Rio

Parlamentares e associações que tratam de interesses de militares têm explicações diferentes para o elevado número de policiais feridos e mortos no Rio. Num período de 12 horas, três PMs foram baleados e outros dois perderam a vida. Um deles foi o o tenente Márcio Ávila Rocha, morto com sete tiros, durante um assalto na Tijuca, Zona Norte do Rio. Ele foi sepultado, nesta quarta-feira, no Jardim da saudade em, Sulcap
Para o deputado estadual Marcelo Freixo(PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, o crescente número de policiais mortos e feridos está diretamente ligado a falta de uma política de enfrentamento ao tráfico d e armas.
—Fizemos uma CPI, em 2011 , para o controle das armas. Fizemos uma série de propostas e entregamos tudo aos governos estadual e federal. Nada foi feito. A falta de uma política ao enfrentamento ao tráfico de armas é o elemento central. Uma cidade armada é uma cidade mais violenta e estes policiais estão sendo mortos por arma de fogo — disse Freixo.
Já o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSC), da Comissão de Segurança, culpou o estado por não ajudar aos PMs com assistência jurídica. Ele também relacionou as mortes a burocracia que os PMs enfrentam para comprar uma arma particular.
— O mau exemplo vem de cima. O PM fica desmotivado porque sabe que se algo der errado ele só terá dois caminhos: a morte ou a prisão. Hoje o policial prefere não se arriscar, porque não há retaguarda jurídica. Sem falar da burocracia. Três mil PMs, formados há mais de um ano, só agora tiveram autorização para comprar uma arma. Só com atraso tiveram uma possibilidade de se defender — disse Bolsonaro.
O Vanderlei Ribeiro, presidente da Associação de Praças da PM e dos Bombeiros, defende que os comandantes de batalhões devem ser responsabilizados diretamente por policiais mortos e baleados.
— O Ministério Público deveria responsabilizar os comandantes. Quem faz o planejamento do policiamento são os comandantes. Se houve morte é porque o planejamento foi falho. Faltam planejamento e gestores qualificados— disse Ribeiro.
Já para Miguel Cordeiro, presidente da Associação de Policiais Militares e dos Bombeiros, relacionou o crescimento das mortes dos policiais a falta de treinamento e ao pouco de tempo para formação do policial.
— É um curso rápido. Hoje o PM se forma em seis meses. Muitas vezes, o PM só dispara cinco tiros em todo treinamento. O ideal é que o tempo de formação durasse pelo menos dois anos — disse Cordeiro.

2 comentários:

  1. Só falácia, nada mais.
    Opiniões de pessoas que não entendem nada de segurança pública. Políticos e ex servidores que viveram numa época que se amarrava "cachorro com linguiça"
    Todos nós, policiais militares, sabemos quais são as causas que estão nos levando a morrer nas ruas se nosso Estado. Falta investigação; baixo salário - que leva o PM a ter que fazer segurança nos horários de folga; carga horária excessiva de serviço; certeza da impunidade- em nosso país, o crime compensa, não há investigação, desta forma, os criminosos não são presos e, quando por um aborto da natureza isso ocorre, a lei é frágil, aparece logo um defensor daquele excluído da sociedade para defende-lo.
    Há que ressaltar também a questão que para mim é a principal: a corrupção. Em nossa instituição, esse "cancer" se inicia intramuros. A corrupção é a principal causa das mortes de PM nas ruas do Estado. Quando vc praça, que é quem de fato combate a criminalidade, ou deveria fazê-lo no decorrer de seu serviço- ou seja, policiamento preventivo e ostensivo - quando vc deixa de desempenha-lo em troca de uma vantagem ilícita para vc ou para quem quer que seja, é todos nós praças sabemos muito bem do que estou falando, estamos sim, contribuindo para a morte de nossos companheiros e até de nós mesmo. Quem em sã consciência acha que o "tralha" o vagabundo, no momento em que está cometendo ou vai cometer um crime e se depara com um policial, vai distinguir os "amigos", aqueles que apertam suas mãos ou de seus camparças quando do momento em que "rola" aquele "arrego", de um policial honesto. Meus caros, isso não ocorre. Para o marginal, não interessa se vc é seu "amigo"; se trabalha no expediente; se é oficial ou praça; se é reformado ou da ativa; se é apto A- B ou C, em fim, o que interessa é que somos policiais militares.
    Nós somos clientes de nós mesmo. Se vc não cumpre seu papel institucional meu caro, sua vida e de todos os outros de sua categoria estará em risco. Essa é a minha humilde opinião.

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  2. Está assim porque esse desgoverno entregou o estado para os vagabundos, e quem comanda e deveria ter pulso firme contra a vagabundagem, se amolece por politicagem...

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